Do início até o último instante




E aqueles minutinhos, mal ele sabe que o que eu mais preciso é alguém que me segure forte e não me deixe ir. E das vezes que eu quis prolongar um momento tanto quanto você. Você já me segurou de várias formas e agora não sei se é ainda uma despedida, mas eu queria que me segurasse mais uma vez.

Eu ainda não quero escrever cartas de amor pra você, prefiro proteger meu sentimento, por mais que meu coração ande em contramão. Tenho sido o tipo de pessoa que venho procurando sinais, gestos, palavras, sorrisos. Mesmo sem falar muito, mesmo sem tocar ainda o sentimento existe sim. Hoje não vai embora sem me dizer o que quer de mim. Me diga mais uma vez com seus olhos o que você quer que eu vou entender só não vai embora mais uma vez sem me dizer.

Lembro dos seus olhos irresistíveis e que fecham quando sorrir, mas que você diz não gostar e por isso não o faz muito e a forma que você repete as coisas quando está ansioso e sua presença iluminava o ambiente, mas eu fingia não perceber isso, mas ainda sim você me segurava e me direcionada um exclusivo comprimento para dizer o meu nome em voz alta, toda vez que me via. Sabe aquele olhar intenso e profundo quando alguém quer deixar claro o quanto te quer? eu não tive dúvida, ele nunca mais foi esquecido e sem saber fez balela do caos do meu coração, foi como uma brisa da manhã que chega de repente e te faz cosquinhas no coração, me senti calma e me enchi de esperança e ilusões como coisas bregas de casais, como fazer jantar surpresa de macarrão ao molho branco, imaginar correr pra atender você no portão de casa para te ver, ganhar flores, comer hamburger na esquina, tirar fotos no espelho que nem precisam sair perfeitas. Me fez pensar nessas coisas que eu nunca vivi.

É como se eu estivesse abraçando um desconhecido, mas sei que se fosse um desconhecido aquele abraço não teria sido tão confortável, isso é meio estranho pra mim como a gente passou de dois desconhecidos, que nos conhecemos, em pouco tempo para encontrar conforto no seu abraço? porque nos abraçamos por horas naquele dia, simples porque nós dois queríamos. Isso me assusta porque você parece ver quando eu não estou bem e se importa. As pessoas se apaixonam mesmo de formas misteriosas e desapaixonam também. Como eu estava ai em um sábado qualquer abraçada com a pessoa que eu mais queria estar junto e você me dizia encorajando para que eu não tirasse o privilégio dos outros de conhecer alguém igual a mim e todos a nossa volta conspiravam para acontecer.

Posso adiantar que quero estar onde você estar, que você não sai da minha cabeça e toda vez que te vejo esqueço de todo o resto e me sinto bem, mas tão bem. De um até logo, até amanhã se tornou até qualquer dia e esse dia não voltou a acontecer. Sinto uma dor carinhosa e estranhezas parecidas. Sempre uma mistura de alívio e tristeza, mas o essencial é escasso. A parte da minha vida que eu queria mudar era justamente conhecer alguém. Eu lembrava de coisas que só um coração apaixonado iria lembrar, mas não um magoado, pois perdi a possibilidade que eu queria muito viver. Talvez eu já estivesse prevendo o final e adiantando algumas linhas, mas a verdade é que hoje eu não queria que o sol que surgiu depois de vários dias chuvosos fosse embora no final da tarde, igual quando não soube que até qualquer dia seria o último. Tínhamos um prazo de validade junto com o seu tempo lá. O problema não foi o que você disse, mas foi quando ela acabou ali. 

Afinal acho que eu só tenho esbarrados com apreciadores de joias, mas pelo valor não querem polir e nem zelar, um dia talvez eu encontre mais que um apreciador de joias pra mim. Das vezes que me segurou só queria que o fizesse mais uma vez e não me deixasse ir.

Quase 30



Quem inventou a crise dos vinte e tantos anos? O que me faz pensar que eu não aproveitei o suficiente?

Será que eu queria conhecer um famoso? Ou depois se eu vou olhar pra trás e ver que eu deveria ter ido atrás do meu amor platônico e ter feito uma loucura de amor e que poderíamos ter vivido uma história de amor? 

Eu sempre escrevi histórias de amor com final infeliz, mas hoje eu posso escrever ele sob outro outra ótica, em que posso contar o que sinto e não preciso guardar pra mim. Eu não falo como escrevo poesias, mas sinto em poesias meus sentimentos. Aos quase 30 aprendi que não devemos nos diminuir pra caber no mundo de alguém. Aprendi a ver um dia de cada vez e não pensar nos erros ou angustias passadas, mas a pensar daqui pra frente. Na prática não era assim se continuasse enfrentaria dia a dia, eu não acumularia e ficaria mais leve. As vezes não controlar tudo e só deixar o próximo capítulo aparecer.

Talvez seja sobre conhecer um mundo da qual não conhecemos, ainda. Por mais que conhecêssemos vário lugares, sempre haveria um único lugar que não o acharemos, pois não há tempo para tudo. Aquele mundo de alguém, seja uma comida de uma lojinha local que nunca comeremos, não dá tempo de ler todos os livros que provavelmente amaríamos, mas não nos foi apresentado, de ouvir todas as músicas. Mas tudo bem, também não vivemos a década que o amor era celebrado daquela maneira que vemos nos filmes de época. Nossa energia muda, mas por outro lado aprendemos a priorizar e focar naquilo que realmente importa.

As vezes parece que o agora só é nostalgia do que já passou porque pareço mais consciente então aprendi que o que é orgânico e que não posso controlar tudo é onde surge as coisas mais memoráveis, como é fluir sem barganhas. Eu não vivi grandes amores ainda, por outro lado eu vivi sim, pois dentro de mim eu vivi cada um e a pressão para isso não serve de nada.

Aprendi olhar pra um adolescentes e entender o entusiasmo e alegria, eu senti o mesmo um dia. Quando olho pra trás me pergunto como eu conseguia acordar e ir para escola todos os dias durante anos?

Aprendi que é importante ser cara de pau as vezes, pois não seremos mais lembrados, igual aquela foto antiga, tudo passa e a isso me ajudar a pensar como algumas vergonhas são bobas as pessoas nunca mais lembraram então me pergunto porque sentir vergonha?

Tenho aprendido sobre limites e como é difícil fazer isso com os que mais amamos. Com isso aprendi que é preciso fazer o que precisa ser feito. Inclusive aprendi que as coisas coexistem. Ah meu vinte e tantos anos. Aprendi sobre menos é mais, pois o básico bem feito é mais difícil do que pensam. Postar a minha vida não quer dizer que eu não seja feliz. Dormir em casa e querer paz de proteger meu sentimento é o mais importante

Apesar de não conhecer todas as coisas do mundo e que nem podemos controlar, apesar de tantas coisas boas espalhadas que talvez nunca conheceremos, por outro lado assim como coisas ruins. Sempre acho que está falando algo e ai descubro uma música linda e eu paro e penso como antes eu nunca tinha ouvido? Por outro lado a gente ganha experiência. Aprendi que as vezes o sonho é melhor na nossa cabeça do que o vivido e valorizamos as coisa simples. Fui na praia mais famosa do mundo eu nem achei isso tudo, mas queria conhecer e quando finalmente conheci percebi que eu conheci outros lugares que eram muito mais lindas pra mim.

Acho que só temos medo de nos arrependermos de não ter feito algo e ter visto a vida passar diante dos nosso olhos e sentir que poderíamos ter feito mais. Pensei a mesma coisa com 18 anos e agora com quase 30 então a velhice é perspectiva, só sentimos a perspectiva das idades e isso eu também aprendi, nunca é a tarde, cada um tem seu tempo, as 
Efemérida nos ensina que o tempo é relativo. Coisas que só entendi depois. Para alguém ficar exige muito mais que sentimento. Algumas fraquezas podem ser transformadas em nossa fortaleza e há coisas que fazem sentido quando alguém te enxerga de verdade. Por outro lado esse é os quase 30.

Entre ser e acontecer




Ele me abraçou
e ao mesmo tempo
Estou triste
Porque o abraço aconteceu

Ele pode ser legal, mas não é seu encaixe




Gosto de imaginar a meu trajeto de vida com um bosque florido igual cenário bucólicos que segue com bancos de praça amadeirado branco, jardim inglês com ripas verticais pontiagudas no topo conectadas por trilhos horizontais e um relevo verde na subida, nessa mesma rua tem os postes de luzes desligados no dia ensolarado, com feixes de luzes no chão em que vejo a sombra das árvores de ipê e no chão juntamente com as folhas coloridas em amarelo e lilás que caíram provavelmente com o vento. O clima inspira cheiro de lavanda fresca de chá branco. Apesar das pedras eu vou seguindo. 

Sorte de quem nunca viveu esse amor contemporâneo, que se esconde de trás de uma tela, desse amor moderno que vem intenso no começo e e vai embora ou que não quer nem tentar de verdade. Dizem por ai que as pessoas andam com preguiça de se apaixonar, que ironia disse meu ultimo amor, mas não aquele que ficou. Será problema dos filmes ocidentais de agora até a performasse do amor nos filmes não é mais "Adam Sandler". Agora só mesquinho, amor medíocre não se trata de demonstrações grandiosas, mas é que os detalhes também importam e também não digo respingos de afeto, mas aquele que não abandona um animalzinho por não saber cuidar dele, mas se esforça pra ser o melhor porque você é tudo que ele tem e que ama do jeito dele. A literatura desse século tratará de amores líquidos.

Não é contato presente, não é a versão que eu me apaixonaria, não sei se a minha versão de hoje se apaixonaria pela sua versão de hoje. Só alguém que lembro que conheci. Tem filmes que o primeiro é o melhor que ramakes, talvez você e eu sejamos assim o primeiro filme. O mundo gira na velocidade em que só vemos nas cores do tempo. Em uma manhã em que aquilo se dissipa e agora eu não preciso mias entender. Amor a moda antiga, talvez não queira um amor a moda antiga, talvez eu só queria um genuíno. Talvez eu nem seja tão antiga assim, mas é que eu fui acostumada com esse tipo de amor. Beijo sendo uma declaração de amor, sendo um pedido. Não se se fazem mais amores assim, ainda não conheci. Natural, sem controlar ou forçar, sem mensagem, mas olho no olho. Nos falta isso. Romântica ao ponto de imaginar minha trajetória como um bosque e de ver cenas cortadas do beijo por trás dos bastidores acreditando que o casal principal fiquem juntos na vida real. Não precisa estar pronto, só que queria construir, pronto para caminhar comigo, que não me faça sentir menos pelo lugar que estou.