Foi você sempre



         Eu podia ouvir a chuva bater no chão do lado de fora sabia que ainda era de noite, pois via gotas de chuva que desciam da janela do meu quarto. Não era uma janela enorme como daqueles filmes onde as pessoas abrem ela pela manhã e um uma brisa invade o ambiente, mas na verdade era uma pequena janela onde eu subia na cadeira para poder assistir o céu de todas as noites estreladas e ali que plantava grandes sonhos. Olhar para o céu sempre foi um dos meus passatempos favoritos era hipnotizante.
Me levanto da cama depois de uma noite um pouco difícil e sem sono me achar. Escovei os dentes, tomei banho e me aprontei para ir para escola.
            Bom não tinha contato com todos da minha sala não era a mais comunicativa por um tempo eu não era reservada eu andava em um grupo de amigos, mas as conversas pareciam não se encaixar. Eu não falava o que me dava vontade e as horas ali pareciam verdadeiras eras. Todo mundo ria e eu também – porque eu não queria ser a cara fechada da turma, claro, mas por dentro não estava achando tanta graça, talvez eu fosse a chata? mas eu não queria amigos perfeitos somente aqueles que combinassem – pelo menos com o meu jeito de pensar. Hoje a minha única amiga faltou e o lugar perto da janela onde sempre sentamos foi ocupado por alguns meninos da minha sala com os quais eu nunca falei, mas hoje acabam ficando próximos de mim.
Mais tarde teve um intervalo e depois teria mais uma aula de matemática que seria a última. Ao termino dessa última aula no laboratório me levanto, mas sinto que algumas pessoas em torno estão olhando para mim eu sem entender nada me levanto, pego minha mochila e vou andando rapidamente para o banheiro. Um menino segue, mas não o vejo indo correndo atrás de mim.
Chegando ao banheiro me viro para procurar onde estava o problema e quando olho para o espelho me deparo com minha calça suja, um pequeno acidente nesse período menstrual.
– Isso não está acontecendo comigo? Justo hoje a minha amiga não veio o que vou fazer agora?
Enquanto eu debatia comigo mesma no espelho vejo atrás de mim o reflexo de um garoto e da minha sala.
– Menina você está bem? Eu posso te ajudar?
Me viro assustada e na minha cabeça martelava “Só faltava essa”
– VOCE ESTÁ DOIDO? Dizia aos berros – Aqui é o banheiro feminino sai daqui. Expulso ele a forças, mas foram em vão, eu o empurrada o peito dele para fora, mas ele se matinha firme e quase não fazia muito esforços.
– É Anelita certo? Afinal você deveria se envergonhar disso? Dizia ele calmo – De qualquer forma eu te empresto meu casaco pode me devolver depois.
Por que fez isso para mim?
Porque estava me esperando?
Ele nunca nem tinha olhado para mim nem nunca trocamos uma palavras
– Pode pegar, não fique encabulada isso é normal acontece com todas as meninas né?

Não posso estar tendo um tipo de conversa assim.

– Vocês mesma sente vergonha disso sendo que não é. Dizia ele me dando o casaco na minha mão – Eu sou maduro o suficiente para entender essas coisas, não tem que se sentir assim.
– Você precisa de mim vamos eu te levo para casa, parece que você não está com uma cara muito boa.
– PORQUE ESTOU ESTRESSADA.
– Eu tenho duas irmãs elas também ficam assim de TPM.
Que garoto insuportável porque ele não me deixou em paz? Ele é super protetor ou o que?
– Não é isso garoto, você está me irritando invadindo mina privacidade dessa forma é melhor você ir.
Porque estou tão irritada? eu não sou assim.
               
No final das contas eu aceito pego o casado enrolo em minha cintura. Quando saiamos de dentro do banheiro entravam umas duas meninas e elas ficaram encarando a gente tentando de alguma forma entender o que estava acontecendo ali ele nem olhou para elas ficou pleno e nem se quer se importou com os olhares alheiros. Quando chegamos do lado de fora eu agradeço a ele e faço uma promessa de que iria devolver no dia seguinte e me despeço dele. Ele fica parado me olhando ir embora e quanto mais distante eu fiava ele ainda me olhava indo embora. No meio do caminho indo para casa acabo tropeçando e caindo no meio da rua.
– Estou com muita dor no pé mal consigo levantar. Olho para o meu pé e tateio levemente e deduzo que tinha torcido. Olho aos redores para direita olho para esquerda e ninguém passava na rua para assim poder me ajudar então pego meu celular e ligo para o meu pai para vir ao meu encontro. Enquanto ali eu estava esperando sinto alguém atrás de mim e vejo uma sombra, quando me viro me deparo com o menino do casaco. Não podia acreditar pensava esse dia não está acontecendo deve ser um pesadelo eu vou acordar e tudo vai passar.
– Deixa eu ver seu pé.
– Você tava me vigiando ou me seguindo?
Ele não responde nada só fica com uma expressão seria analisando o meu o pé. Ele o toca tentando, mas eu reclamo da dor ele nesse mesmo segundo me pega no colo, ali mesmo onde estava sentada, diz que vai tentar chegar o mais rápido possível para casa. No caminho de volta e ainda meus braços em volta do seu pescoço eu o observava e pensava.
Se todos pensassem igual a ele estaria bom
Eu sei que ele só quer ajudar e era engraçado como eu ainda me surpreendia com tanta gentileza, além dele mal me conhecer.
Será que sabia de algo que eu não estava sabendo?
Chegando em casa o menino abre com dificuldade o portão um pouco enferrujada da minha casa mas consegue, ele bate na porta e depois de alguns minutos meu pai atente, sua reação é algo sem explicação, me ver nos braços de um menino a qual ele nunca tinha visto. Ele entra comigo no colo e me deixa no sofá.
– O que aconteceu minha filha?
– Digamos que hoje foi um dia daqueles.
– Muito obrigada meu rapaz. Aproposito qual é o seu nome?
– Imagina senhor. Meu nome é Paulo. Ele estende a mão para cumprimentar. – Espero que você fique melhor Anelita
– Precisamos mobilizar teremos que ir na emergência. Dizia meu pai. – vou pegar a faixa.
– Se me permite eu tenho uma pomada que ajuda a amenizar a dor eu não moro muito longe daqui.
Nessa hora eu olho assustada mais uma vez para ele. Eu só queria que ele fosse embora e não visse mais o quanto azarada eu sou.
Ele sai correndo literalmente dizendo que já vinha com a pomada, da sala dava para ver a rua e vi ele correndo igual um maluco desesperado e assim ele foi.
– Seu amigo é muito cavalheiro Anelita. Dizia impressionado
– Ele não é meu... É ele é muito legal mesmo. Olhava para o casaco com carinho
Paulo voltou naquela noite, porém já estava muito tarde e ele não quis incomodar mais o pai de Anelita tinha fechado as portas, mas Paulo curioso sobe mais um degrau e vê Anelita sendo cuidada ele ficou de longe torcendo para que ficasse bem logo e no final ele se vira e vai embora para sua casa.
                Subo para o meu quarto e coloco o casaco para secar no ventilador deito minha cabeça no travesseiro e o filme do dia de hoje passa na minha cabeça e acabo adormecendo.
No dia seguinte me levanto pela manhã realizo minha rotina, tomo meu café da manhã e ansiosa eu vou para a escola. Já em sala de aula via todos chegando um de cada vez, até Paulo chegar
Ele sorrir – Muito obrigada por ter me trago o casaco não precisava se incomodar.
– Eu que agradeço, mas nenhum menino seria capaz de agir dessa forma tendo esse gesto. Dou um sorriso – Eu fui um pouco grosseira ontem me desculpa.
– Imagina, eu faria isso com qualquer pessoa
– O que? Então não foi só por mim?
Ele me pegou pelo pulso me puxando para volta e me apertou com força ficou olhando meu rosto com intensidade como se quisesse grava-lo e com todo o cuidado perguntou.
– Como está o seu tornozelo?
– Estou bem melhor hoje.
– Eu fico feliz – Ele sorri gentilmente
Retribuo o sorriso gentil.
Saindo de lá eu percebo eu sei qual frescor é esse, não quero me apaixonar, não posso de novo, mas automaticamente meus olhos reagem quando vejo ele, mas parece que um dia para o outro ele mudou comigo, ontem foi todo carinhoso hoje ele já foi em mais seco, será um tipo de TPM masculina? Não entendo os rapazes. Chegando em casa minha mãe pergunta se eu iria lanchar ela tinha preparado um bolo de banana quentinho saindo do forno. – Obrigada mãe, mas to sem fome
– Iiih! ela ta apaixonada só pode. Sempre quando você está assim, fica sem fome
– Eu?
– Olha esse rostinho
– Isso não é verdade. Ou é?
– É sobre o rapazinho que te trouxe em casa naquele dia?
– Quer dizer ontem? Ninguém merece. Subo para o meu quarto, mas independente do que eu estivesse fazendo não conseguia me concentrar em nada. Bom admito que aprendi a gostar dele, mas não só isso não estou apaixonada. Abaixo a cabeça sorrindo – Ele é realmente uma graça. Não paro de pensar nele desde aquele dia, até minha mãe entra no quarto e interromper meus pensamentos
– Filha amanhã eu vou na casa de uma amiga para testar alguns produtos da revista e ela vai fazer limpeza de pelo e tem alguma roupinha para te dar vamos com a mamãe?
– Com certeza! Não posso perder mãe.
– Boa noite minha filha não vá dormir muito tarde em.
No dia seguinte quando chego da escola eu almoço e antes de ir com minha mãe até a casa de sua amiga eu vou na casa da minha avó do lado. Minha avó fez uma blusa eu não achei muito bonita, mas tive que usar não queria vê-la magoada então forçada coloquei e assim fui para encontrei com a aminha mãe. Quando chego ela nos recebe e vamos a limpeza de pele, na minha ela colocou uma máscara de argila verde, ou seja, meu rosto estava verde. Estava deitada esperando secar quando olho alguém chegar, talvez fosse o seu filho de quem ela falava, viro para atrás e levo um susto quando percebo que era Paulo, na verdade nos dois levamos susto.
– Oi? Digo embaraçada
– Não precisa ficar sem graça, já estou acostumado minha mãe fazer isso com todas as pessoas que traz aqui em casa, inclusive até eu faço limpeza de pele, não percebeu como minha pele é bela? – ele sorrir
– Bom, que bom, sim eu percebi, quero dizer não que eu fique reparando. Sua mãe é incrível e soube educar muito bem você, essa pessoa maravilhosa que é hoje.
– Olha só, muito obrigada, nem sei o que dizer, mas obrigada
– Imagina Paulo.
– Aliais achei linda a sua blusa!
E assim ficamos nos olhando e até nossas mães aparecerem e eu me dar conta que estava falando com ele ainda estando com uma máscara. Eu me encontrava confusa ele foi tão fofo naquele dia comigo e agora parece distante será que é coisa da minha cabeça? Acho que ele não é afim de mim.
                No dia seguinte pego o ônibus e ele não demora a chegar mas estava um pouco lotado e mesmo e como pé enfaixado sinto dificuldades, mas ninguém concedia um lugar então chego para trás e coloco meus fones de ouvido de repente o ônibus dá uma freada um pouco brutal e acabo caindo em cima de uma pessoa que estava sentada, mas essa pessoa simplesmente era o Paulo ele olha para mim assustado e eu surpresa.
– Me desculpa
– Tudo bem, isso acontece.
– Queria te perguntar uma coisa, não se se devo, mas porque você é tão cuidadoso comigo e por que tão de repente você quis ser meu amigo?
– Bom, quando mais nova você me defendeu de dois amigos meus que tinha me empurrado eu só quero retribuir a gentileza.
– Eu fiz isso? E você lembra disso? Aquela lembrança começou a aparecer em minha memória
– Morávamos perto e brincávamos no mesmo parquinho te vi passando na rua certa vez e te vi jogado, quero dizer, no chão. – Ele para olha para mim
– Nossa eu nem me lembrava.
– Acho que você é um ano mais velha que eu, mas altura não quer dizer nada mesmo né
– Dizia ele zombando e rindo –
– Só hoje – eu dizia entre riso– você está maior do que eu, mas eu te defendi.
– Por isso sou grato
No final das contas eu não estava fugindo dele, mas do que eu estava começando a sentir por ele, tentei não me apaixonar, juro que tentei, mas quando ele me olhar no fundo dos meus olhos, daquele jeito que me deixa envergonhada me sinto tão importante. Quando ele se preocupa comigo e me protege sempre, ele sorrir daquele jeito que só ele sabe. Ele é diferente de todos os caras de quem eu já conheci, mas eu já estava apaixonada antes de decidir tentar
– Acho que você já pagou a dívida.
– Ainda não, vou te levar em casa.
No caminho íamos caminhando entre as ruas da cidade e no meio da rua havia uma pracinha onde ele me comprou um algodão doce, ali sentamos em um dos bancos ficamos observando as ruas e ele deita a minha cabeça no seu peito, sorrio ao escutar o seu coração.
– Coloque suas orelhas no meu peito, parece o som de um carro né? Mas é o meu coração batendo por você.
O que está acontecendo?
– Eu não sei só sei, que quando eu te vejo uma vez quero ver duas, três muitas vezes mais sorrio só de pensar em você, seu jeito é o meu vício.
Nesse momento o meu rosto ficava vermelho e quente, ao mesmo tempo espero que essa sensação eletrizante nunca mude, espero que o meu amor eterno se torne realidade finalmente. Hoje fazia um lindo pôr do sol, juro se eu pudesse congelar o tempo em pôr-do-sol eu o faria, ainda mais estando com ele ao meu lado.  
Chegando em casa ele me leva até a porta ele olha para mim de novo e ele fazia algo “estou de olho em você” com os dedos nos olhos e assim entrei para minha casa. Pareceu ameaçar para beijar, mas beijou minha testa ele enrrola para embora, parecendo que não queria ir embora e de fato não queria que ele fosse. Entre para casa liguei para a minha amiga para contar tudo o que tinha acontecido.
– Amiga ele tocou o meu coração algo me cativou nele eu não tinha me tocado que ele era o menino que eu conheci na minha infância.
– O Paulo pode ser o amor da sua vida Anelita
– Eu não gostei dele só pela forma que me trata bem, mas pela pessoa de quem eu conheci.
Eu pensei e achei que é eu era livre e crescida e que eu poderia fazer minhas propinas escolhas que era não era me apaixonar, porque tem que acontecer? Tentei afastar mas parecia sendo puxada.
– Porque amiga nos sentimos ainda mais vivos quando estamos apaixonados, porque sentimos nosso coração bater forte, na maioria ele está batendo, mas não sentimos.
– Que nunca deixe de existir sorriso acanhados, aqueles olhos reluzentes que me passa calma.

Meu amigos dizem que eu sou novo para me entregar assim, mas nem ligo eu a amo – Paulo pensava em sua casa –  O amor é a única coisa que cresce, à medida que se reparte! Será que eu compro anéis de casal? Ou é muito cedo?
Cedo nada amiga, nos conhecemos desde crianças, claro vamos começar devagar, mas estou gostando de conhecer ele mais e mais – Dizia Aneltia ao telefone com a amiga.
                No dia seguinte nos vemos na escola e ele veio falar comigo.
– Anelita,
– Diga
– Eu sei que eu ando estranho desde aquele dia, mas é porque eu percebi uma coisa
– O que? – Digo assustada
– Eu sei que não dei um sinal claro, mas eu estava assustado porque eu to louco por você.

Eu fico boquiaberta.
– Me deixa estar lá quando você precisar, deixe-me estar ao seu lado, deixe-me provar que o amor dura pra sempre.
Eu tampo a boca dele – fala baixo. Tiro e ele continua olhando para mim
– O que você ta falando é verdade?
– Sério demais.
– Eu preciso confessar que não desgosto de sua pessoa de tudo que tem feito por mim, eu anseio pela sua presença muita das vezes, meus braços querem te abraçar. Gesticulava com as mãos dizendo nervosa tudo isso.
– E parece que eu existo para fazê-la feliz.
– Nós éramos tão pequenos nunca pensei que iriamos nos gostar, gostar um do outro desse jeito.
– Nem eu – dizia com um sorriso iluminado – mas encontrei o caminho até você. Você quer sair aonde?
– Não sei. – Dizia pensativa – Vamos decidir com pedra papel ou tesoura?  – Ele deixa ganhar
– Eu ganhei? primeira vez que eu ganho esse jogo, que legal! – Dizia ela sorrindo
Assim eu fazia penteados nele com o cabelo dele, ele disse que me e adorava me ver com essa cara de ciúmes e de fato sempre foi sempre você.

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