Do início até o último instante
Quase 30
Quem inventou a crise dos vinte e tantos anos? O que me faz pensar que eu não aproveitei o suficiente?
Será que eu queria conhecer um famoso? Ou depois se eu vou
olhar pra trás e ver que eu deveria ter ido atrás do meu amor platônico e ter
feito uma loucura de amor e que poderíamos ter vivido uma história de amor?
Eu sempre escrevi histórias de amor com final infeliz, mas hoje eu posso escrever ele sob outro outra ótica, em que posso contar o que sinto e não preciso guardar pra mim. Eu não falo como escrevo poesias, mas sinto em poesias meus sentimentos. Aos quase 30 aprendi que não devemos nos diminuir pra caber no mundo de alguém. Aprendi a ver um dia de cada vez e não pensar nos erros ou angustias passadas, mas a pensar daqui pra frente. Na prática não era assim se continuasse enfrentaria dia a dia, eu não acumularia e ficaria mais leve. As vezes não controlar tudo e só deixar o próximo capítulo aparecer.
Talvez seja sobre conhecer um mundo da qual não conhecemos,
ainda. Por mais que conhecêssemos vário lugares, sempre haveria um único lugar que não
o acharemos, pois não há tempo para tudo. Aquele mundo de alguém, seja uma
comida de uma lojinha local que nunca comeremos, não dá tempo de ler todos os
livros que provavelmente amaríamos, mas não nos foi apresentado, de ouvir todas
as músicas. Mas tudo bem, também não vivemos a década que o amor era celebrado daquela
maneira que vemos nos filmes de época. Nossa energia muda, mas por outro lado
aprendemos a priorizar e focar naquilo que realmente importa.
As vezes parece que o agora só é nostalgia do que já passou porque pareço
mais consciente então aprendi que o que é orgânico e que não posso controlar
tudo é onde surge as coisas mais memoráveis, como é fluir sem barganhas. Eu não
vivi grandes amores ainda, por outro lado eu vivi sim, pois dentro de mim eu
vivi cada um e a pressão para isso não serve de nada.
Aprendi olhar pra um adolescentes e entender o entusiasmo e
alegria, eu senti o mesmo um dia. Quando olho pra trás me pergunto como eu
conseguia acordar e ir para escola todos os dias durante anos?
Aprendi que é importante ser cara de pau as vezes, pois não
seremos mais lembrados, igual aquela foto antiga, tudo passa e a isso me ajudar
a pensar como algumas vergonhas são bobas as pessoas nunca mais lembraram então me pergunto porque sentir vergonha?
Tenho aprendido sobre limites e como é difícil fazer isso com os que mais amamos. Com isso aprendi que é preciso fazer o que precisa ser feito. Inclusive aprendi que as coisas coexistem. Ah meu vinte e tantos anos. Aprendi sobre menos é mais, pois o básico bem feito é mais difícil do que pensam. Postar a minha vida não quer dizer que eu não seja feliz. Dormir em casa e querer paz de proteger meu sentimento é o mais importante
Apesar de não conhecer todas as coisas do mundo e que nem
podemos controlar, apesar de tantas coisas boas espalhadas que talvez nunca
conheceremos, por outro lado assim como coisas ruins. Sempre acho que está falando algo e ai descubro uma música linda e eu paro e penso como antes eu nunca tinha
ouvido? Por outro lado a gente ganha experiência. Aprendi que as vezes o
sonho é melhor na nossa cabeça do que o vivido e valorizamos as coisa simples.
Fui na praia mais famosa do mundo eu nem achei isso tudo, mas queria conhecer e quando finalmente conheci percebi que eu conheci outros lugares que eram muito mais lindas pra mim.
Acho que só temos medo de nos arrependermos de não ter feito algo e ter visto a
vida passar diante dos nosso olhos e sentir que poderíamos ter feito mais.
Pensei a mesma coisa com 18 anos e agora com quase 30 então a velhice é perspectiva,
só sentimos a perspectiva das idades e isso eu também aprendi, nunca é a tarde,
cada um tem seu tempo, as Efemérida nos ensina que o tempo é relativo. Coisas que só entendi depois. Para alguém ficar exige muito mais que sentimento. Algumas fraquezas podem ser transformadas em nossa fortaleza e há coisas que fazem sentido quando alguém te enxerga de verdade. Por outro lado esse é os quase 30.