Qual caminho que não é o de sempre

 


Nós conhecemos na primavera, ele estava tirando foto com as flores e eu me aproximei. Pedi um foto. Eu disse estar nervosa e ele parecia desnudar meus segredos que eu guardei tanto tempo. Pedi um abraço e por fim fui embora. Um sorriso se desprendeu de meus lábios.
Não falei nada e eu nem fiz demais, só estava sorridente, mas ele gostou de mim, mesmo tendo sido algo tão comum dele estar acostumado.

Cante de novo aquela música

Sua boca em formato de coração é a coisa mais linda que eu já vi

Seu perfume nem se compara os das flores e saia amor de suas palavras de murmuração, frescor, doce e sereno olhar mágico que ansiava, um olhar terno.

Mãos aveludadas

Como dizer que mal te conheço e já te adoro

Era noite sertaneja de um dia da semana

Nunca mais senti meu rosto tão alegre como agora

Ele me defendeu de uns tiranos na rua

 

Uma vez ouvir que ele negava que gostava dela a todo custo
Ela o ignorei na escola
Por fim ela virou sua chefe

Foi preciso saber ouvir que você precisa de mim

Se eu pudesse ter um desejo, seria ver você sorrir sempre brilhantemente

Ele fala: o quanto eu quero abraçar você como um louco

E não posso fazer seu coração voltar a trás?

Durma, pensando em ver você de novo heeee

Pode parar. Eu entendi. Obrigada pela sinceridade eu preciso ir.

Eu acho que entendi tudo errado.

Ele ficou pensativo e mal

Depois ela queria se divorciar porque ele não queria ver as estrelas com ela.
Qual deve ter sido o final deles?

 

Eu costumo me arrumar e as vezes imaginar você me olhando de longe e acabando de ter uma epifania do amor. Em situações extremas em que o palpável foge do nosso controle, tenho o costume de alterar a realidade.
A nossa história será como?
Aprendi que sempre aprendemos, até mesmo que podemos nos apaixonar de novo.


As várias partes de mim

          


    Na rua da Frésia, bairro dos Sino Azuis de Peônia havia um bosque de flores e árvore de pecã. Era lindo, era onde pairava a penumbra do sol, onde existia flores caídas no afasto molhada depois da chuva. Você já viu? Cheiro de capim da verde mata. Hoje em algum lugar que passei sentir aquele aroma. Aquele pássaro que não sei o nome, cantou. Cigarra cantando como se fossem lobos no fundo uivando da noite. Tem sensações boas que não sei explicar. Bem que ele disse que os pássaros de lá não gorjeiam como os daqui.

— Olívia, Olívia.
Ouço alguém chamando meu nome em meio a meus devaneios.

 Sabe quando acontece algo atrapalhado com você que provavelmente ninguém vê? Mas ele viu, porque ele estava prestando atenção em mim. Só ouvi uma risada ao fundo depois de eu ter desempilhado aquelas caixinhas da loja que caíram por estar distraída com meus pensamentos.

Seu sorriso feliz é a minha maior recompensa e eu não entendo o porquê, já que eu não o conheço. As vezes tento buscar, talvez inconscientemente conversas com as coisas que já existiu entre nós, mas não mais ele.

Voltei com ele para esse caminho das flores e disse que certamente, se ele fosse uma árvore, ele seria esse. Com certeza. Olha é bonita. A mais bonita desse bosque e a mais alta. Ele sorriu.

Eu paro de pensar por um momento. Depois volto a pensar. No momento eu nem sabia, mas se tornou uma lembrança boa. Acho que no momento nem tô muito boa para responder coisas sobre mim. Ainda bem que pararam de falar comigo. Sinto que não tenho olhos para mais ninguém.

— Deve ter um bom motivo para você estar aqui? perguntei ao moço bonito que me acompanhava no bosque sentado banco de jardim de varanda daqueles de madeira e ele respondeu de forma suave

— Não posso evitar querer continuar aqui, mas você não descobrir isso sentada aqui comigo.

A gente gosta de como um o outro pensa a vida ou costuma pensar. Podemos conversar sobre pão, mas só queremos conversar porque é agradável. Pensar nele é como um abrigo. Quero ir pra lá quando me sinto cansada e quando o mundo me faz triste. Ele me passa um conforto tão grande, que eu tenho vontade de falar com ele toda hora.

Ele tem um jeito interessante e um olhar intenso. Ouvi dizer, por aí, que eu era esquisita, mas divertida. Quando ninguém mais via e nem eu mesma, ele acreditou e viu um lado bom em mim, até nos meus medos.

Parece doideira, né, mas me acalmava e tirava a toda ansiedade segurar uma Barbie na rua. Ele levava uma boneca e começava a brincar no meio das pessoas, uns olhavam torto, outros percebiam o gesto e parabenizavam em silêncio de um olhar, mesmo nervosa eu via.

— Não precisa se envergonhar, sabe disso, né?
Acho que comi algo estragada noite passada. Disse ele em um tom brincalhão, mas preocupado e eu respondi — Que vergonhoso você ficar passando mal nos lugares.

— Não há nada de vergonhoso nisso. Ele respondeu com um afago em seu olhar.

 

De uma forma que nem eu mais sabia que sabia sorrir. Ele era do tipo que deixava as crianças fazerem o que quiserem com ele e eu, digamos, estava de mal humor, mas aquilo me fez sorrir. O desejo pelos seus braços era tão familiar.

Um amigo dele aprece e observa a cena.

— É o jaleco, elas adoram.

— Ela ta o dia todo me olhando assim. Ele respirou fundo mostrado paciência.

— Ela perdeu a memória e você se apaixonou por ela. Fala a verdade!? Seu amigos eu um sorriso maior do que o habitual.

— Acho que ela deve ta pensando que sou namorado dela agora de novo. Ontem eu era um amigo de infância. Olha lá vem ela.

— Amor, você anda estranho comigo. Ele em silêncio atônito e eu ameaço a chorar.
Ele diz não ser nada e dá batidinhas na minha cabeça.

Contudo me aproximo dele

— Quero outra coisa.

Seguro a mão dele.

Ele engole a seco a saliva e tímido permanece calado encarando meu rosto.

— Quero brincar de boneca de novo, você é o único menino que é meu amigo.

Enquanto sentados no gramado senti saudade dele novamente.

— Você disse que estávamos juntos, mas engraçado eu não lembro de ter sido pedida em namoro.

— E porque você não sabe disso?

Olho pra ele como gato sem lar e riu embaraçada pela sua seriedade.

— Deve ser porque faz muito tempo

— Na verdade nunca fomos, Olivia. É tudo da sua cabeça. Eu sou o seu médico.

Eu começo a chorar não entendo o porquê ele tinha sido tão grosseiro comigo. Até eu um lapso que finalmente me faz lembrar... mas não deixo de ficar triste porque o sentimento era de verdade, mesmo confusa.

— Você sente falta de alguém, mas não sou eu, Olívia.

— E você fica triste por isso? Se sente mal por isso?

Passou-se dias já de alta  e volto a clínica para fazer o mesmo trajeto que fiz durante muito tempo.

— Eu recebi um conselho de quem disse “você não percebeu que acabou de perder algo muito precioso.” Eu gostei de ser tudo pra você nesse tempo, seu médico, seu amigo, mais ainda sua versão namorada comigo. Eu rio em meio as lágrimas.

— Mas eu lembro de você, eu nunca esqueci, só lembro de você e mais ninguém mais.


Um vestígio de mim em você




Ele é meio rebelde e inrreverente
Não liga pra o que as pessoas pensam
É doido e faz loucura por amor
É implicante
Simples
Tem olhos puxados e cabelo branco ainda novo, novo, mas acho um charme único.
É atualizado
Sorriso bonito
Você é a pessoa que eu posso contar sempre.
Me elogiou de todas as formas que uma garota poderia ser elogiada
E eu costumada pensar que a vida podia trazer ainda surpresas lindas.
Isso eu dizia acreditando sem ver nada. Até que vi você.
Me faz rir
Eu me refaço
Me reconstruo
Me acho
Me acho em você.

Ciclo do coração

    




     Eu me lembro do meu primeiro pensamento, foi de surpresa, via pessoas rindo comendo salgados e sentia um cheiro de cimento do qual eu gosto e tijolo, dentre os que mais gosto como os de chuva molhada. Era a primeira semana dos primeiros dias de aula na faculdade em que eu estudava licenciatura. Tinha uma pessoa da qual eu não sabia como iria reagir quando encontrasse, só sei que não sentia mais algo por ele, mas ainda sim lembrei que ele estudava no mesmo lugar que eu. Era uma terça feira dia da aula das 16:h. Eu estava junto com a minha amiga esperando do lado de fora a outra aula acabar para entrarmos. De costume esperávamos a aula na porta, agora ajeitando meu cabelo preso e meio desarrumado por estar cansada já da última aula. Um colega nosso de outro curso queria nos apresentar alguém para minha amiga e eu. Eu não queria conhecer ninguém. Eu estava despreocupada, mas ainda sim me incomodou um tiquinho o fato do meu cabelo esta desarrumado, mas ao mesmo tempo não estava mais ligando tanto para essas coisas, afinal. Ele nos apresentou, assim que o amigo dele saio da sala ao lado de onde estávamos. Ele foi tão antipático. Disse “oi gente” acenou com o braço e saio andando, sem nem ao menos olhar para o nosso rosto. Fiquei sem reação e com uma expressão de desentendimento, nem ao menos apertou a nossa mão, quando eu iria abrir a boca nem saiu sons.
Depois disso soubemos que não iriamos ter aula, fomos para o outro lado da faculdade falar sobre o acontecimento de hoje, eu e minha amiga ficamos revoltadas, só que mais da parte dela, porque fingi ficar revoltada de brincadeira, pois nem estava com cabeça para isso, mas de fato eu disse claramente não tinha gostado dele, mas nos perguntando porque o nosso colega queria apresentar alguém assim e para que? Concordarmos em chama-lo de mal-educado.
            No dia seguinte encontro um menino que eu conhecia no corredor. Não seria difícil já que ele era do mesmo curso que o meu. Uma parte de mim queria encontra-lo para ver como eu me sentia e também mostrar de alguma forma o que ele tinha perdido. Ele foi um menino que eu sai apenas uma vez e com ele eu também tive o meu primeiro encontro, mas que me prometeu algodão doces, magia e purpurina, mas que depois de semanas ele ficou estranho e não queria me dizer o porquê.
            Final de semana chega e eu sair com a minha amiga para ir ao playtory minha amiga avista ele com uma menina, achamos estranho, mas pensamos ser uma prima, uma amiga. Quando chego em casa pergunto para ele quem era e ele me diz que era sua namorada. Ora, depois de algumas semanas depois de sair comigo ele já estava namorando? depois de dizer que estava apaixonado por mim. Ele me contou que uma menina do passado tinha aparecido dizendo pra ele que não era apenas amizade que ela sentia por ele e sendo ela alguém de quem ele gostava a muito tempo. Ele ficou em dúvida e eu facilitei as coisas, decidi eu mesma sair disso, mas no fundo ainda tive esperanças dele perceber que estava confuso e que gostava de mim, talvez só quisesse ter tido a consideração dele ter me contado.
            Bom passou-se um tempo e ele veio se desculpas e na verdade ele tinha terminado com a namorada. Confuso, complicado, mas foi essa a história triste que me magoou, mas que depois passou. Eu pensei que ele seria a última pessoa que eu iria conhecer antes de encontrar o meu amor , mas não foi, porém penso estar cada vez mais perto. Ao mesmo só não queria conhecer mais ninguém
            Depois de um semestre cansativo como sempre, consegui lidar com isso bem e quase não o encontrava pelos corredores da faculdade. Finalmente chegaram as férias, finalmente!!!

Mas no meio das férias sempre tem aquele momento que o tédio chega e nisso não tinha ideia mais do que inventar para fazer, até tinha, mas não tinha vontade de nada.
Minha amiga e eu nos falávamos frequentemente pelo telefone, todos os dias ela me ligava e eu para ela, só que mais ela para mim, pois eu mandava mais mensagens escrita. Sempre desabafamos uma com a outra, sobre tudo na vida inclusive sobre as questões amorosas e pela primeira vez cheguei a dizer que não acreditava mais no amor. Não acreditava mais nos homens. Misturando isso com o tédio a situação só piorava. Minha amiga por sua vez e por nunca ter me visto assim, não queria me ver triste. Ela por melhores das intenções disse que queria me apresentar alguém, que na verdade essa pessoa tinha puxado assunto com ela. Eu logo recusei por achar que ele estivesse interessado nela. Minha amiga nunca foi de me apresentar ninguém e eu sempre gostei de alguém que conhecia sozinha, mas ela parecia realmente querer me animar, então eu fiz uma aposta de quem em troca eu também apresentaria alguém para ela.

Depois de alguns dias, por telefonema eu fiquei curiosa acabei perguntando quando ela iria apresentar a tal pessoa. Ela me disse que ele era aquele garoto que o nosso colega nos apresentou. Eu não lembrava muito bem dele, mas lembrava da situação. Ela disse que ele era um bom garoto e queria me apresentar, pois lembrava o meu jeito de ser, de falar. Aquilo me convenceu um pouco. Passou-se uns dias ela finalmente me adicionou em um grupo com nós três e me apresentou a ele, mas ainda sim disse só um “oi” em forma de figurinha de um anime e ai eu tentei interagir, mesmo ele não me dando muito atenção pra mim, mesmo eu sem vontade, sem mais forças e coração. Fizemos uma call os três jogamos um jogo de adedonha online. Quando iniciou a ligação, eu mal falava só escutava eles conversarem, implicâncias e brincadeiras. Começamos a jogar, mas por minha internet ser ruim, sempre caia a ligação e eles acabavam ficando somente os dois na ligação. Então minha amiga me retornava e eu voltava, depois caia de novo.

– Minha internet toda hora ta caindo

– As vezes é o roteador. Dizia ele.

– O roteador é novo. -Digo rindo. - Acho que não vou poder jogar mais, gente- Eu dizia isso já querendo sair da ligação.

Quando finalmente desligo a minha amiga me pergunta o que eu tinha achado dele.

– Olha amiga a voz dele?

– Ah, não achei nada demais. –Dizia desanimada – Mas ele parece ser legal. Porque você não dá uma chance?

– Hum porque você não tenta? Perguntava ela pra mim.

– Vou desligar já. Beijos.

            Passou alguns dias e a minha amiga parou de insistir na ideia minha com ele. Então eu perguntei se eu poderia adicionar ele na rede social e ai ela deu todo o apoio. Apesar de tudo achei ele legal e quem sabe ter um novo amigo. Ele me aceitou no mesmo dia e começou a me seguir em uma outra rede social no mesmo dia. Aquilo me animou além de ter achado uma atitude que contribuiu. Eu pensava “acho que finalmente ele percebeu o que a minha amiga estava tentando fazer”. Além, de ficar feliz pela minha amiga estar feliz por mim. Eu queria que ela me visse mais animada. Um dia tomo a iniciativa de comentar e chamar ele. Minha amiga mais um vez me dá o apoio e claro falando de mim para ele de forma sutil.

Ali começamos a conversar ele e eu. Ele dormia cedo e eu realmente não acreditei nisso, mas já estava já sobre o aviso da minha amiga de que ele dormia cedo, mas de algum forma aquilo se tornou um desafio para mim, que se caso ele conseguisse dormir tarde falando comigo isso significaria que eu era importante de alguma forma para ele. Bom como esperado ele se despediu de mim com um boa noite. No dia seguinte eu não queria falar com ninguém, não fazia questão e já não esperava que realmente ele iria falar comigo. Até que recebo um bom dia. Mandei para a minha amiga o print e ela ficou implicando com a gente, mas não queria transformar aquilo em nada, era só amizade e, não eu não estava me fazendo de difícil. No final da noite a minha amiga me liga e sem ela perguntar eu disse que estava falando com ele o dia todo, conversas meio malucas e áudios e eu sendo maluca também, nos damos bem de forma rápida. Nesse momento eu percebo como isso tinha acontecido? eu não queria conversar com ele, mas conversei o dia todo. Achava que ele não continuava as coisas que eu falava e mudava de assunto, achei sem assunto a princípio.
Deixei para lá e não nos falando mais, mas mais uma vez com a ajudinha da minha amiga ela faz uma ligação pra nos três e ai conversamos como os três mosqueteiros, nos tornamos o trio de amigos. Até eu ele sozinhos começamos a nos aproximarmos cada vez mais e mais. Meu número ele já sabia e quando ele desligou do telefonema ele me mandou uma foto do pé dele com quatro meias por conta do frio, mas até ai ele tinha mandado para a minha amiga também. Em seguida ele mandou foto de uma piada da qual eu não tinha entendido, mas ao mesmo tempo rir. Ele me explicou.  Depois levou algum tempo para que nos falássemos de novo.


            Era o dia das mães e ele tinha me mandado feliz dia das mães, lembro até hoje dessa nostalgia. Logo fui perguntar a minha amiga se ela tinha pedido para ele falar comigo, mas não, ele apenas falou comigo por livre e espontânea vontade. As coisas estavam indo bem, eu gostava da companhia dele, ele parecia gastar da minha, mas não tinha sentimentos e já previa que quando eu tivesse ai que as coisas dariam erradas e iriam ficar complicadas. Minha amiga vendo que eu estava começando a ficar encantada foi averiguar mais sobre ele. Ele tinha passado por um relacionamento duradouro na adolescência e só veio a desmanchar quando estava na faculdade, uau!. Por isso dele ter nos cumprimentado daquela forma fria quando foi apresentado pra nós, pois ele também não queria conhecer ninguém, mesmo não precisando nos tratar daquela forma. Nisso ela pediu para eu ficar atenta, mas acho que já era tarde.
            Fomos a um Karauke os três juntos e cantei “Speding my time da Roxette” e na parte que cantava:
“I thank the lord above
That you're not there to see me”

Olhei pra ele e lá estava ele com os olhos grudados em mim.
Minha amiga perguntou o que ele tinha achado e ele disse perto de mim e parece testar a reação dele.
– Linda, linda demais a voz!

Nos olhamos bem um nos olhos um do outro e parecia uma luz me acendia toda vez que falava com ele, ou falava sobre ele. Quando vi que ele estava no palco não tirei os olhos dele, Ah, aqueles olhos indescritíveis. Me perguntava se ele tinha vindo mesmo só me assistir? E lá no palco ele cantava uma música da qual não conhecia, mas ele fazia palhaçadas desafiando. Por outro lado ele cozinhava e se amostrava por isso, mas quando ele foi me mostrar a torta de limão, ele ficou nervoso por isso, pela minha aprovação. Percebi que ele falava a palavra cinema sem pretensões de só levar. Ele pediu pra eu ficar tranquila que nos instante que que virasse a cabeça e ele não iria tentar algo. Cada vez mais gostava das nossas conversas, cada vez mais gostava da sua voz, cada conversa e desabafávamos e falávamos de como estava sendo nossas vidas maiores de idades e morando na casa de nossos pais. 
            Eu tinha mania de cheirar meu cabelo e colocar no nariz como se fosse um bigode, até que um dia ele me viu assim. Imediatamente tirei e ele começou a rir, mas ele chegou e botou novamente a mecha de cabelo no meu nariz e aquilo me fez sorrir por uma semana.
Mensagens chegavam do tipo “Eu lembro do meu primeiro pensamento foi vc” e eu corar, foram surgindo e ficaram recorrentes e reciprocas.
Até que paramos de nos falar. Eu disse que eu não conseguia ser apenas uma amiga e chamei ele de idiota e mais eu disse para ele nunca mais falar comigo. Só que isso durou um mês, parece pouco, mas foi muito.
            Ele disse que sentiu a minha falta e chorou em uma ligação. Sabendo disso ela viu que eu também queria falar com ele e fez a gente voltar a se falar nessa ligação que ele me fez. Voltamos a amizade e sei que ele pularia na piscina por mim, por que eu não sei nadar. Ele me salvaria e me protegeria com tudo que pudesse, isso eu sei.
            Acordei com um aperto no peito fui tomada por essa dor, que na verdade já vinha me incomodando a dias pedi para a minha mãe me levar para o médico porque eu estava sentindo uma dor no coração. Fui ao médico e ele disse que eu não tinha nada, então porque aquela dor persistia, até que o cardiologista me perguntou, na cara dura, se eu estava apaixonada e foi ai que a minha mãe descobriu. Eu me sinto uma adolescente por estar sentindo isso pela primeira vez.
            Dançamos na festa junina juntos. Tarde e noite inesquecível, dançamos e rimos, comemos e nos apaixonamos cada vez mais. Dançamos tanto naquela noite de festa junina.
Sim ele ficou até de madrugada conversando comigo por mensagem. Yes!!! consegui!
Dissemos eu te amo sem querer pela primeira vez. Parece que saiu sozinho e eu disse que amava falar com ele. Em uma conversa ele disse que amava essa pessoa de quem eu era.
Quando nos despedimos acidentalmente demos um beijo inesperado, éramos amigos, tão inesperado, mas foi tão natural, mas eu gostei. Acanhados viramos os rostos. Não sei dar nome ao que estou sentindo. Esse sentimento é terra estranha em que eu nunca pisei, em que nunca estive.
Em mensagem conversávamos coisa como:
– Não confio em pessoas que preferem a “Rachel e Ross” como casal favorito.
Nossos flertes eram diferentes. Ele nunca foi do tipo de pessoa que eu iria gostar antes, mas conforme mais fui o conhecendo mais me apeguei a ele e no seu jeitinho maluquinho, carinhoso e cuidadoso comigo. Alguém fã de Leonado de Caprio e que tinha zelo por mim.
            As coisas foram acontecendo e eu tinha certeza que algo mudou dentro de mim, eu não sei o que é amar, mas tava aprendendo com ele, nunca disse essas palavras antes, mas com ele tenho vontade de falar “Eu te amo”. Eu finalmente percebi que sentia algo especial, mas de fato comecei a gostar dele agora. Pulei nos seus braços pendurada nele alegre em ve-lo, fomos a praia em que uma farpa entrou no meu pé e ele tirou, teve dias de cólicas, cabelos despenteados, suor, cecê dele, dias de surtos entre muitas outras coisas. Fizemos um dia de spar juntos de máscara verde de limpeza de pele e tudo.
            Ufa! Quatro anos se passou nos casamos. Que loucura, deixar o meu quarto, a minha família em direção a algo completamente novo, mas com ele eu não tinha medo, com ele eu conseguia pensar no futuro, talvez pela minha idade, mas com ele conseguia me imaginar assim.
Casei com o vestido dos meus sonhos e com a pessoa dos meus sonhos.
Lua de mel, uma viagem. Antes de mais nada, fizemos a cama de trampolim. Admiro ele cada vez mais.
Dias que ele chegava em casa com buque de flores e eu esperava ele com uma camisola diferente. Já que eu chegaria antes em casa, eu tinha passado em um loja e tive uma ideia.
Dias que ele só trouxe uma flor e dias que eu esperava ele de pijamas confortáveis com estampa de animais fofinhos, mas que mesmo assim me parecia atrair ele. Tinha impressão que ele achava que eu era perfeita mesmo nos meus dias mais estranhos.
Dias de cafune e televisão tomando chocolate quente na sala assistindo animes, terror etc. Dia de uma noite perfeita em casa com chá gelado, besteiras, manta, dia chuvoso e de frio.
Dias do montador, encanador flagrar os dois no quarto.
Era muita paixão.
Dias de comermos sushi fora da validade e termos dor de barriga juntos.
Dia de comprar um filhote de cachorrinho.
Dia que pela manhã antes dele trabalhar beijava minha barriga já dando uma dica do que ele queria e ali ficamos nos amando antes dele ir trabalhar. Parecia que só bastava ele me tocar e nos apaixonávamos todos dos dias mais uma vez.
Dia de ciúmes fofos.
Dia de cozinharmos juntos e de te lambuzar de doce. De me abraçar pelas costas. De me cortar com a faca e você beijar para curar. de te encher de beijinhos.
De dançarmos juntos em frente a janela.
Dias de pensarmos em nós dois velhinhos

Mas nem sempre são momentos felizes,
como dizem que nem sempre de flores será a vida.
Também teve dias de espinhos.
E chegou o dia que estávamos discutindo e choramos.


Dia de brigar e não conseguirmos nos comunicar.
O dia que o filhote ficou doente e acordamos pela madrugada para levar para clínica no dia 1 de Janeiro.
O dia que meu pai ficou doente.
O dia que sua vó estava bem velhinha e se foi.
Os dias de vídeo game e aposta de quem perdesse iria lavar a louça. Dessa vez você  não me deixou ganhar e realmente tive que ir lavar.
Dias tensos, Dias intensos. Dias de preguiça e desanimo. 
Dia que chorei sozinha.
Dia de ansiedade.
Assim como com os nossos pais cada um teve seu momento de conflito, agora como casadas e que se amam, nos tínhamos conflitos e as vezes não concordávamos, mas assim como respeitamos nossos pais, é assim também no nosso casamento. Não podemos pensar que ao casarmos tudo vai ser perfeito e que nunca terá momentos difíceis. A vida continua e não é nada fácil.
Dias que acudir ele com o rosto dele dentro do vaso, batendo nas costas de leve e depois eu ficar enjoada junto. De eu ter ânsia e não conseguir e ele pegar meus cabelo e segurar.
Teve dia de saudade. Dia de dúvidas. Dia de contas pra pagar. Dias de dificuldades.
A beleza da vida mora ai...Que acontece em dias comuns.

            Desde o momento que eu soube que ele era tão doce, amável carinhoso, que gostava do carinho da amizade dele, mas eu não esperava sentir o que sinto hoje por ele, ele sabendo disso foi muito mais sensato e me viu como alguém valiosa. Ele via um futuro melhor pra nós dois assim. De fato gostou da minha amizade, mas sentia também que não era só isso.
Eu orava e continuávamos a amizade o que nos fazia bem, mas não sabia até por quanto tempo. Ele dizia gostar de mim, ter zelo por mim, e quem ele protegia, mas não admitia o sentimento.

Isso foi um sonho meu. Guardei essa espera por ele e a sensação daquela lembrança. Tudo que eu senti e não aconteceu.

Nós continuamos a conversar e ele começou a namorar alguém de repente. Isso se repetiu depois de anos com outra pessoa que eu gostei e depois com outra pessoa. Soube que eles terminaram e nunca mais nos falamos, até que soube que ele começou a namorar de novo outra pessoa. Pessoas confusas machucam outras.

Sou sempre o aprendizado de alguém, mas nunca o destino, é eu sei como é. Talvez esse tipo de amor pleno e raro que sonho esteja em falta ou me esperando na virada da próxima esquina finalmente pra mim e quem sabe viverei tudo isso.