Havia
um lugar na Pensilvânia em que um homem um pouco mais velho, humilde e simples
ganhava seu sustendo da vida trabalhando como caminhoneiro. Certo dia dirigindo
em um sol quente, ele vinha refletindo sobre a vida. Via da janela pássaros
voando no imenso céu azul e pensava “qual seria o destino deles, para onde
voavam os passarinhos? ” Ao chegar no destino deixará os pacotes de entrega de
mercadorias internacionais e volta para o estabelecimento de onde veio.
Chegando no deposito ele lembra que hoje a noite seria o dia em que ele
viajaria de um estado para o outro para de manhã cedinho as encomendas já
estarem entregues, sendo o dia de trabalho que ele mais temia por conta dos
inúmeros acidentes na estrada que acontecia, fora ser cansativo, pois não
dormia.
Na estrada ele dirigia já por muito tempo e para no caminho por ver duas vias, ele opta pela mais estreita e segue adiante. Nesse caminho ele já não via carros passando por lá, mas ele enxerga um acidente de carro logo a frente e para o caminhão para prestar ajuda, mas ao descer do caminhão ele já não via acidente nenhum. Ele só via o breou.
– A muito tempo ninguém passa por aqui. Ele ouve uma voz vinda de algum lugar.
– É eu estou de passagem para fazer uma entrega.
Ele olha para trás e vê uma moça.
– Olá, o que faz aqui sozinha? Está tudo bem?
– Está falando comigo? Perguntava assustada enquanto olhava por trás dela conferindo se não via alguma outra pessoa.
– Estou sim. Disse ele.
– Você pode me ver?
– Sim, você se machucou?
– Não está assustado em me ver?
– Bom... não estou
– Você não tem medo. Será que por isso consegue me ver?
– Agora estou começando a ficar.
– Você não fica com medo de ver uma adolescente sozinha na estrada com um vestido de balada?
– Desculpa – ele dá uma risadinha –
– Do que você está rindo?
– Desculpa, mas é que não vejo uma adolescente na minha frente.
– O que? Como assim? Ela corre para olhar no espelho do retrovisor do caminhão e dá um grito.
– Eu queria saber se está tudo bem, estou confuso, agora pouco vi que tinha um carro aqui na frente amassado e agora não tem mais?
– Você viu o carro também? Toda noite eu venho aqui ver o acidente que aconteceu comigo. Aqui eu lembro ainda que eu tinha vida e isso me traz de volta de alguma forma. Nossa, mas mesmo assim o tempo passou pra mim, olha só meu rosto.
– Você está querendo dizer... que eu estou falando com uma fantasma? que envelheceu?
– Ainda to admira em como não está assustado.
– Espera ai, como eu consigo te ver? Será que eu morri também?
– Não se preocupa, você está vivo. Agora só não entendo como você consegue me ver
– Isso é bem estranho
– Nem me fala, mas fica tranquilo eu não assusto ninguém, as vezes até acho que devia, porque fico tão entediada.
– Bom, se isso ajuda, ouvimos dizer que todos os fantasmas são pessoas que morreram com assuntos inacabável e esse parece ser mais um caso, o seu.
– Hum bem pensado, só não sei o que to fazendo aqui ainda, não consigo me lembrar. Olha só eu desabafando com você já.
– Não tem problema, sou um bom ouvinte
– Já que é assim, prazer me chamo Lorena.
– Eu sou o Jacab.
Um policial para com sua viatura e saindo do carro perguntando o que Jacob estará fazendo ali sozinho. Jacob mostra o endereço para o policial, ele sinaliza que Jacob tinha pego o caminho errado e aquela rua estava bloqueada por uma cerca a anos, por conta de inúmeros acidentes nessa cerra. O policial da viatura honestamente o policial não sabia como Jacob tinha conseguido ultrapassar com esse caminhão e infelizmente teve que levar ele até a delegacia e depois poderia ser liberado. No caminho para a delegacia Lorena aparece ao lado de Jacob no banco de trás.
– Será que vai me ajudar a descobrir? Acho que esse motivo de só você me ver é que só você poderá me ajudar.
– Eu não sei de nenhum jeito, só eu consigo te ver, e por causa disso eu estou indo para a delegacia.
– Conhece de algum lugar meu pais?
Jacob fica em silêncio
– Por favor preciso da sua ajuda, Jacob!
– Quais os nomes dos seus pais? Dizia em voz baixa.
– O nome dos meus pais eram Melissa e Rubens.
– Olha sinto muito, Lorena, mas eu não conheço nenhum desses nomes
– Pensa bem
– Desculpa, não lembro mesmo
– Ah, tudo bem!
Ele a olha para ela e ela parecia estar agora com um semblante de desapontada. O policial olha estranho para trás achando que ele fosse louco, o que poderia prejudica-lo, porém depois de terem se resolvido na delegacia ele vai para casa e Lorena aparece na casa dele.
– Levei susto com você parada na minha frente.
– Você não se sente uma pessoa solitária morando aqui sozinho?
– Não me sinto. Minha família mora aqui na mesma rua. Eu só trabalho como caminhoneiro, viajo e ouço minhas músicas.
– Você fez isso a sua vida toda?
– Como eu já disse, eu só faço isso.
– Me conta vai, só tem nós dois aqui.
Ele olha para ela um estando um pouco impaciente, mas consente a vontade de Lorena.
– A um tempo atrás eu costumava ser animador de crianças em hospitais, me vestia de palhaço e tudo mais. – Dizia ele sorrindo ao lembrar – Nossa quanto tempo não me lembrava disso.
Ela sorria e prestava atenção em tudo que ele falava.
– Nossa, que trabalho incrível! Viu só como é bom lembrar! E porque parou?
– O hospital onde trabalhava fechou. Ele se levantou e abriu a geladeira para pegar uma garrafa de cerveja.
– Eu entendo é uma pena, porque pela forma que fala parece que gostava mesmo do que fazia.
Jacob para de beber e olha para ela, eles ficam em silêncio por alguns segundos.
– Me diz uma coisa, depois que descobrir o assunto inacabado você vai embora de vez?
– Nossa, quanta gentileza.
– Não é isso, é que eu acho
que de certa forma, não é nada.
“Eu acho que já vou sentir sua falta.” Pensava
Jacob.
– Pela lógica sim. – Ela olha ao redor e via poucos portas retratos.
– Não tem nada de lógico em tudo isso, Lorena.
– Você não tem esposa? Perguntava ela curiosa.
– Não, eu nunca me casei.
– Sério? Você também nunca encontrou o amor da sua vida?
– Algumas vezes pensei que sim, mas na verdade não era o amor pra minha vida. Pera ai, você disse, também? quer dizer que você se lembra de nunca ter encontrado o seu.
– É... disso eu tenho certeza, nunca encontrei e era algo que sempre sonhava.
– Eu acho que essa pode ser sua missão achar o amor que não teve em sua vida e agora está sendo dada essa chance.
– Quer dizer que você via arrumar um namoradinho pra mim? Mas como vou achar se ninguém consegue me ver?
Ela olha pra Jacob por uns instantes e seu coração começa a pulsar como nunca mais antes, ela sentiu como se voltasse a vida nesse instante.
– Acho que sou eu. Mesmo eu ou você não gostando da ideia.
– Não é possível eu saberia, eu não estou apaixonada por você, como pode ser você?
– Eu não sei, mas essa pode ser a única explicação. Bom, você quer tentar? Para descobrirmos, só saberemos tentando. Não acredito que estou falando isso, estou paquerando uma fantasma.
– A que ponto chegamos, não é mesmo?
– Tudo para me livrar logo de você. Disse ele irritado.
– Ok, talvez se você tirar a barba vai ficar bem jovem, esqueceu que eu sou uma adolescente presa no corpo de uma mulher mais velha?
– Sei. Ainda é exigente.
– Poderia ser um encontro? É que eu nunca tive um.
– É só dizer onde quer ir.
– Eu não me lembro dos lugares.
– Tinha me esquecido, que tal uma surpresa só saberá no dia.
Ela sorri animada e tenta disfarça a empolgação.
Ele a olha com ternura por ver a felicidade dela.
– Por mim tudo bem. Até que para alguém que vai sair com um fantasma você é bem romântico.
No dia seguinte Jacob acorda e procura por Lorena assim que levanta da cama, chama pelo nome dela, mas nada dela aparecer. A mãe de Jacob aparece na cozinha e pergunta quem ele estava procurando. Jacob leva um susto ao ver sua mãe.
– Você estava com alguma moça aqui na sua casa?
– Não, mãe, quero dizer, eu não estava com uma pessoa, exatamente.
– Como não meu, amorzinho? Olá eu sou a Lorena muito prazer, senhora!
Jacob corre para abraçar Lorena.
– Eu pensei que depois de descobrir sua missão ontem você tinha ido embora.
– Não, tem o encontro ainda esqueceu?
– Nunca mais vou te deixar ir.
– Eu estou aqui e agora, vamos aproveitar muito começando de agora.
A mãe dele olha espantada para seu filho Jacob e para Lorena que estavam na sua frente.
– Muito prazer, quer tomar café conosco?
– Claro. Dizia ela com um sorriso largo e Jacob meio perdido por sua mãe estar conseguindo ver Lorena também. Na mesa Jacob fica olhando para Lorena perplexo com tudo que estava acontecendo.
– Como se conheceram? O Jacob nem me contou nada.
– É que... Eu estava esperando o momento certo. Disse Jacob
– Estávamos esperando tudo estar bem certinho para podermos oficializar, né Jacob.
– Meu filho deve estar se sentindo tão feliz, nunca mais vi os olhos deles brilharem tanto.
Lorena olha para Jacob.
– Eu concordo, olha só para ele e eu também confesso que estou muito feliz.
– Mas então como se conheceram?
– Foi em uma dessas viagens que ele faz de caminhão, sabe como é que é, né? Disse Lorena.
– As coisas foram acontecendo sem sabermos como explicar, sabe. Disse Jacob
– Já terminei o meu café, agora eu vou deixar o casal sozinho, seus danadinhos! Até mais tarde.
– Fecha a porta –
– Como isso aconteceu Lorena?
– Eu não sei, meio que eu apareci aqui na sua casa, abri as janelas de manhã e o vizinho acenou pra mim dando bom dia, e agora eu me sinto tão bem, parecia que meu coração estava preto em branco e agora voltou a ser vermelho.
– Mas você sabe que o coração é branco, né? ele só fica vermelho por conta do sangue.
– Você entendeu. Ela dá uma batidinha no braço dele
– Você está viva de novo? Pergunta empolgado
– Sim. Mas só por um tempo, então vamos aproveitar e fazer todas as coisas que casais fazem.
– E depois você vai embora?
– Não vamos estragar o nosso dia juntos, você me prometeu um dia especial.
– Posso te abraçar?
– Claro que pode, querido! Pera aí você está suado?
– Estou, corri tanto te procurando. Ele sorri
– Eka! Me larga seu monstro.
– Vou eu te abraçar mais forte quero aproveitar cada segundo. Namorados não tem nojo.
Lorena começa a rir e a tentar se soltar do abraço de Jacob, enquanto ele abraçava Lorena a força, até que ela conseguiu se soltar e ele foi correndo suado atrás dela. Ela corre para fora de casa e acaba caindo no gramado. Deitada no chão Jacob pergunta se ela estava bem, ela responde que estava mais viva do que nunca. Ele estende os dois braços se oferecendo para puxar ela de volta e ao estender o braço ela o puxa para cair e dos dois ficam ali deitados. Depois de um tempo descansando e recuperando o folego, eles se olham e nisso sentem algo cair em cima deles, o vizinho que a cumprimentou mais cedo estava molhando a rua com uma borracha d’água, distraído não enxergou que estava molhando os dois. Eles se levantam encharcados e começa a rir um do outro.
– Não preciso mais tomar banho para o encontro.
– Precisa sim, tem que ser perfeito.
Nesse momento ele tira uma mecha de cabelo molhado do rosto dela
– Já está sendo perfeito com você.
– Nos vemos mais tarde. Ela entra para se arrumar e tranca ele do lado de fora.
Jacob se arruma onde ele trabalhava, ele faz a barba, coloca a melhor roupa. Mais tarde ele bate na porta de sua própria casa nervoso para ver Lorena. Ela abre a porta.
– Boa noite, Jacob!
Ele olha para Lorena admirado, ela estava com um vestido cor creme com vários detalhes com uma leve sintilância douradas.
– Nossa, você está tão linda!
– Obrigada e obrigada pelo vestido – dizia docemente com um sorriso – Devo dizer que também está lindo! Ela acaricia o rosto dele e ele pega de leve sua mão e a beija.
– Aqui é tão lindo! Eu amei a surpresa.
– Sabia que ia gostar.
– Nem acredito que você fez tudo isso por mim, ninguém nunca fez.
– Eu me sinto sortudo por ser essa pessoa.
Eles se olham e sorriem enquanto comiam
– Agora me fala um pouco de você
– O que eu posso falar?
– Queria saber mais sobre você quando estava viva
– Você não precisa se atentar a esses detalhes, foi algo ruim não quero te fazer ter pesadelos.
– Mas eu já estou atento a você... Bom gostaria de saber um pouco mais da vida da minha namorada.
– Você falando essa palavra deixa meu coração acelerado.
Ela dá um largo sorriso olhando para baixo.
– Qual era o nome do Show?
– Couvers da pesada
– Em 2007?
– Sim, como sabe?
– Por acaso o rapaz de quem gostava tinha cabelo espetado e usava sempre os mesmo Jens azuis?
– Eu lembro disso.
– Então era você naquele acidente? Éramos de escolas diferentes, não a conhecia, mas vi sua foto quando soube do acidente. E pensei como uma menina tão jovem e tão bonita pode ter tido esse destino.
– Que legal saber que o meu amor era realmente platônico, você nem me conhecia.
– Você se arriscou por mim, só para me ver, me sinto culpado. Se eu soubesse naquela época eu teria encontrado o amor da minha vida.
– Mas nunca é tarde para o amor.
– E agora você está sentindo que está se apaixonando por mim de novo? Dizia ele com seu rosto aproximado ao dela.
– Eu lembro de você agora, Jacob, como você mudou. Eles riem até que finalmente se beijam por um longo tempo.
Eles continuam desfrutando da noite com a bela vista
– Sei que não fui perfeito no início, mas agora vejo que o mundo onde não tem você é estranho. Eu sei me virar sozinho, mas não quero.
Um arrepio em ambos uma sombra passou.
– Mesmo eu estando vivo, foi você que trouxe vida.
– E você que me fez viver de novo, me fez querer.
Um vento forte passou Lorena olha assustada para os lados.
– Eu queria ter tido mais tempo com você, mas eu não me preocupo com você. Eu acredito que você será feliz. Saiba que mesmo distante, o nosso amor vai repercutir por anos, eternidades, ainda sim nosso amor vai permanecer vivo.
– Porque está falando isso?
– Eu lamento por ter ido embora uma vez e ter que ir mais uma vez. Eu te amo, Jacob! Como nunca amei ninguém.
– Eu te amo pra sempre Lorena, e se eu pudesse voltar no tempo eu te amaria mais ainda, se tivesse te conhecido teria mais tempo para te amar.
E assim em uma mesma noite em que se conheceram, foi a noite em que ela se foi. Eles viveram a história de amor. Certamente agora ela fazia parte do seu coração e nunca a esqueceria.

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