Vale do medo




Alice se arrumava para ir trabalhar em mais um dia da semana. Logo de manhã bem cedinho acorda, escova os dentes, toma banho, coloca a roupa, penteia o cabelo e em seguida vai tomar o seu café. Era por volta de 05:30 da manhã o tempo ainda estava escuro. Enquanto Alice tomava seu café ela ouve alguém correndo no seu quintal, ela olha rapidamente para sua porta, de vidro que dava para ver o lado de fora, mas mesmo assustada ela pensa que poderia ter sido algo proveniente de seu sono e cansaço, sendo assim ela volta a sua atenção para seu café. Ela toma mais um gole e gira sua cabeça voltando sua atenção novamente para a porta, ela olha por cima de seu ombro e escara a porta mais uma vez. Ela escara por alguns minutos, no silêncio do cenário de sua cozinha. Ela levanta e nisso ouve mais um ruído, algo como se fosse barulho de vidro se quebrando no chão, não deu tempo de gritar, quando viu o vidro de sua porta se estilhaçar “alguém deve ter tacado uma pedra” pensava Alice. Quando ela olhou mais de perto viu que tinham tacado um animal na sua porta. Apavorada ela ver que realmente tinha um gato preso nos caquinhos de vidros de sua porta, que agora estava ensanguentado e ainda se mexendo. Ainda com psicológico abalado ela tenta limpar o máximo possível e quanto ao vidro quebrado na porta, ela colocou um pano por cima para tampar enquanto estivesse fora.
            Foi para o seu trabalho ainda pensativa sobre o acontecimento bizarro mais cedo. Ao andar pelas ruas via que o amanhecer estava mais claro, porém ainda estava nublado e as ruas praticamente desertas. Ela tentou ligar para a polícia e denunciar, mas as linhas telefônicas estavam dando caixa de postal, talvez estivesse muito cedo. Ainda olhando a rua deserta ela pensava quem poderia ter feito algo assim e porque na casa dela. No ponto de ônibus Alice pega o primeiro ônibus que apareceu subiu e as portas se fecharam, ela reparava na expressão do motorista, ele olhava para ela de um jeito estranho parecia assustado e a encarava profundamente, ela se perguntava se por acaso haveria sangue de gato nela, mas ao procurar não achou nenhum vestígio, mas ainda sim todos no ônibus parecia que olhavam para ela de um jeito estranho, sem entender nada ela seguiu para o seu trabalho. Já dentro do estabelecimento onde trabalhava de costume ela comprimento com um bom dia o rapaz que era recepcionista na entrada da empresa. Ele a cumprimentou de volta e Alice
–  Hoje por acaso é algum feriado, ou algum dia atípico?
– Não, pelo menos não estou sabendo de nada. Diz com um largo sorriso.
Mesmo assim não se via a quantidade de pessoas de costume. Ainda achando estranho a pouca movimentação ela olha para a televisão que ficava no Holl de entrada e passava um noticiário informando que alguns países estavam protestando nas ruas e lutando contra algumas pessoas que estavam enlouquecendo nas ruas, apareciam cenas de policiais contendo essas pessoas, reforços do exército atirando para todos os lados.
 – Logo de manhã mais uma notícia ruim nos telejornais. Dizia Alice para ela mesma. Ela olha para o relógio e percebe que estava em cima da hora ao se distrair olhando para o telão. Alice entra no elevador mexendo em seu celular, o elevador dispara pequenas quedas de luz que faz ela deixar o celular cair no chão e ficar com falta de ar pelo susto, naquele mesmo instante aquele elevador parece ter demorado a chegar ao seu andar de trabalho, parecia que estava tendo uma certa interferência.
            Ainda sem entender o que tinha de errado nesse dia e ainda sentindo um aperto do coração, uma angustia, ela desce mais tarde para o seu almoço, no corredor que a leva para o elevador ela avista mais uma vez um gato morto em sua frente, como se alguém tivesse mastigado ele e jogado fora ali bem perto de sua sala, novamente aquilo estava acontecendo, aquilo fez com que ela começasse a tremer e o seu coração disparar. Do elevador saem pessoas estranhas e parecendo estarem feridas que mal ela podia olhar para elas, pareciam criaturas de outro mundo, mas ela decide se aproximar para poder ajuda-las. Quando ela se aproxima deles, eles começam a rosnar muito alto e de forma agressiva a deixando ainda mais com medo. Ela decide pegar rapidamente as escadas do outro lado, enquanto corria sentia eles vindo atrás dela. Alice entra em uma porta de emergência, mas estava trancada, ela desce mais algumas escadas e consegue achar uma que estava aberta, sem pensar duas vezes entrou e se trancou. Alice respira fundo enquanto ouvia o passo deles, ela segurou a porta mesmo estando trancada tentando fazer o menor de barulho possível. Ela ficou trancada ali dentro por volta de três horas, sentada, cansada e com sede. Ela decide espiar do lado de fora para ver se eles já tinham ido embora, ela abre a porta lentamente e olha para todos os lados, vai descendo os degraus mesmo sem ter nenhum tipo de refúgio, ou algo para se defender, somente ela e a sua coragem. Enquanto descia ela via rasto de sangue por todo o chão, objetos destruídos, pedaços de roupas, e sujeiras como nunca tinha visto antes. Quando finalmente chegou ao primeiro andar a porta estava aberta como se tivessem destruído a porta com força, Alice simplesmente não via mais ninguém no térreo do prédio. – O que está acontecendo, onde estão as pessoas?  Provavelmente todos teriam corrido para suas casas em busca de proteção, Alice pensava. O tempo que ela passou dentro da dispensa não tinha percebido que já estava de noite e o resto da empresa estava sem energia elétrica, os celulares estavam sem área, assim como não estavam funcionando o dia inteiro.
Ela pisa para fora e vê que o cenário de horror e destruição mal podia reconhecer o lugar, ela vai até a bancada que ficava o recepcionista na entrada. Aquele rapaz que trabalha aqui, a qual ela dava bom dia todos os dias e hoje de manhã, estava espatifado no chão extremamente ferido no balcão onde trabalhava, como se estivesse tentando se proteger ainda se mexendo, assim Alice o encontrou.
–  O que aconteceu? O que está acontecendo?  – Pergunta desesperada.
Ele al conseguindo falar, se esforça a dizer algo e parecia tentar ajuda-la
– Eu não sei... – Dizia em meio ao seu choro, mas não pela dor, sim pelo pavor – Tem pessoas selvagens atacando violentamente em todas as partes, se fosse você não saia daqui, se tranque, se tranque.
– Não. Temos que procura ajuda médica para você. – Dizia em estado de aflição.
– Só me deixa aqui, acho que para mim não tem jeito mais, sinto como se... eu não sei explicar, mas sai de perto, vai embora, ou se tranque.
Ela se assusta com o modo como ele falava, como a voz tinha mudado.
 – Como eu posso te deixar, Luís?
De repente a expressão desse homem se transforma, espuma saia da sua boca, parecia que seus ossos estavam se quebrando, ele não parecia mais ser um humano, sons perturbadores que nenhuma ser humanos emitiam. Alice se afasta aos poucos lamentando em ter que deixa-lo. Com muito medo ela sai do prédio e vai correndo para a porta de saída ela não sabia o que estava acontecendo, mas no caminho para sua casa continuou com o pensamento nele, e tentaria buscar ajuda... anda mais um pouco e chega em um hospital, via todas as luzes apagadas parecia que tinha ocorrido um blecaute na cidade, ela pega um caminho até a entrada do hospital e vê as luzes de dentro piscando, mas fica com receio de ver aquelas pessoas novamente e decide continuar andando. Depois de andar muito e muita cansada ela consegue chegar na rua de sua casa, ela mal reconhece o lugar, outra vez parecia que tinha passado um vendaval, simplesmente parecia que ela tinha dormido por um ano e quando acordou estava vivendo o fim do mundo. Ao chegar na porta de casa em desespero ela percebe as ruas continuavam deserta. Entrando em casa ela nem precisou abrir a porta já estava como se tivesse sido aberta com força e nisso a casa estava como se tivesse sido assaltada janelas quebradas, sem alimento, sem telefone. Ninguém para pedir ajuda e sem entender o que estava acontecendo ela decide tentar tampar a porta e janelas e ajeitar o máximo de coisas para passar essa noite. Sabendo que não estava segura ela coloca um armário pesado do segundo andar de sua casa para servir de porta, coloca cortinas e papelões nas janelas. Mais tarde Alice cozinhava lentilhas, a única coisa ela encontrava em seu armário. Depois enquanto tomava banho ela percebe uma ferida que até então ela não tinha notado, uma ferida profunda no braço que ao entrar em contado com a água fez ela gritar de dor. Em meio ao banho a água acaba, ela se seca coloca uma roupa e arrasta o armário posto na porta para poder ver o registro da água do lado de fora. Enquanto ela se abaixava para ver o registro que ficava na varanda ela ouve ruídos na rua, ela se levanta para verificar se não tinha ninguém, ela abaixa mais uma vez e consegue endireitar o registro, quando ela levanta ela ouve som de tiro e se abaixa e vai correndo para dentro de casa. Com pressa ela tenta botar o armário novamente como porta, mas duas pessoas correndo invadem, entram dentro da casa de Alice e a ajudam a empurrar o guarda-roupa contra a porta.
– Precisamos sair daqui o quanto antes – Dizia o rapaz
– To com medo! Dizia uma menininha
– Quem são vocês? – Pergunta Alice
Ela percebe que estão lhe observando com um olhar preocupados a encarando.
– Vamos, Sara, não podemos continuar aqui nessa casa – disse o rapaz
– Vocês estão indo para onde?
– Você foi mordida por um deles? – Pergunta o rapaz encarando o machucado em meu braço
– Como assim um deles?
– Por um infectado.
Nessa hora passa um filminho na cabeça de Alice lembrando daquelas pessoas machucadas que viu no elevador e a estranha morte de seu amigo porteiro.
– Não eu não fui mordida
– Isso é o que você diz – Dizia o rapaz
– Posso ir com vocês? Eu estou perdida, vocês são as primeiras pessoas que eu vejo depois de horas. Dizia chorando
– Sinto muito, você não pode ir com a gente. Disse o rapaz – E melhor permanecer na sua casa.
– Mas Valentim? – Disse a menina
Os dois se entre olham
– Acredite em mim isso não foi mordida, eu acho que machuquei na hora que eu estava correndo. Por favor? Eu estou sozinha e não sei o que fazer.
– Na verdade não sabemos para onde estamos indo direito, as ruas mudaram muito desde a última vez que vinhemos. Disse o rapaz
– Não moramos aqui. Disse a menina
– Eu te mostro o caminho, mas só se você me levar com você – dizia ela com autoridade.
O rapaz olha para a menina e pensa
– Vou ficar de olho em cada movimento que fizer, qualquer coisa que for suspeito eu sou capaz de matar você.
– Justo. Assustada Alice consente a condição
– Ao amanhecer nós vamos – Diz o rapaz.
Mais tarde quando tudo tinha se acalmando mais um pouco todos se sentaram no chão da sala fazendo uma roda em que o silêncio invadia e consequentemente se entreolhavam, exceto o rapaz que ligava o cigarro. Alice tosse estando um pouco incomodada.
– Vocês podem se apresentar, se quiserem.
– Meu nome é Sara sou irmã mais nova do Valentim e eu tenho 16 anos – Ela cutuca o irmão para que ele fosse o próximo a se apresentar.
– Valentim – Sara o cutuca mais uma vez o irmão
– Por acas isso é uma roda de bêbados anônimos? ok 
tenho 26 anos.
– Prazer em conhecer vocês. Eu me chamo Alice e também tenho 26 anos, trabalho... ou melhor trabalhava em uma editora... Agora podem me explicar o que está acontecendo?
– Você não sabe mesmo – Disse Valentim sem paciência
– Zumbis  – disse Sara.
– Não sabemos ao certo como tudo isso começou. Quando viemos visitar o nosso pai aqui na cidade chegamos a casa dele e não o achamos, então permanecemos na casa esperando por ele. Sara ligou a Televisão e dizia que a cidade estava tendo um caos, mais tarde começou um tumultuo do lado de fora da vizinhança, Sara entrou correndo para dentro e nos escondemos, assistimos da janela uma pessoa correndo e sendo mordida por um deles, ela começou a ter reações estranhas o comportamento mudou e começou a se debater no chão não sabemos o que são isso.
– Eu moro com o Valentim, ele cuida de mim, mas por mais que meu pai tenha abandonado a gente. Eu o amo e quero encontrar ele – dizia Sara preocupada.
– Nós vamos encontrar ele, eu prometo. Dizia ele atenciosamente
  Eu sinto muito.
– Enquanto você. Você vai ter que dormir trancada no seu quarto essa noite – Disse Valentim
– Você quer impor algo pra mim em minha própria casa? Eu não sou uma daquelas criaturas.
– Não quero botar em risco a vida da minha irmã, nem ao menos você sabe se isso foi uma mordida.
– Ok farei isso no entanto que cumpra a sua promessa.
Mais tarde o vento assoviava enquanto Alice era prisioneira dos pensamentos aterrorizantes, que tinha vivenciado no dia de hoje. Uma chuva cai com força no telhado.
– Você sempre temperamental, você nunca tratou uma garota assim, não pegou leve com ela
– Entenda, Sara! não estamos falando de sermos cordiais, nós estamos correndo perigo.
Os dois irmãos escutam um barulho e ficam atentos, Valentim pega uma arma e teme por Alice ter se transformado em um deles.
– Fica aqui. Pedia Valentim
ele aponta sua arma e Sara tampa os ouvidos.
– Calma só sou eu.
– Eu falei para você ficar dentro do seu quarto até o amanhecer
– Eu to com fome
– Fome? De carne humana?
– Não, eu não me transformei, já disse que não fui mordida.
– Eu acompanho você até a cozinha.
Ainda com a arma apontada
– Valentim – diz Sara. – Vai assustar ela.
– Isso é novidade para mim – Diz Valentim – O que está procurando?

– Lentilhas e ervilhas são as únicas coisas que sobrou em minha dispensa, devo cozinha-las?
Ele sorrir cansado
– Valentim, se ela tivesse sido mordida, ela já estaria naquele estagio estranho. Dizia Sara
– Ainda não estou convencido.
Ele a olhava analisando e tentando descobrir algo, mas aquilo incomodava Alice, além de ter concedido o lugar ele desconfiava todo o tempo dela. Ao observar melhor ela pode ver que ele tinha barba, de certo modo ele parecia gentil, porém ao mesmo tempo ele era parecia o tipo de quem não tinha medo de nada, porém atento quando a ferida em seu braço, ele soa bem intimidador, mas parecia um capitão um líder de um navio.
– Sua confiança é surpreendente, além de ser impetuoso e presunçoso de ainda estar segurando essa arma apontada para mim
– Já estamos nos conhecendo melhor.
Valentim percebia a bravura de Alice, mesmo diante do que ele a ameaçava, ela não desistia fácil. Diante de tudo, das barreiras que ela tinha colocados na casa para proteger a sua irmã e a si, Alice realmente lutava pela sua vida.
            No dia seguinte Alice colocava na mala seus utensílios, roupas entre outras coisas em uma mala. Valentim fala que se ela quisesse sobrevier ela teria que abrir mão dessa enorme mala, pois eles teriam que correr. Alice ficou inconformada.
  Essa é a nossa nova realidade, é assim que vamos viver, nada vai voltar a ser como era antes. Trabalho, família não precisa se preocupar me levar essas coisas.
Valentim olhava da janela do quarto de Alice e via que a rua estava deserta. Procurava onde poderia achar um carro, mas não via nenhum à vista.

 Não posso aceitar o que foi tirados de nós.
– Não podemos ficar aqui, não temos mais comida e a luz não sei até quando vai durar.
– E o que tem lá fora, eu ouvi tiros ontem, o que nos espera?
 Vamos descobrir juntos então. – Ele fecha a cortina –
Eles descem
– Escuta Sara, vamos sair agora para procurar um carro e tentar fazer ligação direta.
– O que? Não você não pode ir lá fora, não me deixa, vamos arrumar um outro jeito não precisa se sacrificar assim. Eu vou com você, eu vou no lugar no lugar da Sara. Em prantos.
 Você não pode vir junto, você vai ficar aqui para vigiar a porta e deixa-la aberta. Alice, se vier qualquer coisa que não seja a gente você a fecha sem pensar duas vezes.

– Você tem medo de deixa-la sozinha comigo é isso? mas está colocando em risco da mesma forma a levando para fora – Diz levantando a voz
– Eu vou voltar eu prometo. Diz brando. Então certifique de ficar na porta me esperando para poder abrir.
– Ele não é tão rígido assim. Disse Sara
– Eu sei disso, ele é só um irmão dedicado, vai ficar tudo bem estarei esperando por vocês.
Os olhos de Valentim se encontram com os de Alice.
– Mas você chorou mais do que eu. Sara ria e Alice também. Mesmo no meio de tudo que estava acontecendo elas conseguiram sorrir.
Assim que abriu as portas ela dizia para ela mesma
 – Tudo bem tudo bem. Repetidamente um ataque de ansiedade a tomava.
Valentim segura na mão de Sara e os dois saem correndo até o carro
  Em seguida vou tentar dirigir para fora da cidade até o fim do dia e depois tentar sair do estado e assim por diante.

  E a Alice? perguntava Sara e ele a encara.
Alice morde o interior da bochecha enquanto esperava. Gostaria de manter a imagem de uma mulher forte, mas naquele momento ela temia por eles não voltarem. Ela percebe que foi exatamente isso que aconteceu. Em seguida arrasta o guarda-roupa novamente para a porta, mas aparece um daqueles infectados, criatura, transformado ou zumbi, seja o nome que for, estava impedindo a passagem da porta. Com toda força Alice tenta fechar, mas começa a aparecer mais deles e eles empurram, Alice já não conseguia aguentar o peso e eles conseguem entrar dentro da casa. Ouve-se um tiro, e os zumbis se distraem. Alice corre para o seu quarto e tranca a porta e sobe na janela, a altura era grande, mas ela não tinha outra escolha e pula. Quando Alice se machucou Valentim correu para trás da casa ver Alice, ela estava teimosa falando que não tinha sido nada, mas ele vai insistir até puxar ela para cuidar da ferida.
– Vou te carregar até o carro. Agora temos que ter um jeito de passar por eles
– Onde está Sara?
– Ali no carro abaixada.
– Não terá como despistar eles, principalmente você me carregando.
Sobre a luz do dia, eles estavam encurralados. Enquanto parados eles viam corpos no chão, Alice virava o rosto para não olhar e com cuidado para não pisar. Enquanto isso Sara que ainda estava no carro e chamou atenção deles para que Alice e Valentim pudessem passar. Nisso Valentim solta Alice, pois os zumbis correm atrás de Sara. Valentim atira em todos, o que faz chamar mais atenção de vários outros. Alice tenta correr o máximo, mesmo com dores, até chegar ao carro e consegue se soltar de um que a segurou pela perna e a fez cair, ela chutou com força. Ela consegue chegar até ao carro e dirige até onde Sara e Valentim estavam e por pouco eles conseguem entrar no carro. Ela liga o motor com muito custo e dirijo. Ela passa por cima de todos os zumbis, mas tremia por passar pela multidão que estava se acumulando. Ela acelera e conseguiram e seguir viagem.
– Eu não tinha o direito de passar por cima deles, eles não tem culpa de estarem assim. Desabafava chorando enquanto dirigia.
– Ei você faz perder o controle?
– Eu vi um amigo se transformando.
– Eles já estão mortos, estamos tentando sobreviver, essas pessoas já não são elas mesmas.
– Você diria o mesmo da sua irmã do seu pai? Valentim fica em silêncio.
– Eu faria o que é preciso fazer. Dizia ele durão depois voltando a olhar para o retrovisor na janela.
Enquanto Alice ainda dirigia ela freia bruscamente depois de para um homem misterioso na frente do carro pedindo por ajuda. Um homem com roupas rasgadas, um humano da qual até se podia duvidar, pois tanto tempo sem ver pessoas que agora ela entendia a forma que Valentim desconfiava dela.
– Vocês podem me ajudar voltar para a minha cidade. O homem mostra um mapa.
– Conheço não parceiro sinto muito. Estamos tentando sair da cidade.
– Eu não estou mordido, olha, olha... Dizia o homem
Valentim olha Alice
– Ele está sozinho precisamos ajudar ele.
– Eu posso ajudar a proteger elas, quanto mais pessoas melhor, me ajuda eu to sem carro.
Do lado de trás Sara tinha uma expressão assustada.
– Olha desculpa, eu levo elas ta tranquilo. Apesar do seu tom brincalhão sinto uma insegurança em Valentim que no entendo pega um cigarro.
Aquele homem começa a ficar nervoso e a puxar a blusa de Valentim, até que ouvem mais tiros e aquele homem cai do lado. Alice pisa no acelerador.
– Vocês estão bem?

– Onde aprendeu dirigir tão bem?
– Só não sei fazer ligação direta. Ela olha para ele e sorrir.
– Sua perna está melhor? Retruca Valentim
– Ainda dói.
Valentim olha preocupado
– Parece que além de zumbis temos pessoas querendo atirar uma nas outras. Alice olha com espanto para Valentim.
– Já está anoitecendo, vai ficar difícil viajar no breu, mas já avançamos bastante. Vamos parar um pouco para cuidar da sua perna. Chegaram para fora da divisa do estado, mas a meta era ir o mais longe possível para conseguirem ajudar. Eles pararam em uma casa no alto e antes de entrar Alice e Sara ficaram dentro do carro abaixadas esperando o sinal de Valentim. Destemido e líder o que precisávamos, precisávamos de alguém exatamente como ele. Ele demora um pouco, o que faz a gente ficar preocupadas. De repente vemos uma luz, era o combinado da lanterna e ainda mostrando miojo e remédios, o que fez naquele momento a gente sorrir.
– Obrigada.
– Eu não iria voltar
  Faz tanta questão da minha presença assim? – Falo com tom irônico –  Eu sei que não ia, eu senti isso, mas o que te fez mudar de ideia?
  Você é o tipo de menina que eu gosto, sabe.
Ela estremece
– O que?
– Eu achei que isso iria impressionar você. Diz se exibindo e ela vira os olhos.
– Eu não sou um cara tão mal quanto pareço.
– Pode deixar seu segredo está guardado comigo. – Ele sorrir e olha para baixo – Parece que seus cigarros acabaram.
– Eu já estava querendo largar esse vício mesmo. Eles sorriem
– Isso é bom! isso é bom. Ela o confortava ele com tapinhas leves em suas costas.
Ele a olhava parecendo curioso sobre algo.
– Gosto de falar com você. Disse ele
– Gosto de falar com você também
Ele bebe mais um gole de água – Que droga foi essa que acabou de acontecer?  Um estrondo do lado de fora. Pessoas arrombando o lugar. Ouviram os gritos de Sara, depois só conseguiram ver que todos eles estavam em um caminhão, parecia estrutura de um caminhão do das forças armadas. No dia seguinte Alice acordar em uma areia parecia estar em uma praia. Ela procura por Valentim e Sara e grita aos quatros cantos sem se importar em chamar a tenção de algum transformado. Até que ela o encontra ainda desmaiado e faz de tudo, tenta respiração boca a boca e ele desperta.
– Acorda, o que aconteceu, onde estamos?
– Eu não sei. Diz ele ainda tonto, ele olha ao redor. –  A Sara onde está?
– Eu não achei ela ainda.
Ele se levanta rapidamente.
– Calma a gente não pode entrar nessa mata, não sabemos o que vamos encontrar lá é muito perigoso.
– Não posso ficar de braços cruzados enquanto a minha irmã... está sozinha correndo perigo, você pode ficar aqui se quiser.
– Não, eu vou junto.
Entraram para o interior da Ilha.
– Aquele homem quando me mostrou um mapa, parecia ser uma Ilha.
– Então nos colocaram aqui como forma de resgate?
– Mas parece que teremos que achar esse lugar aqui
– Então a Sara está bem, Valentim. Ela deve estar melhor que nos dois.
Enquanto eles caminhavam procurando, Alice não parava de falar, ela já estava cansada, mas não queria admitir e de alguma forma conversar ajudava a ela a se manter acordada.
– Porque fechamos os olhos para beijar? para sentirmos, então como isso pode ser uma coisa não romântica para alguém. Eu já to falando besteira.
– Você pode ficar quieta por um minuto? Ele pede ainda paciente.

– Porque?
– Sabe que sua voz está irritando. Sabe disso, não é? Acho que sabe que está.
– Você ta sendo malvado comigo de novo, seu grosso...
Ele a beija.
– Isso foi uma forma de fazer você fica quieta. Além disso não precisamos chamar a tenção.
– Você não tinha o direito de fazer isso comigo, só porque estamos sozinhos pensa que pode me beijar?
– Olha já está ficando de noite. Teremos que para em algum lugar.
– Mas aonde?
Ele aponta para um caverna rochosa e mais tarde eles já estava ali se escondendo, mas ambos não sentiam sono. Alice tremia de frio e Valentim não sabia o que fazer para ajudar e a abraça e ela se aconchega no seu abraço.
– Vamos achar a Sara, vai ficar tudo bem! e os dois acabam pegando no sono.
No dia seguinte Alice acorda e coloca a mão no rosto de Valentim, ele estava queimando de febre.
– Valentim, acorda! Você ta com febre. Vou tentar pegar um pouco de água.
Ele segura Alice pelo pulso dela.
– Quando eu fui resgatar você, um deles me arranhou, até então não só tinha sido um arranhão, mas depois essa cicatriz começou a ficar mais grudenta e feia– Ele a mostra –
Ela se espanta.
  Mas essa reação pode ser pelo machucado, não necessariamente você está se transformando.
  Olha pra mim, essa febre não quer abaixar.
– Mas de qualquer forma eu não vou deixar você, assim como você nunca me deixou.
  Não tem graça, você não pode ir lá fora sozinha, lembra sou seu herói, vai ficar tudo bem comigo!
 – O que tem sua mão?
– Deve ser nervosismo só isso. Por mais nervoso realmente que estivesse ele não demonstrava para mim, ainda fazia piada, mas naquele momento ele já não conseguia disfarçar mais tão bem. Depois de algumas horas que ele já estava delirando de febre.
– Você tem que viver.
– Eu não sei fazer isso sem você.
– Acredita em mim você vai sobreviver. 
– E você, promete pra mim que você vai?
– Pelo menos, você foi você quem eu vi por último. Dizia ele a ela alisando seu rosto. Enquanto ele estava deitado no chão. Os olhos dela se enchiam de lágrimas enquanto segurava no cabelo dele.
– Já chega eu vou buscar ajuda. O amor é uma das formas de energia tão poderosas quanto a força da eletricidade ou do magnetismo, isso foi meu combustível, pois mesmo a coragem não é ausência do medo, mas a força para enfrentar.
Pela expressão de Valentim, parece que gostaria de dizer alguma coisa, mas se contém, pois mal conseguia falar.
Em um pátio, sobre a luz do sol Alice finalmente encontra o lugar em que as pessoas estavam a procura. Ela bate no portão pedindo ajuda, rapidamente eles a levam para uma sala de exames para um teste para saber se estava infectada, mas ela gritava por só querer ajuda. Um senhor ouve Alice gritar o nome de Valentim e via a Sara de longe e dá uma abraço nela.
– Pai, ela sabe onde está o Valentim. Dizia Sara
– Ele está na Caverna, está muito doente. Ela desmaia.
Depois de alguns dias Alice acorda em um quarto de hospital. Olha para os lados e encontra Valentim na cama ao lado. Já acordado ela percebe que ele já estava a olhando, ele sorri e ela sorri de volta, ela estica a mão e eles seguram a mão um do outro.
– E agora o que vamos fazer?
– Eu não sei, vamos nos refazer, mas agora vamos começar juntos?
Sara aparece e comemora.

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