Ganhei uma bolsa de intercâmbio de idiomas
para estudar na capital cultural canadense, Montréal, na Costa Oeste. Com
muitas opções de museus, festivais e gastronomia ao longo de todo o ano. Todas
as cidades canadenses têm clima gelado. Confesso que senti falta do solzinho e
calorzinho do Brasil e também do calorzinho da minha família, mas aqui eles
amam migrantes, era uma família gentil e acolhedora. Vim morar com uma família
anfitriã a partir de um programa conhecido como host famliy. Este consiste em
uma família receber e abrigar estrangeiros em sua casa. Eu ficaria com a nova
família um mês. A família com quem eu me instalei era composta por três pessoas a
senhora Nadie, senhor Edgar e seu filho Stenffor.
— Seja bem vinda, Aryanna. Mostravam uma
plaquinha no aeroporto com o meu nome.
O curioso é que a Língua materna dessa
família era o francês, mas eles moravam na região do Canadá em que se fala o
idioma do inglês e posso dizer que pronunciavam perfeitamente e brilhantemente.
Uma língua na qual demorei um tempo aprendendo e praticando e aqui estou
investindo mais uma vez neste intercâmbio de idiomas. Bom a primeira coisa que reparei quando cheguei foi sentir o vento batendo nas arvores de folhas secas e as famosas folhas de bordo pelo chão. Soprava um ventos gelado por toda parte.
— Bom, Aryanna esse vai ser o seu quarto,
não se preocupe eu coloquei novas roupas de cama. Espero que goste. Esse quarto
na verdade é do meu outro filho ele é bem organizado estava tudo já bem
arrumadinho.
— Não sabia que tinham mais um filho.
— Não se preocupe ele viajou de férias,
pode ficar à vontade neste quarto.
O quarto ficava no primeiro andar, no
corredor debaixo, o que fazia ser de fácil acesso para a cozinha, para porta de
entrada e para o banheiro, além de ser muito aconchegante.
Nesta manhã eu comia pão com geleia de
morango. Meu pensamento ainda esta manhã era realizar o meu sonho de ver a neve, mas o tempo só permanecia gelado. Descarrego o resto da minha mala. Ligo
para os meus pais contando todas a novidades e peço para que eles não se
preocupassem e prometo me alimentar bem, já que eu não sentia quase fome. Ouço a
porta do meu quarto bater. Era Stenffor avisando que o jantar estava pronto. Me
sento a mesa com a família e todos me olham admirados.
— Como está bonita, Aryanna. Elogiaram a
senhora e o senhor.
— Olha eu vou ter que concordar com a
minha, mãe. Dizia Stenffor ainda mastigando a comida.
— Ah, o que é isso, eu só me arrumei um
pouquinho, acho que é uma ocasião especial já que é a nossa primeira refeição
juntos.
— Você é uma querida. Disse a senhora
— Já que está tão bela essa noite, a
senhorita aceitaria a minha companhia para caminhar um pouco? Dizia Stenffor.
— Esse é o meu filho. Dizia o senhor e
todos riam a mesa.
— Eu achei uma ótima ideia, eu adoraria.
— Você tem cara de ter muito pretendentes.
Dizia a senhora
— Não deixe a menina sem graça, que pergunta
indiscreta. Dizia o senhor irritado
— Quando tiver que acontecer acontecerá. Todos concordam.
Nos levantamos da mesa e agradeço mais uma
vez pela recepção e pelo jantar.
— Coloquem casacos mais quentes. Dizia a
senhora. — De noite vai fazer mias frio.
Pelas ruas caminhando via estações de trem
antigos, becos, arvores secas, mas era tudo tão mágico me sentia naquele filme
a princesinha em que sonhava tanto que chegava parecer real e o frio, mesmo com
casacos grossos eu me sentia como os pobres meninos que limpavam chaminé pela
manhã cedo. A vista a noite parecia meio sombria, parecia cenário de filme
antigo, mas tudo com uma aparência poética e inspiradora.
Mais tarde deito em minha cama. Ouço um barulho vindo da cozinha, um som
que incomodava. Além disso tinha a impressão de que a porta de entrada estava
se abrindo. Rapidamente tranco a porta do meu quarto e tento olhar pela fechadura
o que estava acontecendo na casa. Me encorajo, abro a porta e com cautela olho
aos redores. Chego com calma até a cozinha pego uma frigideira que estava na
bancada. Acendo as luzes e dou um grito quando vejo um rapaz sentado comendo
uma tigela de sucrilhos. Instantemente em choque deixo a frigideira cair no chão, o que fez causar um barulhão. Enquanto o suposto rapaz levava ainda calmamente a colher até a boca. Ele para o que
estava fazendo e só levanta as sobrancelhas com o meu grito. Como se não se importasse continou a comer.
— Quem é você? Pergunto com olhos crescidos.
— Pergunto o mesmo, quem é você? — pergunta brandamente —
Ele se levanta
— Não se aproxime. Eu tenho uma frigideira
na minha mão.
— Ah, é! uma frigideira?
com medo e assustada evitava encarar seu rosto e os olhos dele.
— Sim, estou segurando uma
— E
você quer me machucar?
E dessa vez consegui olhar para ele.
E dessa vez consegui olhar para ele.
Ele parecia ter a mesma idade que a minha. Percebo por um
momento que ele estava olhando para o nada e não diretamente para mim.
— E agora você deve estar me encarando.
— Isso na sua mão...?
— Não é uma arma, eu uso isso para me guiar. Vamos lá, sim eu
sou cego. Sorri com um tom irônico.
— Me desculpa. Agora eu lembrei,
você por acaso deve ser o outro filho do casal de senhores?
— Volto a perguntar e quem é você, garota?
Todos da família acordam com o barulho e
chegam até a cozinha perguntando o que tinha acontecido. Até que eles ficam
surpresos também ao ve-lo.
— Kaio, isso são horas de chegar? Dizia o senhor
— Nem nos avisou que estava chegando.
Dizia a senhora
— Você levou susto Aryanna? Perguntava Stenffor
— Tira ela daqui, seja quem ela for, que
desconfortável estar com alguém assim que vive gritando.
Todos ficam de mãos atadas e se entre
olham vendo Kaio se apoiando nos móveis para se locomover do local rejeitando ajuda indo em direção a sala.
Até que ouvimos um grito vindo do quarto. Todos apavorados vão correndo
socorre-lo.
— Que cheiro de flores são é esse no meu
quarto?
— Querido, não sabíamos que você iria
voltar tão cedo de viagem, recebemos essa moça em um programa de intercâmbio. A
Aryanna vai ficar aqui por um mês, então aceitamos que ela se acomodasse aqui e
no seu quarto. Você não está chateado, está meu filho?
— Eu durmo na sala.
— Cara, dorme, no meu quarto. Dizia
Stenffor, mas é ignorado por Kaio que passou direto para a sala mau humurado constante. Ele busca
suas malas na cozinha enquanto eu ainda permanecia parada sem reação.
Agora ele pega um pedaço de pão, ainda sério e passa por mim direto.
Agora ele pega um pedaço de pão, ainda sério e passa por mim direto.
Todos da família se desculpam pelo o que tinha acontecido, exceto Kaio,
que já estava deitado. Ninguém tinha me falado dele na profundidade de que ele
era deficiente visual, apesar de respeitar a privacidade da família. Não o
culpo ser assim ou estar assim.
De manhã cedo desperto e a primeira coisa que faço é abrir a cortina da
janela, ainda com sono me deparo com o meu sonho sendo realizado, estava
nevando. Corro para fora empolgada como uma criança que acabou de ver um doce.
Ainda de pijamas, visto antes um casaco por cima e vou assistir a chuva de neve
caindo por todos os lados, parecia estar dentro daqueles globos de neve. Sentia
aquele geladinho caindo em minhas mãos derretendo e virando uma água gelada.
Ainda saltitante, todos da casa acordaram e me observavam da janela felizes.
Dentro de casa a senhora acorda Kaio que ainda se encontrava coberto dos
pés a cabeça ainda dormindo. Ela o acorda dizendo para participar do café da
manhã.
— Filho, está nevando lá fora
Não obtinha nenhuma resposta e a senhora
ficava com uma expressão triste. Stenffor tira o cobertor a força.
— Já falei para me deixarem. Ele se cobre
novamente.
Enquanto isso penso sobre as histórias, lugares que visitei, aventuras
que estão gravadas no meu coração,
amizades que cultivei. 24 anos e ainda me sinto uma garotinha aqui vendo a
neve. Ainda tenho muito o que evoluir, as vezes eu não amadureci foram as
pessoas que me conheceram melhor.
Quando entro para casa o rapaz misterioso
filho da senhora Nadie, ainda estava isolado e coberto no sofá parecendo estar
dormindo, pensava que ele pudesse estar cansado da viagem. Me sentia mal por
tudo isso, e que não quisesse falar comigo agora. Entro para o meu quarto,
estava ansiosa para sair conhecer lugares a luz do dia. Mais tarde vejo opções
de lugares e lojas em que poderia ir visita perto do curso. Me arrumo e abro a
porta do meu quarto. Vejo alguém na cozinha e vou até lá avisar que estaria
saindo. Me deparo com uma cena que partiu o coração. Vejo Kaio procurando por
algo que estava bem na sua frente dele. Ajudo a ele a encontrar e seguro a mão
dele.
— Me desculpa se eu te causei tanto
incomodo não era a minha intenção provocar tanto transtorno. Olho para ele e
via que tinha uma aparência bonita.
Ele solta a minha mão
— Eu não sou nenhum bebê
— Me desculpa mais uma vez se te ofendi.
— Obrigado. Eu vou para a minha cama no sofá.
— Eu vou para a minha primeira aula.
Poderia avisar aos seus pais por mim por favor?
—
Onde pensar que vai, sua maluca? — Ele segura o meu braço de forma firme. —
— Porque?
— Só pode ir embora quando o tempo estiver
bom. Nessa época do ano as ruas
ficam interditadas por conta da neve. Diz Kaio e sai da cozinha.
Agradeço tentando fazer com que a minha
voz o alcançasse a distância em que ele já estava longe de mim.
— Obrigada pelo aviso.
Tiro meu cachecol, tiro minha touca, tiro minhas
luvas e sento novamente na minha cama ainda frustrada e lamentando não por não
poder sair. e por ter ainda tantos planos de visitar os pontos turísticos da cidade. Por hora continha a minha ansiedade e pensava no que poderia fazer agora nesse tempo. Olho para o
relógio, em volta de todo o quarto, e penso como não tinha desconfiado antes de
um quarto com todo esse fácil acesso. Resolvo fazer um chocolate quente. Antes
de abrir a porta ouço a senhora falando alguma coisa do lado de fora e acabo
ouvindo.
— Estarei lá em cima, qualquer coisa pode
me chamar
— Eu estou bem, mãe. Ela dá um beijo
afetuoso
— Ficou a marca do meu batom na bochecha,
deixa eu tirar
—
Não, deixa deixa eu gosto.
Ouço ela sorrindo com a reação do seu filho.
Em seguida ouço o som de um piano, uma música tão emocionante que chego a fechar os meus olhos sentindo aquela melodia que tocava meu coração. Era de arrepiar, dava para ver que era algo que ele gostava de tocar.
Em seguida ouço o som de um piano, uma música tão emocionante que chego a fechar os meus olhos sentindo aquela melodia que tocava meu coração. Era de arrepiar, dava para ver que era algo que ele gostava de tocar.
— Alguém está aqui?
— Eu estava no meu quarto e ouvi um som
muito bonito chegando até lá. Não me contive e quis ver quem era.
—
Não é nada demais. Respondia Kaio.
—
Aliais, parabéns! você toca muito bem! Eu também toco violão.
— Você sente pena de mim, ou é
maluca? Perguntava ironicamente
— Digamos que foi um elogio sincero.
— Está flertando comigo por acaso?
— O que? Eu? Não. Digo assustada e
surpresa pela pergunta. Não tinha pretensões de ser engraçada, mas ele sorrir.
Sempre tive um senso de humor, mas não sei
se chego a ser engraçada de fato, o mesmo era ele. Kaio era sério, fechado. À
primeira vista parecia retraído, ser tímido no início assim com as pessoas que
não conhecia, mas que as vezes sorria e era lindo! neste instante fazendo ele
sorrir me fez ficar feliz também.
— Você é brasileira? o que te traz aqui?
— Era uma vez uma menina que viajou para
estudar inglês. Então ela ganhou uma bolsa para estar aqui.
— Boa sorte para ela e na sua trajetória.
Ele volta a tocar o piano. Me deixava curiosa saber como tocava tão bem, mesmo
não enxergando, realmente ele tinha um dom.
— Ela agradece. Respondo e em seguida vou para o meu
quarto.
— Você ainda ta me observando não está?
— Estou, quero ouvir você tocar mais. E
mais uma vez consigo tirar um meio sorriso enquanto ainda ele tocava.
No dia seguinte consigo ir para a escola de línguas. No meio do caminho
voltando para casa encontro dentes de leão, que tinha na rua em que estavam
morando. Hoje eu vestia um sobretudo marrom, uma blusa amarela de gola alta por
baixo, saia, meia calças e botas de cano baixo. Na entrada da casa vejo já de
longe Kaio sentando na varanda em um daqueles bancos de madeira que parecem ter
tirado de praça, mas de balanço. Estava ele sentando e usava uma blusa de manga longa com listras grossas da cor
azul clara e escura com um número atrás, vestes pouco menos pesadas que as
minhas, golas brancas para fora e uma touca preta deixando uma parte do seu cabelo
de fora. Eu me aproximo dele. Ouço ele falando sozinho e pensava “Será que ele
sabe que não tem ninguém aqui?” "Será que deixaram ele falando sozinho?"
— Kaio? — Ele olha assustado — É a Aryanna, tá tudo bem?
— As pessoas as vezes quando perguntavam
se estava tudo bem de alguma forma piorava as coisas que estava sentindo.
— Me desculpa.
—
Não gosto de fazer ninguém se preocupar comigo. Principalmente as pessoas sentem pena de mim
— Eu acho que o mais importante é você não sentir pena de si mesmo.
— Eu só estava treinando o que falar. Dizia ele gaguejando parecendo sem jeito.
— Hum. Bom vou soprar os dentes de leão e fazer um
pedido. Voaram em cima de Kaio
— O que é isso no meu rosto?
coloco a mão na minha boca e sorrio
— É que voaram em cima você algumas pétalas do
dentes de leão.
— Da rua são sujos.
— Você me permite tirar?
— Da rua são sujos.
— Você me permite tirar?
Kaio balança a cabeça indicando que sim.
Com graça tiro uma por uma por uma que estava no seu cabelo.
Kaio repentinamente segura minha mão.
Com graça tiro uma por uma por uma que estava no seu cabelo.
Kaio repentinamente segura minha mão.
— Porque está segurando minha mão?
— Você ta demorando muito a tirar — Pega meu pulso e o afasta de seu cabelo. Ele balança
e chacoalha seu cabelo como um cachorrinho molhado retirando todos de uma vez.
— Vamos entrar, o almoço já está pronto. A
mão dele sobre a minha, sentia como se fosse pequena eletricidade, o quentinho
de sua mão que mesmo no tempo frio me acalmou.
Cada vez ficava mais curiosa sobre Kaio,
gostaria de saber o que aconteceu para que ele não pudesse enxergar mais, mas
como saber se era um assunto tão delicado? O que eu sabia era que ele se
mostrou contraio do que era, por mais mal-humorado que pareceu, eu sabia que no fundo ele parecia ser uma pessoa doce.
Na hora do almoço pediram hamburguês por ser uma comida universal e que
tinham certeza de que eu iria gostar. Todos sentados à mesa, inclusive pela
primeira vez o Kaio estava sentado com a gente.
De forma tragicômica ele suja toda a sua boca de molho. Um detalhe é que parecia que ele estava sempre com muita fome. Como eu estava do lado dele a sua mãe pede que por gentileza que eu pudesse limpar a boca dele. O que criou um momento embaraçoso, em que eu negava com medo da reação de Kaio, mas todos apontavam silenciosamente com mimica para que eu fizesse. Por pressão acabo passando um guardanapo nele de forma rápida. Ele se vira para a minha direção sério e espantado e eu hesito e não volto a limpar outra vez o que faltava.
De forma tragicômica ele suja toda a sua boca de molho. Um detalhe é que parecia que ele estava sempre com muita fome. Como eu estava do lado dele a sua mãe pede que por gentileza que eu pudesse limpar a boca dele. O que criou um momento embaraçoso, em que eu negava com medo da reação de Kaio, mas todos apontavam silenciosamente com mimica para que eu fizesse. Por pressão acabo passando um guardanapo nele de forma rápida. Ele se vira para a minha direção sério e espantado e eu hesito e não volto a limpar outra vez o que faltava.
— Era para eu fazer isso para uma garota.
— Você pode. Sujo a minha bochecha com
molho. Pego às mãos dele e trago o guardanapo até o meu rosto e passo de leve.
Ele fica sem reação com a atitude, mas ao mesmo tempo parecia ter gostado e querer
sorrir, mas se continha.
Todos da família sorriam com graça.
— Você está sorrindo? — Ele perguntava —
— Estou, como sabe?
— Suas bochechas.
Todos da mesa sorriam e voltamos a comer.
Me sentia orgulhosa mais uma vez por conseguir faze-lo sorrir. Fazer uma da qual
não obtinha muitas expressões a sorrir era uma conquista.
Mais tarde Kaio vai para o quarto de Stenffor. Lá eles tentam jogar algum videogame.
Mais tarde Kaio vai para o quarto de Stenffor. Lá eles tentam jogar algum videogame.
— Então eu vi o que aconteceu no almoço
— Hum. Ela só foi gentil.
— Me parece que ela gosta de você
— Quem seria a mulher maluca em gostar de
mim?
— Não sei não, ela parece ser uma
maluca bem bonita!
Kaio se dá um tapa no próprio rosto se
perguntando se estava sonhando e que não podia acreditar. Stenffor enquanto
isso ria.
— Sabe o que eu sinto Stenffor. Parece uma
esperança que se acendeu. Misturada a ilusões de meninice, sorrio em pensar
nela, mas cedo estava treinando como falar com ela. O devo fazer? Esquece isso
é bobeira.
— Muita calma nessa hora irmão. Você tem
potencial, você é muito charmoso. Agora vou te dizer o que tem que fazer....
Mais tarde vou a cozinha pegar alguma coisa para o lanche da tarde
encontro Kaio tentando abrir um pote com tampa vermelha.
— Quem está ai?
— É a Aryanna
— Eu sabia, reconheci seu perfume
— Como é?
— É mais doce que o outro. Aliais pode me
ajudar? Ta muito difícil de abrir esse pote
— Mais é claro. Prontinho. É só isso?
— Só. — Ele sorria sem graça, o que me
deixava assustada nunca tinha visto ele assim —
— Posso fazer uma coisa? Perguntava Kaio
— Sim
— Isso é ridículo, deixa para lá. Ele sai
e eu fico na cozinha olhando para um lado e outro sem entender nada.
Quando chega à noite faço os deveres de casa e me deito para dormir.
Viro para um lado e pra o outro quase a noite inteira. ela madrugada acabo tendo um pesadelo
que me fez acordar no meio da noite chorando. Decido levantar para lavar o
rosto e beber um copo de água. Quando encontro Kaio comendo biscoito.
— Aryanna se apresentando, só levantei
para tomar uma água, pode continuar aqui. Não precisa me expulsar.
— Eu sei, eu a reconheci, seu perfume.
— Mas agora eu to sem perfume.
— Cada pessoa tem um perfume único. É
assim eu que reconheço. Pera não era isso ainda.
— Você é muito inteligente!
— E o seu tom de voz. O que aconteceu está tudo bem?
— Eu tive um pesadelo e agora to sem
sono.
— Vamos fazer bonecos de gelo lá fora
Meus olhos brilharam.
Meus olhos brilharam.
Do lado de fora sinto sendo atacadas por bolas de neve e no momento
retruco e a guerra começa. Depois construímos um boneco de neve, tiro fotos. Eu coloco meu
cachecol para enfeitar, mas por conta disso começo a tremer de frio.
— Suas mãos estão frias, vamos entrar. Dizia Kaio.
— Não, eu estou bem. Dizia feliz e animada.
Ele coloca seu cachecol em mim
— Obrigada. —Agradeço com olhos brilhando.—
— Como ficou o boneco?
— Até que ficou bonitinho! — Nós riamos e
o meu rosto parecia que queimava de tanto sorrir. Parece que tudo que ele fazia
dava certo, era habilidoso.
— Ele tem cara de Luisinho.
— Ele tem cara de Luisinho.
— Estou curioso sobre uma coisa. — volto minha atenção para Kaio. — Será que
eu poderia tocar o seu rosto?
Balanço a cabeça, mas lembro de que ele
não poderia enxergar.
— Sim é claro. Me aproximo — Como você acha que eu sou?
Ele leva as seus dedos delicadamente até o
meu rosto. Nesse momento baixei meus olhos, envergonhada mesmo ele não podendo me ver, não
podia evitar sentir. Ele analisa cada parte e suas mãos encostam meu rosto gentilmente,
ele não me soltava, passou por minhas sobrancelhas, testa, olhos, nariz, queixo
e boca. No final ele aperta minhas bochechas e fica em silêncio.
— Acho que você tem olhos amigáveis e boas
sobrancelhas.
— Eu tenho olhos e cabelos castanhos lisos, assim como os seus. Me achou bonita?
Ele sorrir
— Eu tenho olhos e cabelos castanhos lisos, assim como os seus. Me achou bonita?
Ele sorrir
— Pera, me achou feia? — Mais uma vez ele
tinha ido na minha frente —
— Não sei, Aryanna. Ele fica de lado como
se estivesse me olhando enquanto apoiava sua cabeça na mão — Eu gostei de tudo
em você. Você é linda!
— Obrigada. Digo sem reação. As palavras
dele ainda soam bem no meu ouvido da forma como me elogiou
Stenffor olhava para fora e estranhava
Kaio ter ido brincar com a neve, mas ao mesmo tempo ele olhava emocionado e feliz.
Já dentro de casa eu bocejo e Kaio olha para mim.
Já dentro de casa eu bocejo e Kaio olha para mim.
— Parece que alguém ficou com sono.
— Essa guerra me cansou. Obrigada por sua
companhia. Boa noite!
Kaio parecia tão satisfeito e feliz.
No dia seguinte me deparei com ele acampando na porta do meu quarto. Talvez para se certificar de que eu pudesse estar bem ou para me proteger dos monstros do pesadelo. Eu não sei, só sei que ninguém nunca tinha feito isso por mim.
No dia seguinte me deparei com ele acampando na porta do meu quarto. Talvez para se certificar de que eu pudesse estar bem ou para me proteger dos monstros do pesadelo. Eu não sei, só sei que ninguém nunca tinha feito isso por mim.
Na manhã seguinte Stenffor estava do lado
de fora comendo, quando ele para de comer olhando para mim e não falou mais
nada.
— Aryanna, oi. Será que eu poderíamos
conversar um pouco?
— Claro é sobre o que?
— É sobre o Kaio. Ele pode ter parecido a
princípio um rapaz bem direto, mas ele não é assim.
— A primeiro momento sim, mas não acho mais isso dele.
— Ele não chegou de viagem cedo a toa. Não se se você sabe os colegas dele levaram para uma festa, para tentar fazer com que ele se divertisse um pouco, mas embriagados esqueceram de Kaio. Nesse dia ele foi assaltado tentando achar sozinho o caminho de volta.
— Ele não chegou de viagem cedo a toa. Não se se você sabe os colegas dele levaram para uma festa, para tentar fazer com que ele se divertisse um pouco, mas embriagados esqueceram de Kaio. Nesse dia ele foi assaltado tentando achar sozinho o caminho de volta.
— Meu Deus! não deve ter sido fácil ter
passado por uma situação dessa
— Pra ele está sendo difícil enfrentar ele
detesta se sentir inútil. Por mais contente que ele parecia ser, ele tinha
profundas feridas em seu coração, mas que acho que podem curadas pelo amor.
Quem sabe você seja alguém que esteja aquecendo esse coração dele.
— Eu?
— Sim, você é especial conseguiu fazer ele
se soltar e dar aquele sorrisão.
Sorrio fraco.
— Me explica uma coisa, como ele ficou
assim?
— Foi um acidente na última apresentação
do recital de piano. Ele saiu para comemorar e no caminho ele torceu a perna e
por isso acabou se desequilibrando e batendo com a cabeça em uma pedra. Os
médicos deram essa notícia e a partir daí tudo começou. Já fazem dois anos.
— Eu devia ter perguntado isso a ele.
— Tudo bem, ele não gosta muito de falar sobre isso, mas com você ele se abriria.
— Eu devia ter perguntado isso a ele.
— Tudo bem, ele não gosta muito de falar sobre isso, mas com você ele se abriria.
— Sabe, por mais que isso tenha acontecido com ele. Ele está vivo, sabe? e ele é incrível. Sinto que com ele não tinha tempo ruim porque mesmo se eu estivesse passando por algum momento difícil, era só pensar nele e em questão de minutos me sinto feliz.
— Parece que você gosta dele também.
— Você sabe que eu não ficarei por aqui
por muito tempo. Eu acho que não poderei ficar ao lado dele.
— Só fique ao lado dele.
Nunca fui de falar a palavra alma gêmea,
mas no decorrer que fui o conhecendo, cada vez mais eu me convencia disso, que
existia e era o Kaio, embora nunca admiti isso.
No dia seguinte convido Kaio para sair.
— Está pronto? Você ainda está na cama parecendo deprimente? Por favor. — Faço voz fofa—
No dia seguinte convido Kaio para sair.
— Está pronto? Você ainda está na cama parecendo deprimente? Por favor. — Faço voz fofa—
Ele finalmente se levanta e começa a trocar de roupa puxando a blusa a tirando.
— Ei eu to ainda aqui. Disse quando ele
levantava a blusa para trocar de roupa
—
Eu sei. Ele rir
me viro quando ele troca a blusa e saio do quarto.
Quando volto vejo que ele ficou ainda mais bonito principalmente por ter cortado o cabelo finalmente e que provavelmente teria sido seu o seu irmão mais velho teria cortado.
Quando volto vejo que ele ficou ainda mais bonito principalmente por ter cortado o cabelo finalmente e que provavelmente teria sido seu o seu irmão mais velho teria cortado.
— Consegue sozinho abotoar?
— As vezes.
— As garotas vão amar, você está muito bonito. Dizia enquanto endireito
a gola de sua camisa.
— Quem tem tempo de pensar me namorar
quando eu estava ocupado estudando piano o dia inteiro. Apesar que hoje me arrependo um pouco de não ter tido tempo de conhecer mais pessoas, ter vivido coisas simples.
— Bom, só vou dizer uma coisa. Aprecie os tempos nublados assim como os dias sol. Vamos.
Levo ele até um parque de diversões.
— Você gosta de parques?
— Bom, só vou dizer uma coisa. Aprecie os tempos nublados assim como os dias sol. Vamos.
Levo ele até um parque de diversões.
— Você gosta de parques?
— Antes de ficar cego eu costumava gostar.
Ele mostra um lado triste pela primeira vez sem piadinhas se criou uma atmosfera triste em que pude sentir.
— Vamos vou te levar até lá. Sem
percebemos seguramos as mãos.
Fomos até um lanchonete muito charmosa que
tinha culinária brasileira
— Tem namorado no Brasil?
— Tem namorado no Brasil?
—
Hum porque a pergunta?
—
Ele não iria ficar com ciúmes de mim?
— Se eu tivesse ele teria sim, porque você
é bonito!
— Você está me dizendo isso só para me
sentir fazer melhor
— Não é nada disso, a menina do caixa não parava
de te olhar cheguei a ficar incomodada.
— Ciúmes?
— Ciúmes?
— Oi? Me engasgo verdadeiramente com o com milk-shake.
Enquanto comíamos brigadeiros uma comida a
qual ele nunca tinha comido ele não parava de se deliciar e não falava de outra coisa que não fosse o brigadeiro.
— Isso é tão bom!
— Isso é tão bom!
— Sabia que iria gostar. Dou outro
brigadeiro na boca dele. Vejo ele sorridente o tempo todo, nem parecia aquele
que conheci no início todo rabugento e ranzinza.
— Você é a primeira garota que eu saio depois de... o ensino médio. — Ele sorri parecendo tímido —Em que só tive uma namorada, acabei não dando atenção que deveria, então é foi meio desastroso. Não sou muito experiente. Observo ele ficar vermelho.
— Isso é um encontro? Eu perguntava surpresa.
— Você fez meu dia alegre obrigado. Ele faz aquela cara que todo garoto faz de cachorrinho.
— Não há de que! Eu também em diverti muito. — Sorrio docemente — Para mim realmente não era nenhum sacrifício levar ele a lugares, estar com ele e ver ele sorrindo.
— Não há de que! Eu também em diverti muito. — Sorrio docemente — Para mim realmente não era nenhum sacrifício levar ele a lugares, estar com ele e ver ele sorrindo.
— Eu na verdade nem nunca tive um encontro. Digo tímida. Sim você não é o único que nunca esteve em um relacionamento.
— Nunca? Ele parece surpreso — Espero que esteja gostando desse. — Vejo ele sorrindo e eu solto um sorriso bobo depois dele ter falado. Sua risada é meu som favorito.
— Nunca? Ele parece surpreso — Espero que esteja gostando desse. — Vejo ele sorrindo e eu solto um sorriso bobo depois dele ter falado. Sua risada é meu som favorito.
No dia seguinte faço a minha rotina
matinal, hoje era sábado e me deixaram sozinha para cuidar de Kaio e devido
brincar no gelo eu peguei um resfriado. Kaio cai no shão do banheiro. Saio correndo depois que ouvi o barulho. Paro na porta e pergunto se estava tudo bem. Ele diz que não conseguia levantar. Eu digo que iria fechar os olhos e entrar para ajudar-lo. Pego a toalha jogo para ele e desligo o choveiro. Saio um pouco ensopada, mas tudo termina bem.
Em recompensa e agradecimento no outro dia Kaio se prontifica a preparar uma sopa de feijão quente só para mim enquanto ainda cambaleava de sono. Ele bate na minha porta e me serve, uma atitude que me surpreendeu. Kaio acaba deixando cair a sopa quente no chão e consequentemente nele. Espirraram algumas gotas muito quentes sobre mim, mas esqueci de mim e me preocupei com ele.
Em recompensa e agradecimento no outro dia Kaio se prontifica a preparar uma sopa de feijão quente só para mim enquanto ainda cambaleava de sono. Ele bate na minha porta e me serve, uma atitude que me surpreendeu. Kaio acaba deixando cair a sopa quente no chão e consequentemente nele. Espirraram algumas gotas muito quentes sobre mim, mas esqueci de mim e me preocupei com ele.
— Você se machucou? Ele continuava parado
onde estava.
Nisso ele cai no chão eu corro para
ajuda-lo.
— Você está bem? Suas mãos estão vermelhas
—
Eu só queria fazer uma comida. Dizia ele um tom de voz revoltada e um choro não omitido.
— Sua mãe pediu para que você não
trouxesse as coisas sozinho. Esqueço dos pingos que me queimaram que arderam. — Vamos colocar pomada.
— Vocês falam que consigo fazer as coisas sozinho como antes, mas na verdade até mesmo vocês duvidam.
—Você só precisa de um pouco de ajuda pra
se tornar logo logo independente.
— Você se machucou por minha causa.
— Esta tudo bem, só foram umas gotinhas quentes que respingaram.
— Esta tudo bem, só foram umas gotinhas quentes que respingaram.
Eu segurava as mãos dele enquanto ele
reclamava de dor e com cuidado lavava suas mãos com água gelada e depois
enrolei a atadura nas duas mãos dou uma batidinha no seu ombro indicando que
estava feito. Vou até a cozinha e vejo que ainda tinha sobrado sopa de feijão pelo chão,
então pego uma colher e experimento, realmente era saboroso, ele ainda por cima
era um ótimo cozinheiro. Mais tarde Kaio volta com um prato de mingau no meu
quarto.
— Sua comida é tão boa!
— Eu peguei a receita com a minha mãe, então tentei fazer o mais parecido possível
— Eu peguei a receita com a minha mãe, então tentei fazer o mais parecido possível
— Sua mãe é maravilhosa!
— Você ta bem mesmo? parece estar fungando
ainda. Ele acariciava meu rosto — O avião está chegando, abre a boca.
Tudo isso acontecia enquanto eu ria.
Tudo isso acontecia enquanto eu ria.
Chegou o dia da minha formatura do curso em que conclui. Por me arrumar
demais, me sentia envergonhado por isso.
— Não acha que estou um pouco exagerada?
— Você está perfeita! — Disse Kaio mesmo lamentando não poder ver—
Todos me elogiavam muito na formatura, não
paravam de me olhar, estava chamando atenção o fato de usar um vestido
vermelho. Chegaram a dizer que eu tinha roubado a cena dos professores. Sentia
que eu estava extravagante demais para a ocasião. A senhora, o senhor, Stenffor
e Kaio me felicitaram.
— Aryanna, não vai nos apresentar o seu
namorado? — perguntava um dos professores —
— Muito prazer eu sou o Kaio. E sim eu sou
cego.
Todos ficavam sem reação com a resposta de Kaio, mas todos levavam na esportiva. Assim admirados sem saber o que falar. Eu só conseguia tentar não rir do jeito do Kaio tinha falado.
Todos ficavam sem reação com a resposta de Kaio, mas todos levavam na esportiva. Assim admirados sem saber o que falar. Eu só conseguia tentar não rir do jeito do Kaio tinha falado.
No final da noite e da cerimonia de formandos e com já todos cansados Kaio parecia nervoso e juntando coragem para perguntar alguma coisa, eis que
ele me convida para comemoramos em um restaurante. Quando terminamos o jantar
caminhamos lado a lado pelas ruas de Île Notre-Damecobertas cobertos de neve,
onde tinha um banco de praça de frente para o mar e ali nos sentamos. Podiamos ver a neve caindo sobre as luzes dos postes de luz. Um guarda aparece pedindo para que saíssemos de lá e levamos uma bronca por estar andando com tanta neve caindo. Caminhando conversavamos.
— Você devia se permitir ter mais momentos
assim. Deveria voltar a tocar.
— O que eu vou perder? Eu não vejo nada.
Nem mesmo posso ver o seu sorriso.
Coloco a mão dele nas minhas bochechas e
sorrio, ele automaticamente sorri
— Bom...então... Pode não ser novidade o
que estou falando, mas você pode ver com com o seu coração, nunca ouviu que
as melhores coisas são sentidas e não vistas?
Ele coloca suas mão em meu rosto e da um
beijo suave na minha bochecha.
— Você tem razão. Eu me acostumei a lidar
com isso dessa forma, a esconder minha tristeza por estar assim, a esconder
essa parte do meu coração. Bom eu queria te dar um presente. Seu aniversário
está próximo não é.
— Você lembrou? O presente era uma
caixinha de música e dentro tinha um musico tocando piano.
— É um presente também para você lembrar
de mim.
Voltamos a caminhar e imerços no clima.
— Eu penso muito em você — Disse Kaio
— Dou um abraço forte pela a cintura
dele ainda caminhando e por ser mais baixa que ele.
Ele dá um sorriso e me abraça de volta bem
forte. Quando nos afastamos devagar, nós paramos, olho para o seu rosto e ele se aproxima de
mim lentamente com um beijo leve e suave, com mais com gosto de maça verde. Amava como seus lábios se moviam sobre os meus. Era um o primeiro beijo e ao mesmo tempo parecia uma despedida. Quando soltamos do
abraço parecia já senti falta. Para ele parecia não fazer sentido abraçar
alguém que não fosse eu.
— Você vai sentir saudade? Perguntava Kaio.
— Hum não.
— O que? Kaio figia estar com raiva.
— Brincadeira eu vou sentir sim. — Meus
olhos enchem de lágrimas. — mas não muitas, pois estaremos em contato sempre.
— Mas não é a mesma coisa.
— Olha não seja chorão.
No meio de uma gargalhada ele rouba um
outro beijo.
No caminho ainda feliz, mas de repente
penso em Kaio e em como ele ficaria depois que eu fosse embora e aquilo me fez
ficar triste.
— Não demore a voltar para me ver ok, eu
estarei te esperando e a receberei de braços abertos. Me promete, Aryanna?
— Sim?
— Sim?
— O que aconteceu? perguntava ele.
Eu estava mal por saber que teria que ir embora e deixa-lo temia por ter que deixa-lo
— Eu sou cego não burro, está acontecendo algum coisa só não sei o que.
Eu estava mal por saber que teria que ir embora e deixa-lo temia por ter que deixa-lo
— Eu sou cego não burro, está acontecendo algum coisa só não sei o que.
— Você deveria tentar levar um boa vida.
Você ainda vai ser muito feliz!
— E vou, porque você vai estar do meu lado.
— Ainda vai assistir a muitos por- do -sol. — respirava fundo— Me desculpa, por tudo Kaio, mas eu não vou voltar. Olha, eu não sinto o mesmo.
— Ainda vai assistir a muitos por- do -sol. — respirava fundo— Me desculpa, por tudo Kaio, mas eu não vou voltar. Olha, eu não sinto o mesmo.
— Você agora está tentando fazer eu te
esquecer?
— Naquele momento eu estava feliz e me deixei levar pelo momento, foi isso. — Meus olhos se enchia de lágrimas —
Ele para e se vira em direção a minha voz.
— O que eu estava esperando alguém que pudesse
realmente gostar de mim, isso é impossível. Eu respeito sua decisão.
— Eu não saberia cuidar de você.
—Você tem razão eu nunca vou ser um namorado normal, eu realmente não quero ser um fardo para você. Diz encarando o vazio a sua frente.
Ele me deixa sozinha do lado de fora e bate a porta de casa e as lágrimas caem de uma vez.
Já tinha- se passado um mês e no dia seguinte eu já estava de malas pronta e ele mostrava não ter muita importância.
— Eu não saberia cuidar de você.
—Você tem razão eu nunca vou ser um namorado normal, eu realmente não quero ser um fardo para você. Diz encarando o vazio a sua frente.
Ele me deixa sozinha do lado de fora e bate a porta de casa e as lágrimas caem de uma vez.
Já tinha- se passado um mês e no dia seguinte eu já estava de malas pronta e ele mostrava não ter muita importância.
— Ela merece alguém que não seja um peso, não iria querer prende-la do meu
lado. Disse Kaio.
Passara-se uns dias e eu já tinha regressado para o Brasil e na bagagem eu levava saudades e tristeza de uma despedida que eu não tive.
— Filho, o mesmo vento que leva, o vento
trás. Você deveria seguir os conselhos de Aryanna, viva a sua vida da melhor
maneira possível. Eu tenho certeza que ela gostou de você, ela deve ter tido um
fluxo de consciência e achou que agindo assim seria melhor.
— E daí, eu não ligo.
A senhora o deixa sozinho e Stenffor
aparece no quarto e conversa com Kaio.
— Cara, estou com você aqui. Mas me conta
você a beijou? Como foi?
— Não quero falar sobre isso.
— Anda me fala
— É que ela é inexplicável, eu admiro tudo
que ela faz.
— O que mais?
— O que mais eu poderia te contar?
— Sobre o que sentiu quando estava com
ela?
— Tem um abraço bom e quente. Apesar de
tudo ela me encorajou e trouxe sentido a coisas que antes eu não pensava,
consegui me encher de vida e a deixou mais bonita! e depois destruiu tudo.
— Que isso em rapaz. Pelo que a conheci,
ela vai voltar agora se anima.
Já aqui no Brasil pensava muito em meus dias com Kaio, eu sabia que a
minha curiosidade sobre ele não era normal desde o inicio. Agora tudo me fazia lembrar ele. Mesmo
sem dizer em palavras, Kaio me ensinou muitas coisas. Sabe aquele segundo que
acontece a paixão eu nem percebi quando me dei conta já estava apaixonada. Ah,
aquela beijo, sua mão quente aquecendo a minha. Pesquisei tantas vezes no
google como é o amor, mas ele não conseguiu me dizer as respostas. Kaio me
mostrou o que é o amor, me disse o que era, mesmo não falando eu te amo.
Depois de uns dias recebi uma caixa do
correio em que dentro tinha um ursinho e juntos na caixa tinha dois ingresso para o show de piano do Kaio aquilo fez meu coração dar saltos que nunca pensei que o coração pudesse fazer.
Sorrio animada em vê-lo tocando, porque estava tão feliz.
A uns meses vim fazer um intercambio, mas agora era importante pra mim ver-lo feliz.
A uns meses vim fazer um intercambio, mas agora era importante pra mim ver-lo feliz.
— Eu fui uma covarde e desisti dele. Mesmo que nossos mundos sejam mundos diferentes quero dizer para
ele o que sinto, dizer que eu estarei com ele por toda a vida.
Ele desce do palco e me encontra falando sozinha aquelas palavras.
Ele desce do palco e me encontra falando sozinha aquelas palavras.
— Agora parece que você está falando sozinha. — Ele sorrir.
Eu sorrio.
— Eu tava treinando o que falar.
— Fiquei feliz por ter vindo. — Ele abaixa a cabeça —
Olho nos olhos dele.
— Eu comecei a gostar de você, não sei se foi quando, se foi no momento em que você começou a sorrir para mim. Eu estarei ao seu lado.
Eu sorrio.
— Eu tava treinando o que falar.
— Fiquei feliz por ter vindo. — Ele abaixa a cabeça —
Olho nos olhos dele.
— Eu comecei a gostar de você, não sei se foi quando, se foi no momento em que você começou a sorrir para mim. Eu estarei ao seu lado.
— Você veio de tão longe, Aryanna, eu não iria desistir da gente tão fácil. Disse Kaio que me
encarava a direção oposta.
— Você tem sido a minha luz em meio a escuridão. Contudo vou abrir uma exeção para você. Você aceita ser minha namorada?
Eu sorrio da forma como ele se achava.
— Kaio, eu aceito ser sua namorada. Eu mal posso esperar viver a minha vida com você e descobrir o que o futuro nos reserva.
Eu sorrio da forma como ele se achava.
— Kaio, eu aceito ser sua namorada. Eu mal posso esperar viver a minha vida com você e descobrir o que o futuro nos reserva.

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