O beijo do mal


            
        A janela se tornou minha melhor amiga, sempre olho através dela e penso, imagino e reflito sobre a vida sobre o fato do meu aniversário está chegando, e pensando o que eu fiz de relevante, faço uma lista no papel e colo todas minhas conquistas desse ano, vou sentir saudades dessa idade me marcou em alguns aspectos do meu crescimento.
         Estava eu em uma festa com minhas amigas, nessa época tinha dezesseis anos morando com meus pais. Nesse dia estava usando minha famosa jaqueta de couro preta e saia plissada azul, sentado na mesa até minhas amigas me chamarem para ir à pista de dança, aceitei, mas consciente que não sabia dançar, dito e feito antes mesmo de tentar dançar tropecei em meus próprios pés, mas senti alguém me segurar olhei para cima e vi um menino, o mais lindo que já tinha visto. Agora digo que foi engraçado como nos conhecemos, ele me ajudou a levantar quando cair ao tentar dançar junto as minhas amigas. Desde aquele dia nos aproximamos, nos conhecemos um ao outro melhor, e mais tarde acabamos nos apaixonando, começamos a sair mais vezes, e depois a namorar em casa. Saiamos muito, mais o momento mais inesquecível foi o dia que fomos à praia e escrevemos nossos nomes na areia para declararmos o nosso amor, e curtimos o pôr do sol naquele fim de tarde, aquele dia foi maravilhoso.
            Domingo em uma manhã chuvosa estava muito cedo, ainda estava deitada na cama, e o que me ajudou a despertar mais rápido foi um som bem distante do telefone da cozinha tocar, eu me levanto devagar, coloco meu roupão e ando pelo corredor até parar em cima da escada, ouço as vozes dos meus pais conversando, as desço. Quando cheguei lá em baixo olhei para eles reunidos na sala e me olhavam com cara de pena, logo em seguida minha mãe se levantou do sofá para vim me abraçar, eu não estava entendendo nada, mas meu pai com toda delicadeza estava tentando escolher as melhores palavras para dar alguma notícia, a princípio não sei por que, mas pensei que iríamos nos mudar e minha mãe como era dramática como sempre.
 – Meu amor você vai ter que ser muito forte nesse momento. Ivan estava com seu pai e bateu a cabeça em um barco e acabou caindo no lago, levaram o mais rápido para o hospital, mas chegando lá os médicos não puderam fazer mais nada por ele – diz meu pai a tentar me consolar.
     – Ivan amava esse programa de pescar aos domingos com seu pai. 

Nesse momento meu mundo desabou, eu só consegui chorar e falar em meia a lágrimas – Isso não pode ter acontecido, ele é muito novo para isso, não isso não é verdade – dizia em prantos. 

....

             Depois de tudo que tinha acontecido sempre acordava nos domingos com o medo de receber alguma notícia ruim. Mas os anos se passaram eu já estava com meus 18 anos até que consegui superar esse medo, e mesmo ainda tendo lembranças dele o meu coração tinha se cicatrizado. Todos me diziam que já tinha se passado bastante tempo eu era muito nova e já estava na hora de seguir em frente, achei mesmo que deveria dar uma nova chance para mim mesma e consegui seguir minha vida. Conheci uma nova pessoa viramos muito amigos e com ele construir lindos momentos felizes. Ele trabalhava como motorista de um ônibus de viagem, estávamos felizes. Até um dia saber que ele não tinha resistido e havia sofrido um acidente em uma viagem. Recebi a notícia mais uma vez conhecia aquele olhar de notícia ruim, não pude evitar as não tinha nada para me salvar das lágrimas o meu amor não ia voltar, mas e já conhecia bem essa sensação.
         Meus pais tiveram que mudar de cidade comigo, pois surgiram muitos boatos que eu matava meus namorados. Mas por um lado eles estavam certos, eu matava todos.

....

         Passaram-se mais os tempos eu havia me mudado da casa onde vivia com meus pais fui morar sozinha e hoje começarei em meu novo emprego em um escritório. Hoje em dia eu quase não me arrumava muito, somente usava um coque e uma roupa simples para não chamar nenhuma atenção, porém mesmo assim não conseguia esconder a beleza que a tinha. Olho para o espelho 
– Aurora você não tem amigos não tem namorado, pois o amor não é feito para você, mas está tudo bem, vamos mergulhar de cabeça nesse emprego – dizia a mim mesma enquanto me olhava no espelho.
         Peguei um táxi e finalmente chegando à empresa, ficava em um prédio muito bonito, peguei o elevador e subi até o vigésimo nono andar. Confesso não sei dizer se estava nervosa ou ansiosa nunca tinha trabalhado em um lugar assim tinha funcionário no corredor havia assentos e funcionários neles quase sentando em cima dos colegas de trabalho uma espécie de cal center. Fui chamada para ir à sala dele, uma recepcionista me atendeu e pediu que eu aguardasse ali fora – Por favor, aguarde alguns minutos o senhor James já vai lhe chamar.  Fiquei esperando perto da porta com minha bolsa de lado pendurada em meu braço e segurando minha pasta com as duas mãos. Não pude deixar de ouvir uma pessoa implorando para o senhor James não demitido- ló, eu acho que ouço dizendo que não iria fazer isso com ele, e percebo uma voz suave ao dizer isso. Até que sou interrompida.  – Pode entrar– diz a recepcionista. Entro e me sento à frente do senhor James, ou melhor, fico surpresa, na verdade ele nada de senhor, era muito jovem, tinha cabelos escuros olhos cor de mel e estava usando uma camisa social listrada. Tão novo e já era chefe de uma empresa, o “senhor” era pura formalidade. 
  O meu futuro patrão me cumprimentou com um aperto de mão caloroso e pede a minha pasta  Boa tarde! Aurora por gentileza pode me mostrar seus documentos... ah e você aceita um café?  – Diz ele com um sorriso bondoso.
– Claro... – lhe entrego com segurança e retribuindo o sorriso. Ele fala que gosta que todos os funcionários passem na sala dele antes de começarem a trabalhar, para assim poder conhecer quem são eles. – Seja bem-vinda e parabéns, você começa hoje, dando lhe a mão para cumprimentar. – Fico feliz e satisfeita que tudo tinha corrido bem, me direciono para a porta e de lá já vou para minha mesa.
         Ah sim foi. Acabei meu expediente e já estava à noite, pego meu casaco e saio para pegar alguma condução, parada no ponto esperando de repente vejo um carro preto vindo em minha direção quando ele para perto de mim os vidros se abrem.  – Aurora! Você aceita uma carona até a sua casa?  – Não precisa senhor James, mas obrigada pela gentileza – digo agradecida.
 – De forma nenhuma! Exclamou. Faço questão de leva-la Aurora já tarde é perigosa à rua essa hora – Diz preocupado. – Já disse que não, não posso aceitar, é perigoso para o senhor – Digo firme. Notei no mesmo momento a mudança empolgada em sua expressão esperando ainda com os vidros abertos sem reação, até o meu ónibus aparecer e indo embora de lá. Sentada em um banco dentro do ónibus me sinto mal por ter o tratado daquele jeito uma pessoa assim tão boa como ele, mas não tinha outro jeito, além disso, não deixo de pensar na grande possibilidade de ser demitida no dia seguinte.
   No dia posterior estava eu novamente indo para meu serviço, antes mesmo de me sentar sou intimida a ir à sala de James. Bati na porta ele sinalizou com a cabeça que poderia entrar, sentei – Bom dia Aurora! Você pode me adiantar àquela folha com as tabelas – disse ele como se nada tivesse acontecido na noite passada. Eu estava envergonhada e inquieta o interrompo – Desculpas por ontem senhor James, se quiser me demitir pode se sentir à vontade – levo meus olhos tristes para baixo. – Isso nem passou pela minha cabeça Aurora, não fiquei chateado em momento algum, eu não vou te demitir por isso, além de te considerar já ser uma ótima funcionária. Fico feliz e aliviada por ele não ter ficado chateado comigo, olho para ele com muita admiração. Mas afinal me preocupei mais se ele tinha ficado triste do que com o meu próprio emprego. – Então Aurora você pode fazer isso para mim? – Diz ele chamando minha atenção enquanto saio da minha distração olhando para ele e dos meus pensamentos. – Sim com certeza já trago, e muito obrigada por tudo, me levanto.  – Só faltou uma coisa, eu só queria entender, porque você falou que era perigoso para mim? – Dizia ele calmo, mas intrigado.  – Minha missão é afastar as pessoas de mim... Éee na verdade quis dizer que não era bom para o senhor, pois sinto que não faço bem a ninguém, licença. – Digo triste. James estava com pescoço apoiado em uma mão e continuou receoso permanecendo sério e pensativo. 
        Enquanto estava trabalhando acabo adianto outros processos e quando me dou conta à hora já tinha se passado, e vejo que já era à noite, última sair do escritório, me espreguiço e concordo que já estava na hora de ir embora, quando quase todas as luzes estavam apagadas olho para um lado e para o outro não avisto mais ninguém pego minha bolsa e olho para trás quando levo um susto enorme com o faxineiro atrás de mim dizendo – boa noite moça – cumprimento o de volta, quando viro novamente vejo James com uma xícara de café na mão – Oi! Digo surpresa.  – Oi Aurora Monteiro – diz James iluminando todo o lugar com o seu sorriso branco.  – É impressão minha ou você ficou aqui até agora trabalhando? – Sim, eu estava adiantando umas coisas. – Digo com um sorriso sem graça
 – Eu já estava indo embora, mas o senhor precisa de mais alguma coisa?  – Não está tudo ótimo, você pode me esperar só um minutinho que vou pegar minha pasta e eu te acompanho. – Disse ele com pressa de não me fazer esperar.
     Descemos juntos e fui para ponto de ónibus olho para traz e vejo que ele estava parado atrás de mim – Você aceita minha companhia? Meu carro deu um pequeno problema e está no mecânico, e hoje tenho que pegar um ónibus. – Diz ele com um ar de feliz por isso ter acontecido. Achei engraçado, não conseguia imaginar um homem como ele, um executivo andando de ónibus, e genuinamente começo a rir, ele olha para mim – O que foi? Eu já peguei muito ónibus – diz ele rindo comigo. Eu paro de rir e respiro fundo – Nunca te vi sorrindo, na verdade notei seu olhar, vejo que parece um pouco triste. Nessa hora gelei e fiquei nervosa não queria assustá-lo com a minha história.
 – Desculpas por ser curioso, deixa-me contar a minha história então, hoje sou muito grato por ser chefe de uma empresa, mas ela é do meu pai, minha mãe que insistiu que eu fosse trabalhar com ele, mas na verdade eu quero ainda ser dono do meu próprio negócio um dia, e ser um empresário conceituado.
Ele olha para mim sério e pensativo sem medo de abrir seu coração para mim. E eu, bom, eu não parei de olhar para ele um minuto escutava atentamente e ouvia cada palavra que saia de sua boca. 
– O senhor tem tudo para conseguir, é um carisma em pessoa e uma pessoa extraordinária, tenho sorte por ter conseguido um patrão como você, digo o senhor. – Obrigada Aurora, eu que tenho sorte por ter uma funcionaria como você, ah e não tem problema pode me chamar de você. – Ele sorri. Nossos olhos eram como se fossem imãs, até que nesse mesmo momento o ónibus chega. Ele me deixa entrar na frente e sentamos juntos, nos olhamos um pouco sem graça, porque era realmente estranho. – Eu só queria entender porque uma moça tão jovem, e se me permiti dizer tão bonita como você não aproveita mais sua juventude, vejo que se dedica muito ao trabalho isso é bom, mas às vezes é bom sair para espairecer curtir o namorado. O interrompo – Eu não tenho namorado. – olho para baixo triste. Ele sem entender nada – Você perdeu alguém? Eu balanço a cabeça, ele me abraça, e nessa hora penso que eu poderia arrumar minhas malas e me mudar para os seus braços, tinha o abraço mais aconchegante e quentinho do mundo, tive a impressão que ele sabia que eu não abraçava ninguém há muito tempo, mas pelo jeito que ele é, nem ligou para o tempo que fiquei. 
– O que aconteceu Aurora, pode confiar em mim.
– Eu não posso me apaixonar, quer dizer eu não quero toda vez que conheço alguém, todos eles morrem depois, desde então eu só faço todas as pessoas que querem se aproximar de mim se afastarem, por isso fico sozinha. – digo entre lágrimas caindo dos meus olhos. –   Vi em seu rosto ele não acreditando em nada sobre o que tinha dito. Desço na próxima parada do ónibus saio o mais rápido possível de perto dele. Já fora do ónibus penso, sabia que ele tinha ficado intrigado naquela noite e que não iria sossegar até descobrir isso, continuo andando na rua pensando e enxugando minhas lágrimas com meu casaco verde, olho para traz e vejo James chamado meu nome e vindo atrás de mim, aperto os passo fingindo não ouvir, até ele me alcançar e tocar em meu braço olho para ele com paciência – Aurora o que você me disso, não é somente mera coincidência? Diz ele ofegante. 
– Quem me dera que fosse somente. Mas você não precisa acreditar em mim. 
– Eu acredito Aurora. Ele se aproxima de mim – Não adianta me evitar, saiba que eu não tenho medo de você.  – diz olhando em meus olhos, firme e seguro.
– James eu não quero acabar te machucado depois, todos de quem eu gosto se vão. – Digo calma e triste.
Fui embora e James ficou ali parado no meio da Rua.
     Em casa me sento em um sofá na janela. Não poderia ter coisa mais relaxante do que me sentar nesse lugarzinho e ler um bom livro, tem vezes que eu só queria ficar ali para sempre. Estava eu refletindo sobre tudo que havia acontecido hoje e o que estava acontecendo comigo, eu não apaixonava desde muito tempo. O jeito que James reagiu, ele a princípio por mais doideira que parece, ele realmente não ficou assustado como os outros, só surpreso. E tudo isso acontecendo logo perto do meu aniversário, de vinte três anos, aliás em falar nele, não é como dos outros que é uma comemoração festa e alegria, na maioria das vezes, é mais como se fosse um velório, lembro-me de todos meus namorados que justo no meu aniversário eles morriam.
         Pensei que depois de tudo que tinha dito ele iria desistir de mim, e comprovei que sim quando o vi passando por mim no corredor sério e nem ao mesmo disse um Bom dia, confesso me sentir mal, porém sei que foi melhor assim. Tentei-me convencer que sempre fui forte, eu vou aguentar isso. Mas quando se trata do amor eu não resisto, não consigo fingir que não sinto.
       James e eu ficamos trabalhando até mais tarde novamente só que juntos – Aurora você tem que sair mais cedo, principalmente hoje que é o seu aniversário. Aliás, você se anima em sair comigo? merecemos um jantar depois de tantas horas de trabalho. Então meu convite é você aceita ir jantar comigo?  Sinto que ele já estava pestanejando isso. – É só um jantar! Isso não vai me matar? O fato de ele ser absurdamente lindo e maluco me fez aceitar.  – Tudo bem é só um jantar.
          Chegamos ao restaurante, ficava na calçada de uma praia e o vento batia fortes ali, nos sentamos e fizemos os pedidos. Conversávamos um pouco e acabamos a refeição, sem querer acabamos falando juntos pedimos desculpas – Pode falar você primeiro.  – Eu só ia dizer que tudo está muito lindo e agradecer pelo jantar.
 – Quis especialmente escolher um lugar bonito para você. Aurora me desculpa eu sei que prometi um jantar e você não gosta de tocar nesse assunto, mas eu pensei sobre o que você me disse, e eu queria tentar te ajudar, saber a verdade sobre o porquê isso acontece com você? Eu estou disposto a ficar ao seu lado sem precisar de beijo, isso é só um detalhe perto do que sinto por você. Disse ele assentindo. Quero dizer deve existir um jeito de ser reversível, quero te ajudar,  a verdade é que quando você me abraçou nunca me senti mais vivo.
      
         Tem uma coisa que nunca te falamos Aurora, eu e seu pai começamos a namorar, e ele tinha uma ex-namorada que ainda era apaixonada pelo seu pai, e com isso jogou um feitiço que o meu filho que eu tivesse, não poderia se apaixonar por ninguém, mas deixamos porque acreditamos que isso não iria se concretizar.

– Ivan meus pais disseram que eu tenho um feitiço que eu não posso me apaixonar. É perigoso se apaixonar por mim.   
– Mas eu arrisco.
  Descemos e fomos sentar na areia da praia, ficamos assistindo ao por do sol.
– Eu não quero te machucar. – digo insistindo. – E não vai.
Nesse momento não tinha nada que eu queria mais do que beija-lo, o tempo estava perfeito junto aquela brisa batendo em nossos cabelos, porém não pude, e ele também recuou lembrando-se do que tinha lhe dito, nossas testas ficam encostadas só respirando, sinto segurar meu rosto com suas mãos – Aurora deixa me ficar do seu lado nem que seja só para te fazer rir. Eu o abracei e chorei
 – Pensei que você iria se afastar de mim também, mas você me conheceu melhor e mesmo assim permaneceu comigo.
Ele sorriu feliz – Não duvide do meu amor por você nunca, por favor. Ele me deu um pequeno beijo, abaixei minha cabeça, mas achei justo, não faria mal. Ali ficamos abraçados e olhando as ondas se quebrarem no mar, foi muito divertido o melhor dia depois de muito tempo – Bom dia minha pequena, parece que dormimos aqui na areia.
        Dias se passaram estava tudo bem o feitiço poderia ter acabado finalmente. Até ficar sabendo que Ivan estava adoecido, e eu não iria suportar ver mais ninguém que amo se indo, me joguei no chão lamentando. No outro dia fui até a casa dele ajuda-lo, e a me desculpar pelo o que tinha feito a ele, mesmo em cima de uma cama, ele era carinhoso comigo e nunca me culpou pelo que estava acontecendo com ele, mas eu sabia que era tudo por minha causa.
          Estava eu lá no outro dia sentada ao lado da cama dele, ele segurou a minha mão e uma lágrima cai dos seus olhos.  – Aurora eu te amei desde o dia que você entrou na sala, eu não me arrependo de nada que eu fiz só a de não abrir meu próprio negócio – ele sorrir, mas a melhor que fiz na vida foi te conhecer.
 – Vai ficar tudo bem Ivan, você vai sobreviver e vai realizar seu sonho – digo em meio a lágrimas. – O jeito sou eu ir para bem longe e nunca mais nós veremos, você não vai ser feliz comigo.
 – Aurora, por favor, não me deixe, eu não vou mesmo conseguir viver sem você.
 – Ivan você vai viver sim, mas só que sem mim. Ele segurou forte em meu pulso não me deixando sair, mas ele estava ainda muito fraco e consegui me soltar, ouvi gritos chamando pelo meu nome, e meu coração estando esmagado me encostei-me à parede ficando de cara para ela sentido a minha dor e ele sem forças de ir atrás ficou do mesmo jeito do outro lado.
       Eu tive que deixá-lo, depois de um tempo fui à procura da tal mulher que provavelmente fosse uma feiticeira a qual tinha jogado esse maldição em mim, sem sucesso em minha busca, para que assim pudéssemos ficar finalmente juntos. Eu parei porque fiquei doente, isso era difícil de acontecer. Penso, espero encontrar ele algum dia, mas de longe não posso amá-lo. Fiquei feliz por saber que ele estaria vivo e bem, ele vai aprender a me esquecer. Já eu terei ele para sempre guardado em meu coração e em minhas lembranças. Ele não saberá o que aconteceu comigo, mas sempre irei lembrar-me do meu verdadeiro amor. 

2 comentários:

  1. Muito bom! Me fez lembrar de um trecho da mais famosa canção da banda Zero, "Agora Eu Sei". Dizia assim... "... não é possível mais ignorar / que quem me ama me faz mal demais / mas ainda é cedo pra saber / se isso é ruim ou se é muito bom..." Vc conhece? Em caso negativo, procure. É bem legal!
    GK

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  2. Olá fico feliz que vc tenha gostado do meu trablho. Vou procurar conhecer sim, realmente algumas história eu me inspiro em algumas músicas Haha. Obrigada pelo comentário viu :)

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