Abraça-me mais forte



Depois que os seus pais morreram já faziam exato um ano, Gabriela costumava ser tão despreocupada e feliz com todo mundo, mas de tempo para cá parou de acreditar mais uma vez no amor. Mas o destino sempre dá uma chance ao amor quando ela conhece um certo alguém por quem se apaixona.

                Ninguém me entendia, mas não foi por isso que comecei a levar uma vida rebelde. O mais irônico que pareça eu sempre amei histórias de recomeço, mas não estava animada para começar nada. Um dia de cada vez e o tempo se encarregará de curar a tristeza, e assim fui levando. Eu morava agora com a minha tia e levando uma vida simples como sempre tive, todos me paparicavam, mas agora pararam com isso, mas eles não sabem que agora o peso de me sentir sozinha parece maior em meus ombros. Mas estive recebendo mais do que nunca o apoio do meu amigo Rodrigo, que me ajudou nesse processo, quando pensei que não seria capaz de suportar, além disso a todo momento esteve ao meu lado, sou muita agradecida a ele, meu melhor amigo, meu precioso que amo tanto, acho que eu nunca farei o suficiente para retribuir a ele por tudo que tem feito por mim, mesmo nunca pedindo nada, tem sido o meu anjo da guarda.
Certo dia em uma manhã na minha cama confortável, cheia de almofadas e cobertores quentes em um frio de inverno e em um sono maravilhoso sou acordada aos berros.
– Gabrielaaaaaaaaaaaa! sai dessa cama imediatamente, já está tarde sua preguiçosa.
 Parecia uma mãe rabugenta gritando.
– Muito delicado você viu, aliais eu estou muito cansada preciso descansar.
– Eu delicado? Pode ir parando jovenzinha, onde já se viu? Cansada.
– Olha o jeito como me acordou, não existe mais delicadeza que essa.
– Yuri está fazendo um churrasco e pediu para eu te chamar. Bora?
– O seu amigo?
ele parece ser tão bacana, espera vou me arrumar.
– Vai assim está bonita com esse pijama – Dizia com cara de desespero –  Vou dormir e me acordar quanto estiver pronta então.
Chegando na festa, comprimento algumas pessoas ainda não me sentindo animada o suficiente a nível de uma festa as vezes queria ser um objeto inanimado para esconder a frustração! me sento em um mesa. Olha ao redor, mas reparo que um certo garoto não para de olhar e aquilo estava me deixando desconfortável e desvio olhar. Rodrigo sai de perto por alguns instantes para buscar algo para comer, aquilo não agradou o anfitrião, coloco meus óculos e vejo eles de longe os dois conversando, Yuri fazia uma cara não muito agradável.
– Eu fiquei observando a festa toda, por que você não deixa a moça em paz.
O tal menino desconversa
– Não é da sua conta.
– Ta na cara que você está afim dela, acho melhor então dizer logo antes que outro tome o seu lugar.
sem entender nada vejo o menino que estava me olhando a todos tempo indo embora da festa. Rodrigo chega perto de mim e pergunta se eu estou curtindo a festa, seu amigo vem até a gente nos cumprimentar, Rodrigo e Yuri com aperto de mão e um abraço bruto. Até que ele olha para mim e me cumprimenta com um aperto de mão.

– Desculpa ele estava mesmo te importunando?  Pergunta Yuri embaraçado e com meio sorriso de lado.
– É... na verdade.
– Cara é isso ai, viu não posso sair de perto de você que já vem esse moleques. Dizia Rodrigo feliz.
– Rodrigo sempre sendo como um irmão mais velho. Dizia ela sendo irônica.
– Fiquei feliz que tenha vindo Gabriela, espero que aproveite. Dizia ele apertando suas mãos e soltando um sorriso tímido. – Saiba que você está tão bonita quanto no dia em que te conheci. Ele sai andando.
– Pera estou lembrando agora, ele é da escola não é?  vejo vocês dois juntos mas nunca paramos para conversar. Dizia ela confusa
– Ele já conhecia você, sempre fala muito de você, ficava te olhando de longe, mas nunca teve coragem de falar.
Ele está diferente, mas não é a aparência. Acho que na verdade fui eu que mudei e acabei até esquecendo das pessoas que eu já conhecia. Pensava
Bom as vezes o sentimento não condiz com as atitudes.
– Tem uma coisa que você não sabe, quando ele ficou sabendo dos seus pais, ele foi até a sua casa, mas disseram que você tinha sido internada, ele foi até ao hospital, mas não deixaram ele entrar, ele ficou horas do lado de fora só para saber notícias suas e depois disso você se isolou e não quis receber mais ninguém.
– Eu fiz isso?  E só agora você está me dizendo isso? Perguntava com lágrimas nos olhos.
– Achei agora um momento certo, mas não se culpe por isso Gabriela foi o seu momento, ele nunca te culparia por isso.
                Alguns dias se passaram ainda me sentindo mal pelo o que eu tinha feito de me afastar das pessoas, “como se isso fosse ajudar” tudo não passava de um engano e que as coisas iriam, sim, dar muito certo, no enteando eu amadureci de uns tempos para cá, e agora tomei a decisão de ir até a casa de Yuri conversar e me desculpar o mínimo que poderia fazer.
Numa noite fria de inverno, eu usava uma blusa e o moletom largo e tênis, enquanto andava via uma idosa senhora – Está vendendo algo na rua. Pensava que todos nós sofremos, mas meu sofrimento não é maior do que de ninguém e por alguns segundos me imaginei no lugar dela, fui até lá e comprei um chocolate quente com a tal senhora.
Toco a companhia e dou de cara com Rodrigo atendendo a porta, logo atrás dele vejo Yuri.
– Por que você está aqui? Diz Rodrigo. O amigo imediatamente dá uma bronca.
E não parece que o tempo congela por alguns instantes quando eu o vi, e vento parece ter parado de bagunçar os meus cabelos
– Pode entra  
Diz Yuri
Entramos ele me oferece algo para beber, sento no sofá de sua sala junto aos seus pais e sua irmãnzinha mais nova, todos ficam olhando um para o outro, até que a mãe de Yuri pergunta como eu estava me sentindo, sei que todos sabiam sobre o acidente.
– Podemos ali na cozinha conversar?  Yuri pergunta mudando de assunto e cuidadosamente
– Tudo bem. Dizia com um sorriso sem graça.
– Me desculpa minha casa é um pouco pequena. Diz ele coçando a cabeça de leve  – Eu e Rodrigo estávamos jogando no meu quarto.
– O Rodrigo me contou o que você fez. Olho docemente e em seguida abaixo a cabeça lamentando.
– O que? Ah... não foi nada, calma me escuta eu me importo com você, olha se você veio se desculpar pode parando. Tive uma ideia vamos cozinhar.
– O que? Dizia rindo – Acho que não sou muito boa em me aventurar na cozinha.
– É só torta de maçã, eu vi uma vez essa receita diferente na internet vamos tentar.
– Ok eu topo.
Chovia muito naquela noite, e ali cozinhado sujamos a cozinha sujamos um ao outro ele de repente tenta pegar um saco enorme de farinha.
 – Deve ser pesado.
– É moleza. Ele faz força e não consegue mover.
– Quer ajuda?
– Ta tranquilo. Disse ele e depois de algumas tentativas ele para de orgulho e cede.
– É...você pode me ajudar por favor?
Depois de pronto tiramos fotos engraçadas da nossa obra de artes, já pronta a torta cortamos dois pedaços o comemos juntos e maravilhando com o ótimo sabor que tinha ficado, e enquanto comida parte da torta ele olhava muito para mim.
Porque olha tanta para mim enquanto eu como?
– É fascinante. Responde ele
Logo mais tarde Yuri coloca um filme para sua irmãzinha, e nós três acabamos vendo com ela, o som da gargalhada de Yuri era encantadora. Quando o filme acaba eu e Yuri voltamos a cozinha para lavar o balde de pipoca e copos de sucos, na pia nosso braços se encostavam, percebi que apesar da mesma idade de Yuri ele era maduro e muito responsável.

– Me desculpa , eu tenho que ir já. Mas uma vez obrigada e descul...
– Não tem nada para pedir perdão. Eu sei que as coisas tem sido difíceis. Dizia assentindo, pausa a sua fala e olha dentro dos meus olhos – Mas espero que você não chore mais, por que você tem um lindo sorriso e tem a mim. Nos despedimos ele me deu um beijo carinhosos na testa. Sem percebermos estávamos nos dando as mãos e o jeito dele falar. Acho que foi nesse momento e com essas palavras  que ascendeu uma paixão dentro de mim.
               
Chegando em casa faço minha rotina, e deito-me para descansar. De madrugada sinto meu celular tocar debaixo do meu travesseiro e pego para olhar quem era, era na verdade uma mensagem que dizia.
 – Só te chamei para você sonhar comigo.
Em seguida eu respondo – Você é tão fofo

– Gosto de provocar você
Respondo outra vez  – Sei bem disso.
– Por favor lembre-se de comer suas refeições.
Aquilo me faz soltar uma gargalhada muito alta, que me levanto e de passos na ponta do dedo vou até a porta, para averiguar se eu não tinha acordado a minha tia, coloco a mão na boca e continuo a sorrir e volto para a cama. Na manhã seguinte vou até a casa da minha vizinha entregar uns retalhos que minha tia costurava, e no meio da rua encontro Yuri de skate me chamando para irmos em uma praça de skate e aceito. Sentados começamos a conversar algo leve e divertido até a conversa tomar um outro rumo.
– Você está bem?
– Eu estou bem.
– Você não está bem, eu ouço além de suas palavras
– E que tem algo naquela paisagem que eu vi e nunca mais esqueci, costumava vir muito aqui, mas depois de um tempo parei de me divertir.
Logo em seguida ele conta algo também desabafando.
– Eu sei que você nunca olhou para mim na escola, dizia ele sorrindo – Mas eu comecei ser o ganha pão de casa, os garotos implicavam comigo porque eu era o único aluno que precisava trabalhar, mais eu nem ligava, pelo contrário eu me orgulho disso, não deixava ficar envergonhado por isso.

– Não acredito, eles não podem te maltratar assim, se eles viesse falar com você iriam se ver comigo. Dizia com olhos serrados de raiva, e assim nós começamos a rir, até que ficamos em silencio soa como um tipo de pausa dramática. O seu cheiro me atraia, o seu sorriso, combinava com a minha bochechas colorida, assim como minha cintura combinava com suas mãos, era a coisa mais estranha, mas eu estava amando isso.  Ele segura meu rosto encostando sua testa na minha testa sinto sua respiração.
– Me responde uma coisa, você sabe como eu me sinto, sentiu o mesmo que eu não foi? Naquele dia quando foi na minha casa. Consigo sentir meu coração acelerado quando estou com você.
– Pensei que já tinha me apaixonado antes, mas nada se compara ao que estou sentindo agora.
Ele para e se afasta, com um sorriso de quem parecia que já sabia.
– O que gostou em mim? Ele sorri timidamente
– Eu achava você um bobo, é sério. Penso. Um menino por quem me encontro perdidamente apaixonada.
Ele fica sério fingindo estar chateado, ele sorri e me dá um abraço apertado e diz que concorda que ele é realmente bobo.
Eu vou cuidar bem de você
– Assim como um príncipe azul dos sonhos?
– Com certeza. Se não for assim não me chamo mais Yuri.
No caminho para casa enquanto nos dois estávamos andando para casa acontece um blecaute e já estava de noite, com medo do escuro eu agarro o seu braço, com isso, acabo tropeçando e ele me segura com força em seus braços, senti que a sua proteção tinha sido tão grande, que nada realmente pudesse fazer ele me soltar. Ele me deixou em casa e nos despedimos.
                Como se nada tivesse acontecido acordo de manhã e tudo parece ter disso como um sonho e de manhã a realidade chegou, as vezes queria ser um objeto inanimado para ninguém me perguntar nada, e Rodrigo chega na minha casa.
  Quer ir no boliche hoje?

– Acho que não...
– Que pena o Yuri iria ficar muito feliz de ter ver lá, eu sei que ele gosta de você e você dele.
Resolvi ir, e chegando no boliche a primeira pessoa que vejo foi Yuri, ele também me ve de longe e vem até mim empolgado,
eu digo que não sei jogar boliche, mas isso não é problema ele me ensinaria. De lá fomos em uma cafeteria pedimos um doce e provamos a sobremesa um do outro.
– Todo meu amor vai para essa torta!
– O que? e eu? Eu dizia triste fazendo besinho
– Você é o melhor para mim, você sabe disso não sabe? – Disse Yuri –
– E você sempre é o melhor para mim.
Ele faz uma voz manhosa pedindo beijo, e eu simplesmente não sei o que fazer.
– Você é tão fofa com vergonha, ou melhor tudo que você faz é.
– Se eu sou tão fofa assim, você me paga mais um chocolate? Dizia ela fazendo charminho piscando os olhos com a mão na buchecha – To com fome ainda. Eles começam a rir.
Certo dia estava em casa e Yuri faz uma brincadeira me dando um susto, quase morro do coração e dou tapinhas de leve nele. Ele passou o resto da tarde na minha casa e com isso trouxe momentos de declarações.
– Você não sabe o quão feliz você me faz, meu raio de sol brilhante
– Eu sempre te via, não acredito que perdi os outros anos da minha vida não te conhecendo meu amor.
– Mas acho que viemos a nos conhecer no tempo certo minha linda.
Até que recebo uma ligação no telefone de casa, vou até ele atender, quando Yuri olha para mim, me via com uma cara seria parecendo disfarçar a preocupação, fico por volta de alguns minutos ao telefone, quando desligo ele me pergunta se estava tudo bem.

– Não é nada eu sou dramática mesmo amor.
– Como assim?
– Pormete que não brigar comigo? Eu tenho muito medo de que um dia isso aconteça eu não gosto de brigas eu fico muito nervosa e chego e desmaio.
– Que exagero Gabriela, diz rindo – Eu prometo amor
– Eu não te contei, sobre a ligação que recebi esses dias, uma policial me telefonou dando mais informações sobre o acidente dos meus pais. Bom eu contei para o Rodrigo primeiro
Ah é isso?  que alivio. Pensava – Não acredito!!! brincadeira amor, não se preocupe eu sei que vocês são como irmãos.
– Depois de um tempo eu já estava me acostumando em conviver com a dor, mas essas notícias mechem na ferida sinto que não posso aguentar outra vez.
– Calma to aqui. Também te amo e conta comigo amor
Já faz tempo que eu adormeci ele me cobriu como uma criança e toda vez que ele me segura em seus braços eu fico confortável e sinto o seu calor.
 Mais tarde fomos assistir ao mar a tarde toda o sol de pois e deixou o céu cor de rosa pulei nas costas dele.
Sabia que gosto até mesmo da sua boca pequena seus olhos brilhantes e seu sorriso cativante.
– Um dia eu acabei não respondendo sobre o que mais gostei em você. Foi quando soube a forma que se importou comigo, e quando descobrir que você gostava de mim apesar de tudo, eu simplesmente me senti a menina mais sortuda do mundo, e depois de descobrir esse sentimento me fez outra vez conceder mais um chance ao amor.
– Vamos combinar de nos amar mesmo que envelheçamos? E me promete nunca pular refeições
– Eu Gabriela prometo te amar na saúde da doença na riqueza e na pobreza até envelheçamos e a morte nos separe.
– E...?
– Não pular refeições, eu prometo de dedinho.
– Sabe que eu te amo. Diz Yuri olhando para mim emocionado.
– Eu amo e amo muito! Mais você.

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