Ele pode ser legal, mas não é seu encaixe
Até a chuva passar
O depois da saudade
Pensei que eu estava vivendo algo bonito e estava, mas nessa realidade o que sobrou pra nós românticos foi apenas amores tipo a vida de efeméride. Coitado do amor porque falam mal dele? Quando a culpa não é dele, sinto pena. Quem deveria levar a culpa são as pessoas e o que fazem com ele e ainda falam mal e dizem ainda que não acreditam mais no pobre do amor que só quer amar e ser amado. Que injustiça.
Fico vendo essas ruas, estradas e BRs que nos separava e
você já esteve em uma delas e voltou pra mim. A noite onde as casas brilham e
bate um vento gelado depois varia de sol forte a e chuvas que destroem casas, mas
daqui nada sei. Sempre que eu passar naquele muro ou perto daquelas sorveteria
que você me levou e você não verá mais, mas eu ainda vou passar novecentas
vezes e toda vez vou lembrar de você, vou estar por aqui lembrando. Eu ainda
queria conhecer purê com cachorro quente e achei uma ideia tão louca, eu ainda
queria conhecer a cidade que faz 4 estações do clima em um dia.
Parecia tão urgente você voltar e não tinha espaço pra mim.
Logo você que não parecia não ter pressa de ir embora toda vez que nos víamos.
Agora foi como água que escorre pelas minhas mãos, tentei segurar, mas você já
não conseguia ficar. Tentei segurar aquele instante que nada foi decidido, ainda
tem possibilidade do sim. Nada do que eu fizesse iria mudar sua rota. Eu queria
romantizar finais como aqueles encontros de repente depois de anos, mas
conheci você e eu estava no meio do meu livro, agora que não nos voltamos a nos ver e eu não terminei de ler o livro. Fiquei na mesma página.
Despretensiosamente cheguei a uma conclusão do porque eu queria consertar corações a custo do meu despedaçado. Era uma vez um lugar bonito que eu sempre quis ir, mas se fosse agora eu não saberia aproveitar e valorizar esse lugar foi ai que eu percebi que eu era o lugar bonito que alguém não conseguia apreciar porque não estava inteiro. Eu fui seu lugar bonito por um tempo.
Agora você esta perto de mim, mas estaremos longe e daqui a um
tempo fisicamente e emocionalmente mais ainda e esse pra sempre sem você
parece não caber no meu futuro e isso eu digo pra você? Qual solução você me
daria? E nas suas histórias futuras, eu? Em qual versão eu vou virar? Nem
quando me despedia você olhava pra trás e nem na última vez você não olhou pra trás. Não foi o maior corte que já tive, mas machucou ainda sim. Achava que
você ajudava as pessoas a cicatrizarem e não fazer feridas. Levo comigo o que
foi verdadeiro até onde você conseguiu, mas é diferente de saber permanecer. Agora fiquei com sua presença na
ausência. Parece que me identifico mais nesse lugar de dor porque já estive lá
mias vezes, não me é estranho.
Meu gesto, eu sabia que aquela era a última vez que eu
seguraria a sua mão e foi consciente, no meio daquilo tudo, porque foi quando
tudo começou e queria fazer isso por último e sai dali ainda sentindo amor. Teve
o nosso último adeus, mas queria só que fosse um pesadelo em que acordamos e
nos sentimos aliviados por ter sido só um pesadelo, pois pensava em você como alguém
que nunca faria isso comigo.
Eu sou a pessoa que abrem mão pareço que sou a mais fácil de deixarem, mas é apenas uma incapacidade, mas escolhida por pessoas que não sabem ficar. Uma parte sua eu não conseguia acessar só via que morava ainda uma tristeza e queria resolver, queria ser essa pessoa, mas não dependia de mim. Os dias ensolarados pareciam tristes, me desfaço, coração bagunçado, não me reconheço, perco a fome e me faz chorar. Parece soco no estomago, mas ai lembro que hoje foi o primeiro dia sem chorar. Vou sentir saudade sem dor e agora vejo que dá pra sentir saudade e continuar. Afinal acho que fui um imprevisto bom na sua vida porque sua distância não foi fria, só distante.
Entre declarações e promessas de amor o que me conquistou foi você saber que minha hesitação era medo de falar, era quando me deu a maior parte que tinha cream cheese. eu não sabia que naquela semana seria o nosso último momentos juntos, se eu soubesse que aquela seria a nossa última brincadeiras e conversas. Por um tempo comida japonesa me embrulhava meu fígado. Fiquei orgulhosa de mim por saber ser vulnerável as vezes procuramos respostas porque parece que elas dão um sentido consciente a dor e que de algum jeito pode acalentar um pouco mais o sentimento e por isso por semanas tentei e entender. Por outro lado você não sabia amar da forma que dizia admirar.
Hoje tentei olhar de um lado diferente da janela pra ver se algo dentro de mim mudava também. Tentei mudar o ângulo da situação e fiz poesia. Olhando essas casas e estradas a noite lembro ainda de você. Nunca entendi tanto de pequenos infinitos e não do amor que chegue e fique, mas eu ainda não deixei de acreditar no amor, no meu último amor que virá, aquele que queira ficar. Talvez seja uma tola por ainda acreditar no amor porque tudo que vivo só me aproxima do que eu realmente quero. Amar o amor.
O caminho até o beijo
O único caminho que eu fazia era pelas roupas do varal, dos
lençóis que formavam um túnel e encontrava outro mundo do outro lado. Talvez só
a minha imaginação. Ou quando fazia aquela chuva e junto do meu pai eu fazia um
barquinho de papel para ver flutuando nas correntezas da chuva forte de um fim
de tarde.
Hoje sentir medo que o meu perfume saísse antes que ele
sentisse, por que o caminho parece tão longo até você. Pensando em ti e naquela
hora que não chega. Tinha me esquecido como era bom dormir apaixonada e
explicar nosso coração é umas das tarefas mais difíceis. Hoje corro para os
seus braços e não erro mais o caminho até eles.
Quem eu era antes de me apaixonar, sempre uma menina
sonhadora que ainda estava aprendendo a viver, aprendendo a ser amada depois de
saídas bruscas do meu caminho e que percebeu que sem querer colocava visões que
outras pessoas tinham sobre mim nele, mas você nunca exigiu nada de mim, talvez
seja uma mania minha do porquê de tantas coisas estranhas sobre mim que vou
contar você é a primeira achar legal isso.
Vai se aproximando os dias, as horas, até quando sinto que
está perto, meu coração palpita de uma forma diferente. Agora sou essa pessoa me
organizando com alguém novo na minha vida e ando um pouco distraída, por isso.
O sentimento se assentou um pouco mais e agora o caminho está mais leve. As
vezes sinto tanta saudade que parece tão distante o caminho até o beijo.
Qual caminho que não é o de sempre
Nós conhecemos na primavera, ele estava tirando foto
com as flores e eu me aproximei. Pedi um foto. Eu disse estar nervosa e ele
parecia desnudar meus segredos que eu guardei tanto tempo. Pedi um abraço e por
fim fui embora. Um sorriso se desprendeu de meus lábios.
Não falei nada e eu nem fiz demais, só estava sorridente, mas ele gostou de mim,
mesmo tendo sido algo tão comum dele estar acostumado.
Cante de novo aquela música
Sua boca em formato de coração é a coisa mais linda
que eu já vi
Seu perfume nem se compara os das flores e saia amor
de suas palavras de murmuração, frescor, doce e sereno olhar mágico que
ansiava, um olhar terno.
Mãos aveludadas
Como dizer que mal te conheço e já te adoro
Era noite sertaneja de um dia da semana
Nunca mais senti meu rosto tão alegre como agora
Ele me defendeu de uns tiranos na rua
Uma vez ouvir que ele negava que gostava dela a todo
custo
Ela o ignorei na escola
Por fim ela virou sua chefe
Foi preciso saber ouvir que você precisa de mim
Se eu pudesse ter um desejo, seria ver você sorrir sempre
brilhantemente
Ele fala: o quanto eu quero abraçar você como um louco
E não posso fazer seu coração voltar a trás?
Durma, pensando em ver você de novo heeee
Pode parar. Eu entendi. Obrigada pela sinceridade eu
preciso ir.
Eu acho que entendi tudo errado.
Ele ficou pensativo e mal
Depois ela queria se divorciar porque ele não queria
ver as estrelas com ela.
Qual deve ter sido o final deles?
Eu costumo me arrumar e as vezes imaginar você me
olhando de longe e acabando de ter uma epifania do amor. Em situações extremas
em que o palpável foge do nosso controle, tenho o costume de alterar a
realidade.
A nossa história será como?
Aprendi que sempre aprendemos, até mesmo que podemos nos apaixonar de novo.
As várias partes de mim
Na rua da
Frésia, bairro dos Sino Azuis de Peônia havia um bosque de flores e árvore de
pecã. Era lindo, era onde pairava a penumbra do sol, onde existia flores caídas
no afasto molhada depois da chuva. Você já viu? Cheiro de capim da verde mata.
Hoje em algum lugar que passei sentir aquele aroma. Aquele pássaro que não sei
o nome, cantou. Cigarra cantando como se fossem lobos no fundo uivando da
noite. Tem sensações boas que não sei explicar. Bem que ele disse que os
pássaros de lá não gorjeiam como os daqui.
— Olívia, Olívia.
Ouço alguém chamando meu nome em meio a meus devaneios.
Sabe quando acontece
algo atrapalhado com você que provavelmente ninguém vê? Mas ele viu, porque ele
estava prestando atenção em mim. Só ouvi uma risada ao fundo depois de eu ter
desempilhado aquelas caixinhas da loja que caíram por estar distraída com meus pensamentos.
Seu sorriso feliz é a minha maior recompensa e eu não
entendo o porquê, já que eu não o conheço. As vezes tento buscar, talvez
inconscientemente conversas com as coisas que já existiu entre nós, mas não
mais ele.
Voltei com ele para esse caminho das flores e disse que
certamente, se ele fosse uma árvore, ele seria esse. Com certeza. Olha é
bonita. A mais bonita desse bosque e a mais alta. Ele sorriu.
Eu paro de pensar por um momento. Depois volto a pensar. No
momento eu nem sabia, mas se tornou uma lembrança boa. Acho que no momento nem
tô muito boa para responder coisas sobre mim. Ainda bem que pararam de falar
comigo. Sinto que não tenho olhos para mais ninguém.
— Deve ter um bom motivo para você estar aqui? perguntei ao
moço bonito que me acompanhava no bosque sentado banco de jardim de varanda daqueles
de madeira e ele respondeu de forma suave
— Não posso evitar querer continuar aqui, mas você não
descobrir isso sentada aqui comigo.
A gente gosta de como um o outro pensa a vida ou costuma
pensar. Podemos conversar sobre pão, mas só queremos conversar porque é
agradável. Pensar nele é como um abrigo. Quero ir pra lá quando me sinto
cansada e quando o mundo me faz triste. Ele me passa um conforto tão grande, que eu tenho vontade de falar com ele toda hora.
Ele tem um jeito interessante e um olhar intenso. Ouvi dizer,
por aí, que eu era esquisita, mas divertida. Quando ninguém mais via e nem eu
mesma, ele acreditou e viu um lado bom em mim, até nos meus medos.
Parece doideira, né, mas me acalmava e tirava a toda
ansiedade segurar uma Barbie na rua. Ele levava uma boneca e começava a brincar
no meio das pessoas, uns olhavam torto, outros percebiam o gesto e
parabenizavam em silêncio de um olhar, mesmo nervosa eu via.
— Não precisa se envergonhar, sabe disso, né?
Acho que comi algo estragada noite passada. Disse ele em um tom brincalhão, mas
preocupado e eu respondi — Que vergonhoso você ficar passando mal nos lugares.
— Não há nada de vergonhoso nisso. Ele respondeu com um
afago em seu olhar.
De uma forma que nem eu mais sabia que sabia sorrir. Ele era
do tipo que deixava as crianças fazerem o que quiserem com ele e eu, digamos,
estava de mal humor, mas aquilo me fez sorrir. O desejo pelos seus braços era
tão familiar.
Um amigo dele aprece e observa a cena.
— É o jaleco, elas adoram.
— Ela ta o dia todo me olhando assim. Ele respirou fundo
mostrado paciência.
— Ela perdeu a memória e você se apaixonou por ela. Fala a
verdade!? Seu amigos eu um sorriso maior do que o habitual.
— Acho que ela deve ta pensando que sou namorado dela agora
de novo. Ontem eu era um amigo de infância. Olha lá vem ela.
— Amor, você anda estranho comigo. Ele em silêncio atônito e
eu ameaço a chorar.
Ele diz não ser nada e dá batidinhas na minha cabeça.
Contudo me aproximo dele
— Quero outra coisa.
Seguro a mão dele.
Ele engole a seco a saliva e tímido permanece calado
encarando meu rosto.
— Quero brincar de boneca de novo, você é o único menino que
é meu amigo.
Enquanto sentados no gramado senti saudade dele novamente.
— Você disse que estávamos juntos, mas engraçado eu não
lembro de ter sido pedida em namoro.
— E porque você não sabe disso?
Olho pra ele como gato sem lar e riu embaraçada pela sua
seriedade.
— Deve ser porque faz muito tempo
— Na verdade nunca fomos, Olivia. É tudo da sua cabeça. Eu
sou o seu médico.
Eu começo a chorar não entendo o porquê ele tinha sido tão
grosseiro comigo. Até eu um lapso que finalmente me faz lembrar... mas não
deixo de ficar triste porque o sentimento era de verdade, mesmo confusa.
— Você sente falta de alguém, mas não sou eu, Olívia.
— E você fica triste por isso? Se sente mal por isso?
Passou-se dias já de alta e volto a clínica para fazer o mesmo trajeto
que fiz durante muito tempo.
— Eu recebi um conselho de quem disse “você não percebeu que
acabou de perder algo muito precioso.” Eu gostei de ser tudo pra você nesse
tempo, seu médico, seu amigo, mais ainda sua versão namorada comigo. Eu rio em
meio as lágrimas.
— Mas eu lembro de você, eu nunca esqueci, só lembro de você
e mais ninguém mais.
Um vestígio de mim em você
Não liga pra o que as pessoas pensam
É doido e faz loucura por amor
É implicante
Simples
Tem olhos puxados e cabelo branco ainda novo, novo, mas acho um charme único.
É atualizado
Sorriso bonito
Você é a pessoa que eu posso contar sempre.
Me elogiou de todas as formas que uma garota poderia ser elogiada
E eu costumada pensar que a vida podia trazer ainda surpresas lindas.
Isso eu dizia acreditando sem ver nada. Até que vi você.
Me faz rir
Eu me refaço
Me reconstruo
Me acho
Me acho em você.
Ciclo do coração
Eu me
lembro do meu primeiro pensamento, foi de surpresa, via pessoas rindo comendo salgados
e sentia um cheiro de cimento do qual eu gosto e tijolo, dentre os que mais
gosto como os de chuva molhada. Era a primeira semana dos primeiros dias de
aula na faculdade em que eu estudava licenciatura. Tinha uma pessoa da qual eu
não sabia como iria reagir quando encontrasse, só sei que não sentia mais algo
por ele, mas ainda sim lembrei que ele estudava no mesmo lugar que eu. Era uma
terça feira dia da aula das 16:h. Eu estava junto com a minha amiga esperando
do lado de fora a outra aula acabar para entrarmos. De costume esperávamos a aula
na porta, agora ajeitando meu cabelo preso e meio desarrumado por estar cansada
já da última aula. Um colega nosso de outro curso queria nos apresentar alguém
para minha amiga e eu. Eu não queria conhecer ninguém. Eu estava despreocupada,
mas ainda sim me incomodou um tiquinho o fato do meu cabelo esta desarrumado,
mas ao mesmo tempo não estava mais ligando tanto para essas coisas, afinal. Ele
nos apresentou, assim que o amigo dele saio da sala ao lado de onde estávamos.
Ele foi tão antipático. Disse “oi gente” acenou com o braço e saio andando, sem
nem ao menos olhar para o nosso rosto. Fiquei sem reação e com uma expressão de
desentendimento, nem ao menos apertou a nossa mão, quando eu iria abrir a boca
nem saiu sons.
Depois disso soubemos que não iriamos ter aula, fomos para o outro lado da
faculdade falar sobre o acontecimento de hoje, eu e minha amiga ficamos
revoltadas, só que mais da parte dela, porque fingi ficar revoltada de
brincadeira, pois nem estava com cabeça para isso, mas de fato eu disse claramente
não tinha gostado dele, mas nos perguntando porque o nosso colega queria
apresentar alguém assim e para que? Concordarmos em chama-lo de mal-educado.
No
dia seguinte encontro um menino que eu conhecia no corredor. Não seria difícil
já que ele era do mesmo curso que o meu. Uma parte de mim queria encontra-lo
para ver como eu me sentia e também mostrar de alguma forma o que ele tinha perdido.
Ele foi um menino que eu sai apenas uma vez e com ele eu também tive o meu
primeiro encontro, mas que me prometeu algodão doces, magia e purpurina, mas
que depois de semanas ele ficou estranho e não queria me dizer o porquê.
Final
de semana chega e eu sair com a minha amiga para ir ao playtory minha amiga
avista ele com uma menina, achamos estranho, mas pensamos ser uma prima, uma
amiga. Quando chego em casa pergunto para ele quem era e ele me diz que era sua
namorada. Ora, depois de algumas semanas depois de sair comigo ele já estava
namorando? depois de dizer que estava apaixonado por mim. Ele me contou que uma
menina do passado tinha aparecido dizendo pra ele que não era apenas amizade
que ela sentia por ele e sendo ela alguém de quem ele gostava a muito tempo.
Ele ficou em dúvida e eu facilitei as coisas, decidi eu mesma sair disso, mas
no fundo ainda tive esperanças dele perceber que estava confuso e que gostava
de mim, talvez só quisesse ter tido a consideração dele ter me contado.
Bom
passou-se um tempo e ele veio se desculpas e na verdade ele tinha terminado com
a namorada. Confuso, complicado, mas foi essa a história triste que me magoou,
mas que depois passou. Eu pensei que ele seria a última pessoa que eu iria
conhecer antes de encontrar o meu amor , mas não foi, porém penso estar cada
vez mais perto. Ao mesmo só não queria conhecer mais ninguém
Depois
de um semestre cansativo como sempre, consegui lidar com isso bem e quase não o
encontrava pelos corredores da faculdade. Finalmente chegaram as férias,
finalmente!!!
Mas no meio das férias sempre tem aquele momento que o tédio chega e nisso não
tinha ideia mais do que inventar para fazer, até tinha, mas não tinha vontade
de nada.
Minha amiga e eu nos falávamos frequentemente pelo telefone, todos os dias ela
me ligava e eu para ela, só que mais ela para mim, pois eu mandava mais
mensagens escrita. Sempre desabafamos uma com a outra, sobre tudo na vida
inclusive sobre as questões amorosas e pela primeira vez cheguei a dizer que
não acreditava mais no amor. Não acreditava mais nos homens. Misturando isso com
o tédio a situação só piorava. Minha amiga por sua vez e por nunca ter me visto
assim, não queria me ver triste. Ela por melhores das intenções disse que
queria me apresentar alguém, que na verdade essa pessoa tinha puxado assunto
com ela. Eu logo recusei por achar que ele estivesse interessado nela. Minha
amiga nunca foi de me apresentar ninguém e eu sempre gostei de alguém que conhecia
sozinha, mas ela parecia realmente querer me animar, então eu fiz uma aposta de
quem em troca eu também apresentaria alguém para ela.
Depois de alguns dias, por telefonema eu fiquei curiosa acabei perguntando
quando ela iria apresentar a tal pessoa. Ela me disse que ele era aquele garoto
que o nosso colega nos apresentou. Eu não lembrava muito bem dele, mas lembrava
da situação. Ela disse que ele era um bom garoto e queria me apresentar, pois
lembrava o meu jeito de ser, de falar. Aquilo me convenceu um pouco. Passou-se
uns dias ela finalmente me adicionou em um grupo com nós três e me apresentou a
ele, mas ainda sim disse só um “oi” em forma de figurinha de um anime e ai eu
tentei interagir, mesmo ele não me dando muito atenção pra mim, mesmo eu sem vontade,
sem mais forças e coração. Fizemos uma call os três jogamos um jogo de adedonha
online. Quando iniciou a ligação, eu mal falava só escutava eles conversarem,
implicâncias e brincadeiras. Começamos a jogar, mas por minha internet ser
ruim, sempre caia a ligação e eles acabavam ficando somente os dois na ligação.
Então minha amiga me retornava e eu voltava, depois caia de novo.
– Minha
internet toda hora ta caindo
– As
vezes é o roteador. Dizia ele.
– O
roteador é novo. -Digo rindo. - Acho que não vou poder jogar mais, gente- Eu
dizia isso já querendo sair da ligação.
Quando finalmente desligo a minha amiga me pergunta o
que eu tinha achado dele.
– Olha
amiga a voz dele?
– Ah,
não achei nada demais. –Dizia desanimada – Mas ele parece ser legal. Porque
você não dá uma chance?
– Hum
porque você não tenta? Perguntava ela pra mim.
– Vou
desligar já. Beijos.
Passou
alguns dias e a minha amiga parou de insistir na ideia minha com ele. Então eu
perguntei se eu poderia adicionar ele na rede social e ai ela deu todo o apoio.
Apesar de tudo achei ele legal e quem sabe ter um novo amigo. Ele me aceitou no
mesmo dia e começou a me seguir em uma outra rede social no mesmo dia. Aquilo
me animou além de ter achado uma atitude que contribuiu. Eu pensava “acho que
finalmente ele percebeu o que a minha amiga estava tentando fazer”. Além, de
ficar feliz pela minha amiga estar feliz por mim. Eu queria que ela me visse
mais animada. Um dia tomo a iniciativa de comentar e chamar ele. Minha amiga
mais um vez me dá o apoio e claro falando de mim para ele de forma sutil.
Ali começamos a conversar ele e eu. Ele dormia cedo e eu realmente não
acreditei nisso, mas já estava já sobre o aviso da minha amiga de que ele
dormia cedo, mas de algum forma aquilo se tornou um desafio para mim, que se
caso ele conseguisse dormir tarde falando comigo isso significaria que eu era
importante de alguma forma para ele. Bom como esperado ele se despediu de mim
com um boa noite. No dia seguinte eu não queria falar com ninguém, não fazia
questão e já não esperava que realmente ele iria falar comigo. Até que recebo
um bom dia. Mandei para a minha amiga o print e ela ficou implicando com a
gente, mas não queria transformar aquilo em nada, era só amizade e, não eu não
estava me fazendo de difícil. No final da noite a minha amiga me liga e sem ela
perguntar eu disse que estava falando com ele o dia todo, conversas meio
malucas e áudios e eu sendo maluca também, nos damos bem de forma rápida. Nesse
momento eu percebo como isso tinha acontecido? eu não queria conversar com ele,
mas conversei o dia todo. Achava que ele não continuava as coisas que eu falava
e mudava de assunto, achei sem assunto a princípio.
Deixei para lá e não nos falando mais, mas mais uma vez com a ajudinha da minha
amiga ela faz uma ligação pra nos três e ai conversamos como os três
mosqueteiros, nos tornamos o trio de amigos. Até eu ele sozinhos começamos a nos
aproximarmos cada vez mais e mais. Meu número ele já sabia e quando ele
desligou do telefonema ele me mandou uma foto do pé dele com quatro meias por
conta do frio, mas até ai ele tinha mandado para a minha amiga também. Em
seguida ele mandou foto de uma piada da qual eu não tinha entendido, mas ao
mesmo tempo rir. Ele me explicou. Depois
levou algum tempo para que nos falássemos de novo.
Era
o dia das mães e ele tinha me mandado feliz dia das mães, lembro até hoje dessa nostalgia. Logo fui perguntar a
minha amiga se ela tinha pedido para ele falar comigo, mas não, ele apenas
falou comigo por livre e espontânea vontade. As coisas estavam indo bem, eu
gostava da companhia dele, ele parecia gastar da minha, mas não tinha
sentimentos e já previa que quando eu tivesse ai que as coisas dariam erradas e
iriam ficar complicadas. Minha amiga vendo que eu estava começando a ficar
encantada foi averiguar mais sobre ele. Ele tinha passado por um relacionamento
duradouro na adolescência e só veio a desmanchar quando estava na faculdade,
uau!. Por isso dele ter nos cumprimentado daquela forma fria quando foi
apresentado pra nós, pois ele também não queria conhecer ninguém, mesmo não
precisando nos tratar daquela forma. Nisso ela pediu para eu ficar atenta, mas acho
que já era tarde.
Fomos
a um Karauke os três juntos e cantei “Speding my time da Roxette” e na parte
que cantava:
“I thank the lord above
That you're not there to see me”
Olhei pra ele e lá estava ele com os olhos grudados em mim.
Minha amiga perguntou o que ele tinha achado e ele disse perto de mim e parece
testar a reação dele.
– Linda, linda demais a voz!
Nos
olhamos bem um nos olhos um do outro e parecia uma luz me acendia toda vez que
falava com ele, ou falava sobre ele. Quando vi que ele estava no palco não
tirei os olhos dele, Ah, aqueles olhos indescritíveis. Me perguntava se ele
tinha vindo mesmo só me assistir? E lá no palco ele cantava uma música da qual
não conhecia, mas ele fazia palhaçadas desafiando. Por outro lado ele cozinhava
e se amostrava por isso, mas quando ele foi me mostrar a torta de limão, ele
ficou nervoso por isso, pela minha aprovação. Percebi que ele falava a palavra
cinema sem pretensões de só levar. Ele pediu pra eu ficar tranquila que nos
instante que que virasse a cabeça e ele não iria tentar algo. Cada vez mais
gostava das nossas conversas, cada vez mais gostava da sua voz, cada conversa e
desabafávamos e falávamos de como estava sendo nossas vidas maiores de idades e
morando na casa de nossos pais.
Eu
tinha mania de cheirar meu cabelo e colocar no nariz como se fosse um bigode,
até que um dia ele me viu assim. Imediatamente tirei e ele começou a rir, mas
ele chegou e botou novamente a mecha de cabelo no meu nariz e aquilo me fez sorrir por uma semana.
Mensagens chegavam do tipo “Eu lembro do meu primeiro pensamento foi vc” e
eu corar, foram surgindo e ficaram recorrentes e reciprocas.
Até que paramos de nos falar. Eu disse que eu não conseguia ser apenas uma
amiga e chamei ele de idiota e mais eu disse para ele nunca mais falar comigo.
Só que isso durou um mês, parece pouco, mas foi muito.
Ele
disse que sentiu a minha falta e chorou em uma ligação. Sabendo disso ela viu
que eu também queria falar com ele e fez a gente voltar a se falar nessa
ligação que ele me fez. Voltamos a amizade e sei que ele pularia na piscina por
mim, por que eu não sei nadar. Ele me salvaria e me protegeria com tudo que
pudesse, isso eu sei.
Acordei
com um aperto no peito fui tomada por essa dor, que na verdade já vinha me
incomodando a dias pedi para a minha mãe me levar para o médico porque eu
estava sentindo uma dor no coração. Fui ao médico e ele disse que eu não tinha
nada, então porque aquela dor persistia, até que o cardiologista me perguntou,
na cara dura, se eu estava apaixonada e foi ai que a minha mãe descobriu. Eu me
sinto uma adolescente por estar sentindo isso pela primeira vez.
Dançamos
na festa junina juntos. Tarde e noite inesquecível, dançamos e rimos, comemos e
nos apaixonamos cada vez mais. Dançamos tanto naquela noite de festa junina.
Sim ele ficou até de madrugada conversando comigo por mensagem. Yes!!!
consegui!
Dissemos eu te amo sem querer pela primeira vez. Parece que saiu sozinho e eu
disse que amava falar com ele. Em uma conversa ele disse que amava essa pessoa
de quem eu era.
Quando nos despedimos acidentalmente demos um beijo inesperado, éramos amigos,
tão inesperado, mas foi tão natural, mas eu gostei. Acanhados viramos os
rostos. Não sei dar nome ao que estou sentindo. Esse sentimento é terra
estranha em que eu nunca pisei, em que nunca estive.
Em mensagem conversávamos coisa como:
– Não confio em pessoas que preferem a “Rachel e Ross” como casal favorito.
Nossos flertes eram diferentes. Ele nunca foi do tipo de pessoa que eu iria gostar
antes, mas conforme mais fui o conhecendo mais me apeguei a ele e no seu
jeitinho maluquinho, carinhoso e cuidadoso comigo. Alguém fã de Leonado de Caprio e que tinha zelo por mim.
As
coisas foram acontecendo e eu tinha certeza que algo mudou dentro de mim, eu
não sei o que é amar, mas tava aprendendo com ele, nunca disse essas palavras
antes, mas com ele tenho vontade de falar “Eu te amo”. Eu finalmente percebi
que sentia algo especial, mas de fato comecei a gostar dele agora. Pulei nos
seus braços pendurada nele alegre em ve-lo, fomos a praia em que uma farpa
entrou no meu pé e ele tirou, teve dias de cólicas, cabelos despenteados, suor,
cecê dele, dias de surtos entre muitas outras coisas. Fizemos um dia de spar
juntos de máscara verde de limpeza de pele e tudo.
Ufa!
Quatro anos se passou nos casamos. Que loucura, deixar o meu quarto, a minha família
em direção a algo completamente novo, mas com ele eu não tinha medo, com ele eu
conseguia pensar no futuro, talvez pela minha idade, mas com ele conseguia me
imaginar assim.
Casei com o vestido dos meus sonhos e com a pessoa dos meus sonhos.
Lua de mel, uma viagem. Antes de mais nada, fizemos a cama de trampolim. Admiro
ele cada vez mais.
Dias que ele chegava em casa com buque de flores e eu esperava ele com uma
camisola diferente. Já que eu chegaria antes em casa, eu tinha passado em um
loja e tive uma ideia.
Dias que ele só trouxe uma flor e dias que eu esperava ele de pijamas confortáveis
com estampa de animais fofinhos, mas que mesmo assim me parecia atrair ele.
Tinha impressão que ele achava que eu era perfeita mesmo nos meus dias mais estranhos.
Dias de cafune e televisão tomando chocolate quente na sala assistindo animes,
terror etc. Dia de uma noite perfeita em casa com chá gelado, besteiras, manta, dia chuvoso e de frio.
Dias do montador, encanador flagrar os dois no quarto.
Era muita paixão.
Dias de comermos sushi fora da validade e termos dor de barriga juntos.
Dia de comprar um filhote de cachorrinho.
Dia que pela manhã antes dele trabalhar beijava minha barriga já dando uma dica
do que ele queria e ali ficamos nos amando antes dele ir trabalhar. Parecia que
só bastava ele me tocar e nos apaixonávamos todos dos dias mais uma vez.
Dia de ciúmes fofos.
Dia de cozinharmos juntos e de te lambuzar de doce. De me abraçar pelas costas. De me cortar com a faca e você beijar para curar. de te encher de beijinhos.
De dançarmos juntos em frente a janela.
Dias de pensarmos em nós dois velhinhos
Mas nem sempre são momentos felizes,
como dizem que nem sempre de flores será a vida.
Também teve dias de
espinhos.
E chegou o dia que estávamos discutindo e choramos.
Dia de brigar e não conseguirmos nos comunicar.
O dia que o filhote ficou doente e acordamos pela madrugada para levar para
clínica no dia 1 de Janeiro.
O dia que meu pai ficou doente.
O dia que sua vó estava bem velhinha e se foi.
Os dias de vídeo game e aposta de quem perdesse iria lavar a louça. Dessa vez você não me deixou ganhar e realmente tive que ir lavar.
Dias tensos, Dias intensos. Dias de preguiça e desanimo.
Dia que chorei sozinha.
Dia de ansiedade.
Assim como com os nossos pais cada um teve seu momento de conflito, agora como casadas
e que se amam, nos tínhamos conflitos e as vezes não concordávamos, mas assim
como respeitamos nossos pais, é assim também no nosso casamento. Não podemos
pensar que ao casarmos tudo vai ser perfeito e que nunca terá momentos difíceis. A vida continua e não é nada fácil.
Dias que acudir ele com o rosto dele dentro do vaso, batendo nas costas de leve
e depois eu ficar enjoada junto. De eu ter ânsia e não conseguir e ele pegar meus
cabelo e segurar.
Teve dia de saudade. Dia de dúvidas. Dia de contas pra pagar. Dias de
dificuldades.
A beleza da vida mora ai...Que acontece em dias comuns.
Desde
o momento que eu soube que ele era tão doce, amável carinhoso, que gostava do
carinho da amizade dele, mas eu não esperava sentir o que sinto hoje por ele,
ele sabendo disso foi muito mais sensato e me viu como alguém valiosa. Ele via um
futuro melhor pra nós dois assim. De fato gostou da minha amizade, mas
sentia também que não era só isso.
Eu orava e continuávamos a amizade o que nos fazia bem, mas não sabia até por
quanto tempo. Ele dizia gostar de mim, ter zelo por mim, e quem ele protegia,
mas não admitia o sentimento.
Isso foi
um sonho meu. Guardei essa espera por ele e a sensação daquela lembrança. Tudo que eu senti e não aconteceu.
Nós
continuamos a conversar e ele começou a namorar alguém de repente. Isso se
repetiu depois de anos com outra pessoa que eu gostei e depois com outra pessoa. Soube que eles terminaram e nunca mais nos falamos, até que soube que ele começou a namorar de novo outra pessoa. Pessoas confusas machucam outras.
Sou sempre o aprendizado de alguém, mas nunca o destino, é eu sei como é. Talvez esse tipo de amor
pleno e raro que sonho esteja em falta ou me esperando na virada da próxima esquina finalmente pra mim e quem sabe viverei tudo isso.
Coração de papel
Quando criança por volta dos cinco anos eu tinha ido
um posto de saúde porque eu estava passando muito mal e com febre. A vista dos
ipês era linda, mesmo sonolenta e febril eu podia ver. Nesse dia lembro de quando acabei de ser atendida e via várias crianças no lado
de fora do posto e uma câmera da TV com um repórter apontado o microfone para a
minha mãe fazendo pergunta sobre a saúde pública. Ao final ele me cumprimentou
e perguntou o que eu faria se eu ganhasse um milhão de reais. Eu sorri com um
sorriso de uma criança envergonhada tem e pensei em uma resposta. Lembro que me
senti pressionada em responder algo maduro ou iriam brigar comigo e levei bem a
sério a pergunta porque ele tinha feito a pergunta de um jeito sério. Então eu disse
que eu compraria biscoitos, foi isso que respondi. O câmera ao lado riu e depois
o repórter me entregou dois pacotes de biscoito e eu não tinha entendido o porquê,
só lembro de olhar pra minha mãe e perguntar se eu poderia aceitar. Ela só
pediu que eu agradecesse. Ele foi o meu primeiro amor, tão gentil.
Na
época fizeram uma entrevista nos postos de saúde sobre a importância da
vacinação. Essa entrevista em que a minha mãe passou a tarde na televisão, mas
eu acabei perdendo por estar dormindo devido ainda estar me recuperando de
estar doente. Lembro dos três beijos que te dei, talvez quatro, cinco na minha
mãe e meu pai, sempre amorosos da qual tiveram que partir mais cedo.
Minha mãe em um certo dia precisou ir para o hospital e não voltou mais. Até
hoje não sei ao certo o que aconteceu porque o meu pai não me disse e me deixou
em um orfanato, mas dizem que ele também não está mais vivo.
Estou com 21 anos agora e eu moraria
na casa da patroa dessa amiga da minha mãe. Eu a chamava de tia e ela tinha uma
relação conturbada com seu marido e sabe relações assim deixam as pessoas
sensíveis, além dela não ter condições de sustentar uma desempregada. Nessa
casa havia uma família composta por um pai e uma mãe que eram muito ricos e por
isso talvez eles tivessem tantos filhos ao todo cinco, o curioso é que eram
todos homens e hoje seria meu primeiro dia nessa casa.
Assim
que entrei no carro dos pais, saindo do orfanato, nenhum dos garotos olharam
muito pra mim. Dali fomos ao supermercado, daqueles que tem vários atendentes
de caixa e prateleiras altas. Hoje era uma tarde chuvosa de sábado e o
supermercado não estava lotado e por lá mesmo os pais me apresentaram. A
senhora Helena, a mãe, começou a se apresentar enquanto olhava agitada as caixas
de cereal.
- Emmica, temos agora mais um membro para família
então viemos correndo comprar comida para rebe-la, você pode ficar a vontade de
escolher o que quiser. Pedro vai com ela e ajude, ela está envergonhada.
- Bem, apresente os meninos. Dizia o pai que se
chamava Ernesto.
- Esse é Hayden, Pedro, Felipe, Augusto e Cackto, quer
dizer é o Carlos, é só apelido. Eu sei que ta todo mundo euforico para te
conhecer então tive uma ideia a cada sessão um de vocês guiar a Emicca. Certo?
Eu consenti.
O Pedro parecia alguém meigo e sentia que ele seria
meu confidente.
- Pode escolher não sou eu que vou pagar. Pedro dizia
enquanto colocava as mãos no bolso.
- Por isso mesmo fico sem jeito, o que vão pensar de
mim?
- Que você é alguém que ta com fome ué.
- Ta bom, né
Peguei vários biscoitos da fileira. Era a comida que
eu mis amava.
Pedro era o penúltimo filho mais velho e tinha a mesma
idade que a minha.
Agora eu estava na fileira do macarrão com Hayden com
o filho mais velho.
- E ai?
- Oiii.
- Vamos escolher o que você quiser. O que você quer
jantar?
Eu fiquei em silêncio só observando a fileira enorme
de variedades.
- É verdade que você vai ficar lá em casa?
- Sim, por enquanto. – Respondi de qualquer forma – até que ele deu
um sorriso pra mim e mais ninguém. Minha tia conversou com seus pais. Eles
chegaram a falar de mim?
- Sim, eles ficaram muito empolgados. Sempre quiseram
ter uma menina. Vai ser como a princesinha deles se prepara. O resultado você
já ta vendo. Ele deu uma piscadinha.
Agora eu estava na fileira dos produtos de higiene com
o Felipe o filho do meio o adocente.
- Bem-vinda, Emmica!
- Obrigada!
- Vamos lá escolher.
Ele não me fez mais pergunta alguma e fiquei muito à
vontade com ele. Felipe só ficava no celular enquanto me esperava escolher o
que eu precisava.
Agora na fileira de sucos com Cackto com o filho mais
novo.
- Oi, e ai?
- Oii
- Olha vou te mostrar um suco que eu me amarro.
- Qual?
Ele abre a caixa com o canudinho.
- A gente não pode consumir algo antes de pagar.
- Claro que a gente pode, meus pais pagam depois ali
no caixa. Pode beber pra experimentar. Como você vai saber se gosta?
- Hum é bom mesmo. Parece uma bala que eu gosto, pera
tenho aqui na bolsa. Quer uma?
Ele balança cabeça assustado.
- Não, obrigada.
- Ta bom então!
- Eu preciso chegar rápido em casa, tenho que estudar
sabe. Você já foi pra escola?
- Sim eu já fui.
- Tenho que estudar pro meu curso de inglês is very
important, depois ainda treinar tênis é muito corrido o meu dia e depois ainda
ligar para a Monica.
E por último com Augusto na fileira dos frios sendo
ele um dos filhos do meio também.
Fiquei esperando ele no início do corredor, mas cadê
ele? Fiquei procurando e esticando meu pé para enxergar e procurar sobre os
congeladores do mercado onde é que ele estava. Até que uma mão me cutucou e me
deu um sustinho.
- Ah Oi! Eu dizia depois do susto.
- Eu já estava vindo, estava acabando de falar umas
coisas com a minha mãe. Vamos lá?
- Eu não sei o que escolher muito aqui nesse mercado.
Tem tantas cornes aqui, talvez um nuggets!? Em fim.
Ele riu.
- Nuggets é bom! Depois quero que me conte como é
morar no orfanato. Eu sempre quis saber. Deve ser legal!
- Ah claro eu posso tentar falar um pouco, só não é
tão emocionante como nas novelas.
Meus avós não eram mais vivos e meus parentes não
moravam próximos de mim. O único que fui procurar eram primos da minha mãe, mas
os parentes do meu pai acho que nem sabiam que ele tinha tido uma filha. Apesar
de ser maior de idade eu não tinha emprego e nem pra onde ir. A ideia seria
trabalhar pra essa família, mas na verdade pareceu uma adoção.
Ás
22:00 voltamos pra casa. A senhora Helena me levou até meu quarto e me prometeu
que no dia seguinte iria me mostrar todo o restante da casa. A princípio ela me
mostrou onde era a cozinha em que a minha tia trabalhava e a dispensa onde
colocamos as compras do dia. No meu quarto ela mostrou meu closet enorme que
mal eu tinha roupas para preencher. Ela me mostrou a suite e a janela enorme. Em
cima da minha cama tinha roupão de banho. Ela me deu um abraço e me desejou
boas-vindas mais uma vez.
Na
primeira noite achei ter visto um fantasma porque aquele quarto parecia muito
grande pra mim. Eu tava com medo, mas não tinha intimidade com nenhum do
meninos para pedir ajuda. Até que a porta bate, eu abro e era Pedro.
- Já vai dormir?
- Pois é eu estou um pouco cansada.
- Ah! Essa sacola minha mãe pediu pra te entregar.
Você esqueceu, são os seus produtos de limpeza.
- É porque aqui no banheiro já tinha tantos.
- Toma!
- Pra falar a verdade eu não tava conseguindo dormir.
Aqui ficou muito escuro e é enorme.
Ele liga a lâmpada.
- Dorme de luz acesa.
- Obrigada, Pedro.
Ele se vira e vai embora com aquela com aquela blusa
laranja gasta e parece surrada que ele tava o dia todo e entra para um dos
quartos que ficava no meio desse corredor com os demais quartos, como se fosse
um hotel
Um detalhe que descobri foi que alguns foram adotados
quando criança e cresceram como irmãos. O Hadeyn, o Pedro e o Cakto, ou seja, o
filho mais velho, do meio e o mais novo eram filhos legítimos. Me pergunto se
eles queriam ter uma menina porque não adotaram uma antes.
Na manhã seguinte fui pega tomando
café da manhã com o cereal que comprei no dia anterior, mas o que eu não sabia
era que teria uma mesa de café da manhã esperando por mim até a minha tia me
avisar. Não queria fazer desfeita, mas eu já tinha tomado um copão de vitamina
de banana. Fui para a mesa e sentei ao lado de Hadeyn que era muito gentil e me
deu um guardanapo da qual segurei e agradeci. Começamos a comer e vi o meu
reflexo em um alumínio na mesa, minha boca estava com espuma de bigode de
banana. Passei o guardanapo imediatamente e entendi o porquê ele tinha me dado
um guardanapo.
- Onde você estava, querida? Perguntou Ernesto o pai.
- Ah é que eu acabei tomando café da manhã mais cedo.
Não sabia que teria outro. Eu sorri sem jeito.
Todos ficaram em silêncio.
- Ah ela não sabia. Dizia Helena a mãe.
- Com o tempo você vai se adaptando a rotina. Todos aos
Domingos nos reunimos para comermos juntos de manhã é um costume da gente
mesmo. Completou o Ernesto.
- Eles são ótimos, acho que sou eu que to me sentindo
assim, sentindo pena de mim mesma, talvez eu não me encaixe. Desabafei com a
minha tia horas depois do café da manhã.
- Você só ta insegura.
- Né?! Talvez sim. Eu tenho que achar um trabalho
porque eles não vão me deixar trabalhar aqui na casa como você faz.
Era
final de tarde enquanto a senhora Helena estava na cozinha mostradno opções de
novos cardápio para a janta. Cackto e Felipe estavam na escola, Hayden tinha
ido trabalhar com seu pai na empresa de advocacia. Pedro na praia e Augusto em
casa fazendo sei lá o que remotamente. Eu estava em frente ao notebook mandando
currículos de trabalho. As inscrições pro vestibular já tinha passado, então
vejo valores de universidades particulares e vejo na mesma página um anúncio de
curso de fotografia da qual eu amava, mas não podia me dar a luxo. Dou uma
pausa. Tem momentos que valem a pena reviver porque tem fins de tarde que são
mais especiais. Termina em um tom alaranjado e damos boas-vindas ao anoitecer.
Com a luz apagada do meu quarto, sinto na janela aquele vento gelado de outono
e saltavam sobre meus olhos as cores daquele dia especial, mas não sabia
exatamente o porque. Eu não sou muito de poesia, mas poetizei agora. Fecho a
janela do quarto, pois começa a ventar muito forte naquele tarde e começou a
chover de repente em seguida.
Faltou a luz em casa toda fica um completamente um breu. Eu não sabia que em
casa de rico isso acontecia. Já estava de noite e tudo beirava a escuridão
total. Eu não me sentia bem e não conseguia me mexer no escuro. Não ouvia a voz
de ninguém do lado de fora da casa, nem dos dois cachorros enormes no jardim.
Hoje fez muito calor durante o dia e agora estava sufocante.
Alguém subiu no meu quarto e pediu para eu descer,
pois estava muito calor. Ele entrou e encostou no meu rosto e viu que eu estava
suando.
- Vem vem logo sai daí e desce com a gente
- Eu não consigo.
- Deixa eu prender seu cabelo? E ai ta melhor
- Uhum
Balancei a cabeça e disse que sim. No meio na
escuridão nos olhamos e consegui ver que era Pedro que estava falando comigo.
Esses olhares não devem ter levado um segundo, mas pareceu congelar naquele
momento. Ele se aproxima e nossos rosto e ficam muito próximos, mas ele pareceu
não perceber. Ele assopra meu rosto, eu me afasto. Então faço o mesmo e guardei
discretamente meu olhar do seu rosto.
- Não, eu não preciso descer eu to bem aqui.
Mas ele fez pouco caso do meu pedido e me levou escada
abaixo
- Filho, leva ela ao médico.
- Eu cuidarei de tudo. Os médicos não tem tanto
interesse como a gente.
Eu fui levada para a varanda onde tinha uma cadeira de
balanço de madeira de frente para o jardim. Pedro pede para o pai ligar o farol
do carro enquanto eu estava com as pernas bambas e ele me segurava enquanto eu
estava deitada respirando o ar fresco de fora.
- Você é médico?
- Não. Eu sou enfermeiro, mas... espero nunca te ver
lá. Dizia ele com a sua voz grave da qual ele parecia não ter noção que tinha.
- Eu to começando a me sentir melhor agora. Obrigada!
Todos em volta preocupados se acalmaram.
Pedro ficou ao lado de fora comigo enquanto a luz
ainda não voltava.
- Sua mãe disse que ela não tinha te pedido que levasse
a bolsa do mercado. Perguntei a Pedro.
- Que?
- Eu só queria te agradecer por ter me ajudado.
De longe ele não era um dos meninos que me deixavam
sentir mais confortáveis, mas era o que me ajudava mais.
- Eu entendi. Exclamou Pedro.
- O que?
- Saquei que você tem medo de escuro.
- Todos nós temos medos normal!
- Eu não sou psicólogo, mas me conte mais sobre seus
pais.
Eu dou um riso torcido.
- Bom eu acho que não sei o que é ter e perder, eu só
sei não ter. Sobre os meus pais, ficar menos triste não quer dizer que eu
esqueci, mas sou profissional em sofrer. Quando lembro das Sextas-feiras,
lembro da delícia de cada momento em cada conversa mesmo tendo 5 anos. Eu me
sentia feliz comigo mesma.
Ele me escuta atentamente com a testa franzida e
parece entender mesmo ele nunca ter passado por isso.
- No orfanato me chamavam de... retraída...sonsa, o
que mais? ah bicho do mato, lezada, tapada... e me excluíam de tudo e depois
inventavam uma fofoca de que eu tava faltando aos serviços de limpeza e as
meninas nem me avisavam quais dias que elas iriam juntas. Na época eu nem falei
que deveria ter uma ata pra assinar, mas a diretora ficou ao lado delas mesmo
não dizendo com palavras. Era a minha palavra contra cinco delas. Botavam a
culpa ainda em mim de que eu não tinha falado sobre o que meu incomodou e não
comuniquei.
- É inveja. -Dizia ele depois de todo o desabafo e eu
sorrir- As vezes as pessoas tem
dificuldades em acreditar que alguém podia ser bom pra eles, acham que você
vivia de aparências e no mundo da lua. As vezes torcemos tanto para um momento
ruim passar, mas viver é isso, é passar por momentos bom e ruins. Talvez mais
ruins do que bons, mas quando olharmos pra trás vemos que conseguimos e
continuamos e é realmente aproveitar o processo, é como uma festa de casamente,
a festa passa rápido o melhor são os preparativos, sabe?
Eu fiquei um pouco chocada em ver Pedro falando tanto
e se expressando, mas não posso confundir amizade com alguém que gosto de
conversar só.
- Sabe o amor é muito mais imperfeito do que pensamos,
do que a paixão, por isso é difícil amar. Meus pais tem uma história linda e sabe
porque? O que faz ser linda? Foram as dificuldades que enfrentaram lado a lado.
O fruto do amor deles que formou uma família e por mais que eles briguem eu
comecei a enxergar assim. Tem amores que você ama alguém, não pra ficar junto,
só por amar. Quando é unitaletal e você nem liga se não te escolher, aquele
amor só vai existir independente. Existiu assim e era o meu avô, mas ai é outra
história.
- Já eu quando não fui escolhida eu fui malcriada.
- Então acho que com os seus pais e a sua história é
assim.
Naquele momento eu comecei tive um arrepio e admiração
pela forma que ele pensava. Acho que esse foi o momento que eu me apaixonei. Eu
já havia pensado nele, mas hoje olhei pra ele diferente demais, acho que
comecei a conhecer ele de verdade.
- Eu aprendi agora que os dias caóticos são os mais
bonitos, tem uma certa beleza depois que passa, principalmente se vividos ao
lado de pessoas especiais. As vezes também realizamos sonhos em momentos
caóticos ou aparecem pessoas em tempos assim.
Após eu ter dito isso eu rir pra ele e ele riu de volta.
Ele riu comigo, ele riu de mim, ele riu dele, mas disfarçava querer rir mais,
como se tivesse uma postura a se presar. Ele pigarreia com a garganta colocando
o punho fechado na boca e virando pro lado na tentativa no que parece de
disfarçar algo que eu tentava enxergar.
– Você é alguém cheio de vida apesar das dificuldades.
Qual é o seu sonho? A luz de repente volta e todos comemoram. Nós entramos
naquela noite e o medo todo do escuro passou já desde que conversava com Pedro.
Na manhã seguinte eu fui ao quarto de
Hayden perguntar que horas seria o café da manhã, mas acabei vendo Pedro no
quarto dele de shorts e sem blusa dançando em frente ao espelho. Ele me vê e
fica surpreso, mas... me puxa para a dançar no meu dia mais mau humorada com
meu cabelo e pela vergonha do dia anterior.
Eu engasgada – Ah eu...pensei que o Hayden tava, aqui
é o quarto dele?
Encostado na porta, sem desviar o olhar. – Pelo visto,
alguém estava perdida pela casa.
Tentando me explicar – Eu não estava... quer dizer, eu
estava, mas só me confundi.
– Você é hilária.
– Então se prepara que você vai rir sempre.
– Você vai sair?
– Vou, só estou com dúvida na roupa. Pedro me segue
até o meu quarto.
– Essa ficaria perfeita em você
– Ah, não sei...tenho medo de ficar sensual demais.
Ele rindo – ah você ta falando sério? mas você não é
sensual.
– É sério
– Prova pra eu ver vai.
Cruzando os braços – Tá vendo? Essa cara que eu não
queria ver.
– Que cara?
– Essa cara de bobão.
Você acha que é só botar uma roupa assim e ai as
pessoas vão se apaixonar por você, Emicca? Para de besteira.
Nesse
dia fui resolver algumas coisas e fui até o local do curso de fotografia para
ter mais informações. Cheguei lavei o cabelo e desci para comer algo antes da janta
encontro com Helena e ela me sugeriu que eu começasse a dar aulas particulares
de reforço escolar para ao Davi e que ele estava com dificuldades em matemática.
– Queria que você aceitasse de coração.
– A senhora é muito gentil comigo.
– Foi o Pedro que deu essa ideia e eu achei
maravilhoso.
– Sério?
– Ah ele sempre
fala de você.
Ainda estática, quando me movi acabei deixando um vaso
que parecia caro cair no chão e fez um barulhão. O marido dela aprece
perguntando o que tinha acontecido? Que mancada depois de uma bondade dessa eu
deixo cair algo da casa deles.
Davi desce as escadas correndo e pedem para ele não
tocar, mas tarde demais ele acaba se cortando.
– Estão quebrando a casa? Pergunta, Augusto de cima da
escada.
Cackto, nem desceu do quarto, deveria estar com fones
de ouvidos e jogando no computador.
Hayden, chamou a minha Tia para ajudar a limpar e
nesse momento ela olha pra mim sem entender o que tinha acontecido e não
perguntou nada.
Quando tento ajudar na limpeza ouço uma voz ao fundo
dizer algo abafado.
– Deixa ai, deixa ai, você vai se cortar, mas também
vocês deixam tudo na ponta das mesas, assim não tem como não esbarrar. Dizia
Pedro sem olhar nos meus olhos depois de chegar em casa um pouco nervoso.
Nesse momento eu não sabia o que fazer já que eu ao
menos não poderia ajudar limpando.
– Me desculpa, eu posso tentar reembolsar de alguma
forma.
Todos faziam silêncio e pareciam não me culpar, mas eu
me sentia assim, então sai correndo chorando, sem deixar que vissem. Tem vezes
que a gente chora por dentro, mas não escorre para fora. Hoje foi esse dia.
Paralelepípedos, subindo escadas e
descobrindo ruelas escondidas amava ter essa liberdade. A temperatura a das
melhores, céu límpido e um cheiro suave de tempo bom, sabe? Daquelas que
parecem marcar nossas vidas, nos envolvia na rua quando eu voltava para casa
depois de mais um aula particular de matemática para outro criança. Quando
cheguei em casa Pedro me olhava, mas eu fingia não notar.
– Não foi todo esse transtorno que você imaginou,
normal. Deixa as coisas caírem porque você ficou assim me fala?
–
Eu não sei.
– Mas eu percebi.
Sinto que com tinhamos formado essa íntima amizade
especial. Eramos como uma família agora e ele conheceu uma parte da minha
loucura que não era por ter conhecido, sobre meu medo de escuro e ficar triste
por deixa as coias se quebrarem.
– Queria te
fazer uma pergunta se por acaso você não gostaria de sair um pouco? Pra você se
animar.
– Tipo encontro?
– Já que você falou, é isso.
– Mas somos como família agora isso iria pegar bem?
– Então eu sugiro um encontro de mentirinha.
Eu tive que rir
Então essa tarde mesmo nós fomos pegar um cinema.
Fizemos como se morássemos em casas diferentes e nos encontramos lá pra não
estragar os elementos surpresa.
– Que foi?
– Só to fascinado. Seu cordão ou melhor colar, seu brilho
labial, seu arco.
Olhei para frente e alguém vestia o mesmo conjunto que
o meu e Pedro percebeu meu olhar.
– Não se
preocupa em você fica melhor.
Eu tapava o rosto.
– Olha só eu e
os outro caras, tudo de calça igual a minha. Não esquenta com isso.
Entramos no cinema e tava tudo bem até a mesma menina
do conjunto igual ao meu sentar na poltrona ao lado, mas ignorei.
Enquanto víamos o filme que era para ser terror,
acabou sendo engraçado, romântico, mas emotivo, pois era o último da franquia.
– E você o que
você passou que foi triste? Eu perguntava curiosa por seu passado.
– Acho que eu nunca estive com quem realmente eu
gostava ou admirava, ou queria estar ao lado. Eu tive tentativas e claro doeu,
mas a pessoa que eu mais gostei não foi alguém que eu namorei. Então na vez que
eu chorar, quando pensar que terei que dar adeus a alguém ai vou saber que
realmente amei. Das outras vezes eu não conseguia chorar.
Eu conseguia enxergar por trás daquelas palavras
quando ele dizia só coisas breves e o que ele disse agora. Era contagiante a
sua personalidade, me pergunto quem não se apaixonaria por ele a começar a
observar ele. Notei que meu coração já não andava igual do jeito de como
cheguei na casa.
No final do
encontro fomos pra mesma casa, mas fingimos nos despedir.
– Obrigada por
hoje, Pedro.
– Que tipo de
homem eu seria se lhe desse menos que isso?
– Conheço e
não... e conheço.
– Ou? Pergunta
ele
– É brincadeira só conheço você.
Eu parecia toda desinteressada durante o encontro e
sabia o que poderia estar no esperando nos próximos passos. Continuamos nos
olhando e antes e esperar por um beijo, eu espero por um olhar apaixonado e
consegui ver esse brilho.
Mas sugiro um beijo de mentirinha também. Então dou um
beijo no rosto dele, mas como se fosse nos lábios por ter feito do seu rosto
assim, e ele fechou os olhos sentido que aquilo não era um beijo no rosto
qualquer. Eu me afastei levemente. O que
eu não esperava era que ele devolvesse o beijo na minha bochecha, da qual
deixou até babado o meu rosto e ele se desculpa e nós rimos, mas os arrepios
eram reais.
Nos subimos juntos e nos despedimos novamente no
corredor de nossos quartos. Dessa vez senti o seu beijo no meu rosto a caminho
da boca. Só que a senhora sua mãe/ minha madrinha aparece e ele me puxa para
dentro do quarto.
– Não mereço um
beijo? Pedro perguntava.
– Por ter me salvado?
– Uhum
– Um beijo com
ternura?
– O que?
– Nada, eu viajei. Nós rimos com estranhamento que
minha frase causou.
– É difícil arrancar risadas genuínas de mim, mas você
consegue e eu me encantei por isso por isso.
– É que eu não consigo pensar muito perto de você. Boa
noite!
– Boa noite, Mimica.
Eu volto a olhar pra ele.
– Seu novo apelido.
O melhor
da vida geralmente acontece quando a gente menos espera, no meio da rotina, em
um dia comum, foi assim que encontrei ele. Despercebida ele estava bem ali.
No dia seguinte.
– Eu estava pensando
em você.
– Eu também pensei
– Eu senti sua
falta... sabe eu tava querendo falar com você sobre a gente e ontem.
– Eu também senti sua
falta.
– Porque você ta repetindo tudo que eu to
falando?
Eu nunca tive uma melhor amiga, nem amigo e porque eu entendi o amor
tantas vezes de outra forma que quando apareceu, eu não sei reconhecer.
A
minha nova família seguia feliz com a minha vinda a está casa, na presença de
sua única filha menina. Minha tia não tinha acesso a informações sobre o paradeiro
do meu pai. Na vida muitas vezes ficamos sem saber de tudo... Quem sabe algum
dia saberei.