Aquele estranho na minha casa


Mal sabia que a minha vida estava prestes a mudar.
Mas antes queria começar falando um pouco da minha família.
Era composto por mim, pela 
minha mãe e meu pai, nós eramos muito unidos. Bom meu pai ele sempre foi um pai daqueles bem doidões que sempre teve muitos amigos, mas de todos ele tinha um amigo, o seu melhor amigo de anos. Esse seu amigo tinha muitos problemas com dividas e mais dividas e muitas outras confusões na qual sempre estava fugindo e meu pai sempre se preocupava em alerta-lo acerca disso, ele tinha ainda um filho para criar, mas ele não tomava jeito. Até um dia esse mesmo amigo pedir um grande favor ao meu pai, talvez o maior favores de todas as provas de amizade em que 
até eu estive envolvida. Ele pediu para que se meu pai pudesse acolher o seu filho por um tempo em nossa casa, conhecendo meu pai do jeito que é, sendo ele tão bom! e gentil logo acabou aceitando. 
Quando fiquei sabendo que iria receber o filho do seu melhor amigo, foi um choque para mim. Ele ainda disse que esse menino era só dois anos mais velho que eu, meu pai ficou animado com a ideia dele poder me proteger como se fosse um irmão mais velho, ainda acrescentou que tínhamos uma casa, que pode-se dizer grande e que daria certo, caberiam todos. confesso eu não gostei da ideia e logo me veio a mente o fato de não ser mais filha única e ter que dividir tudo agora.
        Outro dia se passou  havia feito um sol, um calor tremendo, mas também havia um recorte da sua vizinhança e um céu azul magnifico, porém com nuvens e um vento me aliviava. Estava chegando do meu curso noto que a casa estava vazia.
Subo para o segundo andar onde era o banheiro para tomar um banho e me refrescar, quando termino me enrolo em uma toalha branca e distraída esbarro em alguém. Dou um grito apavorado de susto, havia esquecido completamente que sua chegada seria hoje.
– Oi é... é você o filho do amigo do meu pai, o Christian, certo? Dizia com muita expressão facial de alguém totalmente sem jeito.


– Sou eu mesmo. Dizia ele afirmando com a testa franzida  – E ai como vai, mocinha?
 Disse estendendo a mão, talvez me achando um pouco estranha.

– Sou a Ashley, talvez você já sabia.. É bom é... estou muito feliz com sua chegada e desculpa o mal jeito te recebendo assim. Espero que não tenha te assutado, mas vamos ao que interessa. certo tenho umas regras para passar, para podermos viver debaixo do mesmo teto humanamente bem ok? Dizia com um ar de mania de organização.
– Ok, não esperava algo diferente de você. Dizia ele concordando  e assentindo com a cabeça e com um sorriso simpático.
Naquele momento dei risada de sua piada, fui correndo para meu quarto trocar de roupa
– Mas antes, dessa conversa super séria, acho que você deve trocar de roupa

A partir dali nos tornamos próximos e amigos, ele era sério mais ao mesmo tempo muito engraçado, inteligente e até mesmo tinha o seu charme, ele contava histórias muito engraçadas na quais ele passava, principalmente com o seu pai, mas o pior das hipóteses é que eu gostei muito dele, eu acho que não tinha como alguém não gostar dele. Cuja tinha uma aparecia simpática tinha cabelos pretos iguais aos meus, parecíamos mesmo ter algum grau parentesco como se fossemos primos distantes, ele também tinha um jeito de andar descolado, mas ao mesmo tempo ele usava roupas masculinas estilo anos 90 e tinha convinha só de um lado da bochecha.
Pera quando foi que eu reparei tudo isso?

        Certo dia cheguei da escola e estavam os três na sala vendo TV, Eu estava querendo a atenção de todos então faço como se fosse naqueles seriados americanos e desligo a televisão para que todos pudessem me ouvir, mas antes Dou um susto no distraído do Christian que estava no telefone e faz ele me olhar com olhos serrados de raiva. Além disso deve ter levado susto pois quando cheguei ouvi ele contando outra de sua situações engraçadas de quando ele estava no metro com alguém, e o resto eu não ouvi, mas ele mesmo admitia que falava muita asneira.
– Eu tenho novidades. Dizia empolgada
– O que você conheceu o Justin Bieber? Dizia Christian implicando. Ele fazia piadas quando não estava a vontade
Em fim eu tinha conseguido um emprego em uma empresa como telemarketing e agora que eu estava no meu último ano da escola eu juntaria para entrar em uma faculdade caso não conseguisse entrar em uma federal, meus pais ficaram felizes com a notícia mas pediram para eu não me descuidar os estudos por conta do trabalho.
            Mas tarde quando estava de madrugada meu pai vem correndo e muito animado me acordando dizendo que tinha comprado uma coisa, e era para eu descer até o porão, quando chego lá vejo que estava minha mãe e Christian olhando para uma mesa de totó, fico feliz mais só queria voltar para o meu quarto e voltar a dormir, eles três continuaram jogando e eu dei boa noite já subindo Christian elogia o meu pijama de ursinho
– 
Dá um tempo. Falo fazendo careta e rindo.

            No dia seguinte cheguei em casa com uma amiga e fomos para o porão vi meu pai e Christian jogando e confesso que fiquei um pouco com ciúmes por meu pai estar se divertindo tanto com ele
– Porque vocês só jogam entre vocês? Minha amiga completa – Vocês não jogam com mulheres?
Christian responde – Que bobagem é por acaso que a gente não joga com mulheres.

Eu me meto e respondo a Christian – Isso é uma típica resposta de um homem. Dizia inconformada.
E ali começamos a jogar com eles determinadas, mas acabamos perdendo para eles, eles comemoram e ficaram se sentindo
A gente leva na esportiva se vocês quiserem. Dizia meu pai dando risada.

– Muito engraçado, mas sabe mais de uma coisa queremos arrevanche né amiga?
– Ah para mim está ótimo, não vou precisar mas me esforçar muito. Dizia Christian. E ali ficamos eu e minha amiga olhando serrados para eles.
No outro dia voltamos a jogar não quisemos papo. – Legal, mas parem de falar acho que estamos afim de jogar.
mas eu e minha amiga perdemos novamente, mas meu pai e Christian diziam que já estavam ficando cansados – Ué que foi agora? Está com medinho? É seu tolinho. Nessa hora meu pai e minha amiga se afastaram da mesa por medo, talvez eles saibam o quanto sou um pouco competitiva, mas Christian não sabia ainda.
– Tá bem Ashley eu continuo com você. Nessa hora eu comemoro e continuo jogando com Christian enquanto meu pai e minha amiga sentados nos assistiam. Finalmente ganhei mais de uma vez, porém ele e meu pai me levantaram no colo me expulsaram da jogada de totó só porque eu estava ganhando e por estar descontrolada, e finalmente quando me tiraram eles continuaram jogando um com o outro.
            Certo dia eu estava na sala vendo televisão até Christian aparecer na sala com um latinha de refrigerante, eu fico olhando para ele, até ele ficar incomodado perguntando o que eu queria.
– Você tem saindo com alguém?

– Não acho ninguém interessante aqui na cidade esperava ver, mas não achei meninas com personalidades bonitas e nem nada. Dizia ele desanimado. Também, sou um desajeitado mas louco para encontrar alguém. Pensava Chis.
– Talvez você tenha medo de estar em um relacionamento.
– Realmente rejeito toda garota que é louca o suficiente para sair comigo, e reclamo que não existe ninguém legal. Dizia ele assustado. Dizia Chis, um cara que não teve muita sorte e que só se envolveu em um relacionamento sério.

–  Então... sabe a minha amiga que esteve aqui em casa jogando com a gente, então ela nem consegue olhar para você.
– Anda quero saber o porquê mais as mulheres não olham para mim. Dizia sarcásticamente.
– Não seja melodrámatico, escuta e
la está super afim de você, e ai topa? Dizia empolgada.
– Por favor, sim.
– Combinado.

 Certo dia estávamos em casa e c
hovia muito desci as escadas e Christian estava sentado na sala assistindo TV sente ao seu lado
 – Oi. Dizia com um meio sorriso.
– Opa. Respondia ele. – 
Um dos meus dons, eu sei quando uma menina está triste, tudo bem? – Eu não entendo, qual o meu problema? eu não mereço ter um namorado, se eu nunca encontrar ninguém? Sabe não tem ninguém brigando por mim, e todos que já namorei não deram certo. Dizia prendendo um rabo de cavalo nas alturas, e 
fui sentar triste no final da escada, e ele sentou do perto de mim.

– Não! você não tem um namorado, porquê... não sei porque você não tem um namorado. Dizia ele gaguejando – Sabe você merece ter um. Dizia tentando consolar.

– Eu também acho. Dizia concordando e rindo. Ele lança um olhar fixo, e em seguida vem até mim e me abraça.
– Veja, você é minha pessoa favorita e é a menina mais linda que conheço na minha vida. E eu agradeci por ele me escutar, ali continuamos abraçados e eu falo o quando estava sendo bom o seu abraço, e ele diz que estava sendo bom também, mas ele pergunta se a blusa que eu estava vestida era veludo verdadeiro, eu dou risada pensando que ele estava falando do mesmo que eu, eu respondo que sim que minha blusa era.  – Christian tinham mania de pensar muito e agir pouco, ele adoraria falar com ela o que sentia mas ficou com receio e achou melhor não falar, ele valorizava muito a sua relação com ela e por ter já dados alguns índices de interesse, e por ela não ter dado carta branca, então com medo de talvez parecer um maluco e achou que não teria chance.
– Então já vou subindo. Valeu parceira.
– Valeu parceiro. Disse dando um soquinho em seu braço.

No mesmo dia ponho um cobertor quadriculado em cima de mim, vou até porta vejo que estava molhada da chuva, as plantas encharcadas, vejo até o chão sujo de barro e fiquei conversando com meu o meu cachorro sobre tudo o que estava acontecendo comigo.

   Nossa vida continuava, a rotina de irmos para escola juntos voltávamos, ele
 me zoando por meu pai me tratar como neném, Christian nunca perdia uma chance de me zoarApesar disso eu amava meu pai, aquele que me fazia rir, aquele que tinha uma palavra de consolo, que fazia minhas vontades na maneira possível e os olhos lindo brilhantes e verdes.
Certo dia eu estava conversando com minha amiga em vídeo pelo meu notebook, minha porta estava entreaberta e Christian passava pelo corredor, na dele com as mãos no bolso como se nada importasse, mas ele deu meia volta quando me viu falando com ela sobre um assunto delicado, o namorado da minha outra amiga tinha dado em cima de mim, havia alisado meu braço. Christian parou na mesma hora e pensou que sua tarefa de ajudar o meu pai podia ficar para mais tarde, ali ele permaneceu escondido ouvindo toda a conversa. Quando desligo olho para trás dou de cara com Christian me espionando, começo achar errado ele invadir minha privacidade e lembro novamente das regas nas quais tinha ditado. Ele simplesmente puxa uma cadeira para perto de mim querendo saber mais ficando calado esperando eu dizer alguma coisa.

– Então, eu estava na biblioteca da escola ajudando a professora que trabalha lá, ele chegou me olhando diferente e fez isso. Naquela hora a reação do Christian não foi a que eu esperava, pensei que ele iria derrubar as cadeiras do meu quarto com raiva para me defender.

– Sério? Surpreso.  – Então você vai te que procurar sua amiga para dizer a verdade de como ele é canalha, desculpa eu não sou muito bom para dar conselhos
.

– Eu vou, mesmo sendo difícil. Mas posso te pedir uma coisa? Não conta para os meus pais sobre isso eu resolvo tudo.

 – Claro meu bem, mas algum pedido?

– Só mais uma coisa, você sempre encontrar o humor em qualquer situação, sei que sua vida não é fácil.
– Mas claro que eu tenho meus dias ruins, mas ai eu me lembro do meu sorriso adorável. É sério mas tendo olhar o lado positivos das coisas. Dizia ele seriamente.
Naquele momento eu vi como ter amigo menino é muito legal, ele até me defendeu “Só que não” Eu baguncei o cabelo dele agradecendo pelo conselho, e ele bagunça o meu também.
 Alguns dias se passaram tinha contado a minha amiga, fiz uns biscoitos para ela e depois contei a verdade, elas ficou triste e começou a ficar brava eu não sabia se ia embora ou ficava, ela me pediu desculpas também, o melhor ela acreditou em mim, e consequentemente terminou seu namoro. 
             Próxima semana havia chegado eu e Christian iriamos sair com outras pessoas ter um encontro duplo, ele com a minha amiga caidinha por ele e eu com um outro garoto da escola que a minha amiga tinha me arranjado, pois ela estava nervosa e não queria ficar sozinha com o Chis. Tudo estava bem, o problema foi que Chis comia muito e ao som de uma música fazia danças estranchíssimas, por mais que ele fosse sério no fundo ele é uma criançaa reação da minha amiga foi ficar paralisada de tanto espanto, e eu, acho que já estava acostumada com seu jeito.
– Amiga você ainda quer bater nele? pode bater no Christian.
Além disso não sei o que me deu, só sei que eu não estava confortável ali, sorria fazendo muita força, senti uma coisa no coração algo me incomodando, até me tocar que era o fato de Christian está se divertindo tanto com ela, eu estava com ciúmes dele o que? Porque?
Minha amiga deu uma desculpa dizendo que precisava ir para casa terminar alguns trabalhos e o menino que estava me acompanhando coincidentemente disse que a acompanharia e me deixou sozinha, talvez ele tenha aceito sair só para ficar perto dela. Achei toda aquela situação engraçada, então voltei com Christian para casa.

– Nossos encontros não deram certos, que tal se não tivermos casados daqui a 30 anos, nós nos juntamos.
– Você é louco? Por que eu não estaria daqui 30 anos?
– Calma eu só quiz...  olha ali uma folha no chão, nossa seu cabelo está lindo! Dizia ele nervoso.
 
– Sabe eu estava pensando em algum presente diferente para o dia dos pais, algo perfeito.
– Claro! porque não presenteia com Rio de prémios, ele ainda tem a chance de ficar rico olha só. Ele parece ser mal entendido, porém muito leal, mas era do tipo que perdia o amigo mais não a piada. Nós rimos e por um impulso mesma beija-lo na porta em frente minha casa, e ele corresponder, depois ficamos nos entre olhando, e nada de ninguém dizer nada.

– O que eu fiz? Dizia nervosa.
Eu e Chistian não tínhamos ideia do rumo que sua vida estava seguindo. – Calma não temos nenhum grau de parentesco mesmo. E ali continuamos juntos.
Nós escondemos por um tempo, até um dia eu confessar a minha mãe sobre o que estava acontecendo e os nossos olhares apaixonados não serem mais disfarçados e por sorte meus pais eram os mais tranquilos do mundo, pediram para cortar essa conversa fora, e disseram ainda que achavam que nos dois combinávamos, meu pai principalmente pois era filho de seu melhor amigo. E eu percebi finalmente que era ele para quem queria para a vida inteira.
Um tempo se passou, ele começou a morar perto da minha casa, e seu pai ainda obtinha algumas dívidas mas por outro lado tinha conseguido um trabalho fixo que assim conseguiria quitar todas. A tarde Christian pediu permissão ao meus pais e logo depois fez uma surpresa, quando abro a porta da frente vejo luzes brilhantes do lado de fora e todo um cenário lindo.

– Você é a pessoa que eu nunca soube, mais eu sempre quis, em fim. Preciso te fazer uma pergunta! Quer casar comigo? Ele sorriu e olhando para baixo, e voltou a olhar para mim.
– Eu aceito para sempre, para chamá-lo de meu, e para eu ser sua para sempre. E nos casamos em uma igreja matriz no centro da cidade. 



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